quarta-feira, 5 de junho de 2013

Protestante, filho de pastores, se converte ao catolicismo.




Chamo me , Manuel da Costa tenho 31 anos filho de Pais Pastores ,desde infância os meus Pais colocaram nos na Igreja e nos ensinaram a temer á Deus. Durante 22 anos vivi na Província de Cabinda(Angola) depois fui para a Capital Luanda(Angola) para fazer a faculdade de Engenharia Informática.

A minha irmã que me recebeu na Capital era da Igreja Pentecostal ,ela tinha um carinho aos Pastores Adventistas ela comprava Cassetes de Pregações e estudos de profecias sobre o apocalipse.

Mesmo não sendo Adventista achei interessante destas aulas,comecei a estudar grandemente estas matérias,até que no ano 2008 tomei decisão de receber o Batismo por imersão na Igreja onde o meu Pai era Pastor.

Comecei a participar ativamente na Igreja e a ocupar alguns cargos como secretário da Paróquia, comecei a ter um fanatismo aos pastores Adventista e repetia como um Papagaio de que o Santo Padre é a besta do Apocalipse 13 e a Igreja Católica era a babilônia descrito no apocalipse 17.

Cheguei a pensar que a Igreja Adventista é que prega a verdade, eu sinceramente comecei a desprezar todas Igrejas protestantes inclusive onde eu era membro,isto porque os estudos adventistas me convenceram do Sábado e da Mortalidade da Alma.

Muitas coisas sobre o Catolicismo que eu não sabia muito bem eu repetia sem que primeiro ter estudado o problema.

Conheci uma jovem Católica que atualmente é a minha esposa,eu a atacava sempre ,e ela humildemente não conseguia se defender mesmo tendo os sacramentos.

Me lembro uma vez fui a uma feira de livros da Religião ISLÂMICA onde encontrei um livro que mostrava a diferença entre o Cristianismo e o Islão,tentei debater com um Islâmico ele me derrubou com seus argumentos e fiquei sem respostas para defender o Cristianismo,ele me perguntou “porque é que os cristãos tem bíblias diferentes? Será que foi inspiração de Deus?” me falou dos concílios eu nem sabia o que era.

Esta vergonha que eu passei de não defender o cristianismo,me levou a estudar para saber como defender a religião cristã,surgiram muitas dúvidas na minha cabeça.

Comecei a procurar na Internet sites para estudo do cristianismo neste desespero cheguei até aos sites da: www.montfort.org.br
, www.cleofas.com.br, http://www.veritatis.com.br/http://macabeus.no.comunidades.net/ , http://sadoutrina.wordpress.com/http://igrejamilitante.wordpress.com e comecei a ler a história do cristianismo,a historia do Cânon bíblico.
O que me surpreendeu mais é o nível de argumentos dos ex-protestantes comecei a encarar que os testemunhos de ex-protestantes eram mais sabias e com argumentos bíblicos e histórico,eu nem sabia oque era a Patrística…

O testemunho do Ex-Pastor Casanova me deixou perplexo com tamanha argumentação bíblica e da história do Cristianismo.

O vídeo que roda na Internet onde o Pe. Paulo Ricardo responde a um protestante que diz sobre a Babilônia descrito no Apocalipse, me lavou de toda ignorância que eu tinha aprendido dos Adventistas sobre o Apocalipse 17.

Naquele momento comecei a encarar o Protestantismo como uma religião caluniadora,que confunde a Igreja com os membros da Igreja.

Graças á Deus no dia 19 Agosto de 2011,casei na Igreja Católica com a minha esposa durante a celebração do matrimônio fiz a profissão de fé e pela primeira vez recebi a sagrada hóstia.

Meus queridos irmãos Protestantes e Católicos só existe uma verdade que vêem de Deus,pra saber esta verdade só é possível no Magistério da Igreja que são Paulo chama de Coluna da Verdade(I Timotéo 3:15-17).

Dizer que não existiu Igreja depois dos Apóstolos, e negar a história Cristã e negar todos os Pais da Igreja dos primeiros séculos.
“Papias, Policarpo, Inácio, Tertuliano, Justino, Irineu, Cipriano, Dionísio, Clemente, Euzébio de Cesaréia, Agostinho, Jerônimo entre outros”

Dizer que o Constantino fundou a Igreja Católica como eu pensava é ignorar a História do Cristianismo e jogar a bíblia no lixo.

“Antes do Edito de Milão de 313 já havia passado 32 Papas na História da Igreja, e o Papa do ano 313 era o PAPA Melcíades”

Dizer que a bíblia é palavra de Deus, só é possível pela Igreja,porque ela não veio do ceu por fax,foi discutido e confirmado nos concílios da Igreja Católica pelos Bispos (Concilio de Hipona 393,Cartago III 397)

Dizer que a Igreja apostatou é negar a Palavra do Nosso Senhor Jesus Cristo(Mateus 16:18) “As portas do inferno não prevalecer contra a Igreja”.
Dizer que todos podem interpretar a bíblia é falta de respeito a bíblia(2Pedro 1:20-21) “Nenhuma profecia é particular Interpretação ”.
Dizer que Lutero foi contra a Igreja é ser ignorante com a realidade da história,nas 95 teses Lutero não condena a Igreja nem tão pouco o Santo Padre,mas ele condenou os abusos que eram feito pelo alguns sacerdotes.

Vejamos as seguintes pontos das 95 teses de Lutero

“42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências

possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.”.

71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

Se Lutero era inspirado por Deus,porque os protestantes reprovam as indulgências ,ja que ele mesmo afirma que é um verdade apostólica?
A premissa de que Lutero estava certo,isto abra marge de colocar Arius,Nestório,Pelagius, Montanu, Marcião como também homens inspirados. Felizmente são tido como hereges pelo cristãos Protestantes e quem os condenou foram os Papas.
Dizer que as 33 mil Igrejas existente são verdadeiras é falta de respeito a própria palavra de Deus(Efesios 4:1-6,I corintios 12-13,Joao 10:16,Joao 17:21-23).
Dizer que o concilio é uma obra dos homens e falta de respeito a palavra de Deus porque os apóstolos resolveram contradições doutrinárias nos concílios.(Atos 15).
Dizer que todos são inspirado pelo espirito Santo é falta de respeito a palavra de Deus.(Joao 16:13).

Dizer que não existe a primazia Petrina e Apostólica e falta de respeito a bíblia.
Mateus 16:16-18.(Decidir sobre a fé e a moral)

Mateus 18:18(decisão apostólica)

Lucas 22:31-32(Confirmar na fé os irmão=os irmão da Igreja).

João 21:15-17(Apascentar o rebanho =dirigir a Igreja).

Dizer que Deus Pai,Deus filho e Deus Espirito Santo são a favor a divisão é falta de respeito a Bíblia.(Romanos 16:17-18,Efésios 4:14).

Hoje sou Católico graças á Deus,com muita convicção, não duvido daquilo que o Magistério da Igreja ensina.Para não cair em heresias só dou ouvido ao que o Magistério ensina no Catecismo,documentos oficias da Igreja ,nas enciclias dos Papas,no missal ,porque Jesus disse “ Quem ouve o Magistério a Jesus ouve,e quem rejeitar o Magistério rejeita Jesus Cristo e consequentemente rejeita ao Deus Pai”(Lucas 10:16).

Agradeço a todos os Cristãos que me levaram a amar a Palavra de Deus e de conhecer a Santa Igreja Católica,os meus agradecimentos especias ao Professor Felipe Aquino, Cris Macabeus do site (as mentiras do apocalipse), Helen do site (igreja militante), Rafael do Site (sãdoutrina)

“Quem houve a Igreja jamais caíra no erro”,porque a Igreja é a coluna da Verdade (I Timotéo 3:15-17).

Governo Dilma Roussef e suas loucuras

Campanha do Governo Brasileiro “enaltece” a prostituição e choca o país. De novo!

junho 5th, 2013
O Ministério da Saúde lançou nas redes sociais no último final de semana uma campanha pela visibilidade e respeito às prostitutas. O tema da mobilização feita pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais é “Sem vergonha de usar camisinha” e celebra o Dia Internacional das Prostitutas, comemorado no último 2 de junho.
A campanha tem o objetivo de “reduzir o estigma da prostituição associada à infecção pelo HIV e Aids”.
A mobilização é composta por panfletos e cinco vídeos protagonizados por prostitutas.

Os panfletos trazem frases como “não aceitar as pessoas da forma como elas são é uma violência”; “eu sou feliz sendo prostituta” e “o sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs”. Um dos vídeos mostra uma prostituta que sonhou ter sido respeitada: “sonhei que sou respeitada, que sou uma flor, uma rosa sem espinhos”, diz a protagonista.
O material, feito em uma oficina de comunicação em saúde para profissionais do sexo em João Pessoa (PB), vai circular na internet até dia 2 de julho. A campanha também homenageia Rosarina Sampaio, fundadora da Federação Nacional de Trabalhadoras do Sexo, que morreu no último dia 25 de março.




* A inversão de valores, a agenda gay e o “direito natural” negado pela ideologia relativista.

junho 4th, 2013
Os noticiários não falam de outra coisa. O liberalismo sexual, no qual se inclui a causa gay, ganhou de vez as manchetes dos principais jornais do país, numa avalanche que parece não ter mais freio. A unanimidade da imprensa em decretar o novo padrão de moralidade é tão eloquente que os mais desavisados sentem-se quase que impelidos a concordar com ele, mesmo que a contragosto. Mas enganam-se aqueles que, ingenuamente, atribuem essas movimentações ao curso natural da história. Trata-se, pelo contrário, de uma agenda compacta, determinada e amplamente financiada, cuja única meta é: minar os fundamentos da sociedade ocidental – o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã – e, em última análise, a natureza humana.
Não é mais segredo para ninguém a hostilidade com que inúmeras nações se referem ao cristianismo. Praticamente todos os programas de governos atuais têm por política o combate aos últimos resquícios de fé católica que ainda restam na sociedade. E essa agenda ideológica encontra eco sobretudo nas Organizações das Nações Unidas, logicamente, a mais interessada na chamada “Nova Ordem Mundial”. Essa perseguição sistemática à religião cristã e, mais especificamente à Igreja Católica, se explica pelo fato de ela ser única a levantar a bandeira da lei natural, que é a pedra no sapato dos interesses globalistas.
Em linhas gerais, o direito natural refere-se ao que está inscrito no próprio ser da pessoa.Isso supõe uma ponte de acesso a uma moral humana já pré-estabelecida, com direitos e deveres naturais, conforme a ordem da criação. Não corresponde a um direito revelado, mas a uma verdade originária do ser humano, que através da razão indica aquilo que é justo ou não. Essa defesa do direito natural foi o grande diferencial do cristianismo em relação às demais religiões no início do primeiro milênio, como assinala o Papa Emérito Bento XVI ao Parlamento Alemão, em um dos discursos mais importantes de seu pontificado:
“Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, nunca impôs um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objetiva e subjetiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus”, (Cf. Bento XVI ao Parlamento Federal da Alemanha em 2011).
A partir do último meio século, ressalta o Santo Padre, o direito natural passou a ser menosprezado, em grande parte, devido à razão positivista. Passou-se a considerá-lo como “uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo”. Com efeito, para o teórico positivista Hans Kelsen, a ética deveria ser posta no âmbito do subjetivismo e, por conseguinte, o conceito de justiça.
Criou-se, portanto, uma situação perigosa da qual o próprio Kelsen foi vítima posteriormente, quando perseguido pelo regime nazista por ser judeu. A justiça e a ética caíram no relativismo. Cada um julga-se a si mesmo, julga-se o conhecedor do bem e do mal. E “quando a lei natural e as responsabilidades que implica são negadas, – alerta outra vez Bento XVI em uma catequese sobre Santo Tomás de Aquino – abre-se dramaticamente o caminho para o relativismo ético no plano individual e ao totalitarismo de Estado no plano político”.
Como condenar os regimes nazistas, fascistas e comunistas por suas atrocidades se a justiça é um conceito relativo a cada um?
A Igreja condena a perversidade do relativismo justamente por essa falsa sensação de liberdade propagandeada por ele. É a mesma liberdade oferecida pela serpente do Éden à Eva, a falsa beleza que, na verdade, é escravidão. Quando exposta em termos claros e diretos, a lei natural se torna evidente e com ela, todo o arcabouço que a sustenta: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã. A lei natural encontra apelo no ser humano justamente por ser verdade e estar de acordo com a razão criadora, o Creator Spiritus. O Magistério Católico é, neste sentido, um dos únicos baluartes da justiça e da dignidade da pessoa humana, por falar quase que solitário em defesa da lei natural.
O trabalho da elite globalista – diga-se ONU, imprensa, ONGs esquerdistas e etc – consiste, neste sentido, única e exclusivamente na destruição desses pilares da lei natural. Assim, sepultam-na numa espiral do silêncio, enquanto reproduzem na mídia uma moral totalmente avessa e contrária à família. Desse modo, abrem espaço para a educação das crianças pelo Estado conforme a cartilha ideológica que defendem. É um programa totalmente voltado para a subversão e o controle comportamental que está sendo colocado em prática, descaradamente, por países como Estados Unidos, França, Suécia, Holanda e até mesmo o Brasil.
Neste momento, em que a Igreja vê-se atacada por todos os lados e se joga com a vida humana como se fosse algo qualquer e sem valor, urge o despertar de pessoas santas,imbuídas por uma verdadeira paixão à Verdade. Todas as grandes crises pelas quais a Igreja passou nos últimos séculos foram enfrentadas por santos de grande valor: São Luís Maria Grignion de Montfort, São João Maria Vianney, Santa Catarina de Sena, São Pio X… E essa crise atual requer a mesma fibra, o mesmo destemor e parresia com os quais aqueles santos estavam dispostos a entregar suas vidas, suas fortunas e até mesmo os seus nomes, sem medo da humilhação, firmes na Providência Divina e na certeza de que no alvorecer do novo dia será de Deus a última e definitiva palavra.
Equipe Christo Nihil Praeponere

Onde está o PT aí está o estimulo político para aprovação do aborto


Daniel Volpato

Um texto publicado no site oficial do partido, de autoria da Secretária de Formação Política do PT-SP e do Coletivo Nacional de Mulheres do PT, declara a incompatibilidade entre a esquerda e a luta em defesa da vida, contra o aborto.

Na visão do partido, quem abraça a esquerda e a compreende em sua plenitude precisa ser a favor do aborto e do restante da agenda feminista. Se não é, é um “conservador de esquerda” que, ou faz parte do grupo dos ”equivocados que ainda não alcançaram a compreensão de que a luta contra opressão das mulheres é parte constituinte da plataforma dos que almejam construir uma sociedade socialista”, ou é do grupo dos “omissos e omissas, que se pronunciam conforme suas relações com os setores religiosos ou mesmo por oportunismo eleitoral”.

Portanto, ou há ignorância, ou há oportunismo: tertium non datur. Àqueles que seguem a esquerda e que acreditam piamente serem pró-vidas - não são muitos, mas eles existem! -, o recado está dado: “companheiro, você não sabe o que é a esquerda!“. Assim que este adquirir a compreensão do que a esquerda realmente quer, precisará decidir-se: ou pula fora da nau socialista e abraça a luta pela vida, ou mantém o aspecto exterior de defesa da vida e entra no time dos esquerdistas oportunistas. É curioso, aliás, gente do próprio partido admitir que eles existem.

Resta saber em qual dos grupos a Secretária enquadraria sua co-partidária, a Presidente da República. Confesso que a tarefa é árdua. A Presidente defendeu a descriminalização do aborto em sabatina realizada pela Folha de São Paulo em outubro de 2007[i], posição que manteve em 2010, no Encontro com Editores da IstoÉ[ii]. Contudo, ainda em 2010, na reta final da campanha eleitoral das últimas eleições, a então candidata se disse contrária ao aborto [iii], contradizendo tudo o que havia dito em ocasiões anteriores.
Disto e da aproximação da candidata com setores religiosos, ela que se disse católica [iv] mas que não sabe fazer o sinal da Cruz[v], não acredita em Deus[vi] e chama Nossa Senhora de deusa[vii], sou inclinado a colocá-la no grupo dos oportunistas omissos. Por outro lado, sendo ela declaradamente socialista[viii], pode-se concluir que seria uma má socialista, do time das equivocadas.

Talvez haja um terceiro grupo, o dos conservadores omissos da esquerda equivocada.



 Como cristão, posso votar em partidos abortistas como o PT, PV e outros?


Posso votar no PT?[1]
(uma questão moral)
1. Existe algum partido da Igreja Católica?
A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[2] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[3].
2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?
Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[4].
3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?
Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[5].
4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?
Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista, que “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §1º[6]).
5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?
Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[7].
6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?
Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.
7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM…
Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.
8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando…
Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.
9. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?
Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave.
O Catecismo da Igreja Católica ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal”[8]. Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.
Em síntese:
Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:
– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)
– ou por opção pessoal.

Extraído da edição n. 133 do boletim “Aborto. Faça alguma coisa pela vida”, do Pró-Vida de Anápolis, publicada em 12 de junho de 2010. Foram atualizadas as citações, de acordo com o novo Estatuto do PT, assim como os endereços da Internet.

Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.

Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.

Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.

Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://www.pt.org.br/arquivos/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf

Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Redação final aprovada pelo Diretório Nacional em 09/02/2012, in:http://www.pt.org.br/arquivos/ESTATUTO_PT_2012_-_VERSAO_FINAL.pdf

DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso, 17 set. 2009, in:http://pt.jusbrasil.com.br/politica/3686701/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso
Catecismo da Igreja Católica, n. 1868.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Governo do PT usa caso Marco Feliciano para abafar investigação contra Lula

Julio Severo
A polêmica envolvendo a oposição ferrenha das esquerdas contra a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados virou manobra. O PT está usando o caso Feliciano como cortina de fumaça para abafar a investigação do Ministério Público Federal sobre o envolvimento de Lula no escândalo do Mensalão do PT.
Lula anda feliz da vida com o caso Marco Feliciano
Na opinião dos petistas, Lula é um intocável. Por isso, os holofotes sobre Feliciano são indispensáveis para manter os olhos do público o mais longe possível de Lula, o poderoso chefão responsável pelo período mais corrupto da história brasileira.
Enquanto esteve no Palácio do Planalto, o ex-metalúrgico se lambuzou nas benesses do poder e comandou o esquema criminoso que não se limitou apenas à compra de parlamentares, mas dedicou-se também ao desvio de dinheiro público e ao recebimento de enormes e imundas quantias de empresários.
Agora que o chefão do esquema criminoso está sob investigação do MPF, o governo de Dilma Rousseff colocou as mangas de fora. O governo petista, que até agora estava calado diante do caso Marco Feliciano, começou a atacar o presidente da CDH. A primeira a atacar foi a ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos, uma comunista radical que vê com normalidade as atrocidades comunistas cometidas em Cuba contra os cristãos e dissidentes. Em seguida, entrou em cena a ministra Luiza Bairros, da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, que assinou moção contra Marco Feliciano.
Se o objetivo dessas militantes petistas fosse defender os direitos humanos e combater a discriminação, elas não tentariam proteger o chefão atacando Feliciano. Elas criticariam o chefão e ainda pediriam que o MPF ampliasse a investigação para tratar das amizades que o governo de Lula mantinha com tiranos cujas ditaduras são notórias por violação de direitos humanos.
Denunciar ligações do governo brasileiro com ditaduras sanguinárias como Cuba e Irã seria defender os direitos humanos.
Pelo menos, por que então não cobram do MPF uma investigação séria sobre o misterioso assassinato de Celso Daniel e das testemunhas de seu assassinato?
Por que não cobram do MPF o desperdício de centenas de milhões de reais aprovados para promover a agenda gay, inclusive o kit gay? Sob o controle do PT, a Comissão de Direitos Humanos aprovou centenas de milhões de reais para homossexualizar as crianças do Brasil.
Agora, o PT quer matar dois coelhos numa cajadada: 1) Quer enxotar Feliciano da presidência da CDH, a fim de continuar aprovando recursos multimilionários para a homossexualização das crianças do Brasil. 2) Quer usar Feliciano como cortina de fumaça para proteger o poderoso chefão e outros criminosos do PT.
Nessa manobra, o PT está confortável com os aliados: imprensa comprada, partidos socialistas, militantes desordeiros da OAB e protestantes progressistas, que se dizem vozes proféticas para apoiar o socialismo, mas são mudos quando a necessidade manda denunciar a agenda de aborto e homossexualismo do governo do PT ou seu controle sobre as pessoas como se fosse um deus.
São um bando de anarquistas de boteco, com discursos embusteiros e interesseiros, beneficiados pelo sistema louvado por eles.
Durante as eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010, o PT (em comunhão com as esquerdas evangélicas) usou convenientemente líderes e congregações evangélicas incautas para se eleger e se manter no poder.
Feliciano foi um desses incautos.
Ele apoiou Dilma Rousseff em 2010 e hoje, por não seguir a imoral cartilha socialista, sofre a ira do PT, da imprensa, das esquerdas seculares e das esquerdas evangélicas.
Com o caso Feliciano nos holofotes, os petistas estão felizes da vida com os evangélicos incautos, que são usados para manter Lula e seus crimes encobertos por espessa neblina.
Se Feliciano fosse como os protestantes progressistas, o PT não perderia o controle da CDH, nem perderia milhões para a agenda gay e nem precisaria usá-lo como cortina de fumaça.
Espero que Feliciano enxergue o mal do socialismo, que está trabalhando febrilmente para sacralizar o homossexualismo e o aborto e colocar o Estado como deus da sociedade, famílias, igrejas, etc.
Afinal, ele já sabe o que acontece com os que ficam no caminho desse deus.
Com informações de Ucho.info

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Existe arrependimento e perdão no Inferno?


Dom Estevão Bettencourt (OSB)
«Como pode o Pai do Céu, que é infinitamente bom, condenar o homem a um inferno eterno, quando os pais na terra não castigam seus filhos com punições sem fim ? Certamente Deus há de perdoar aos pecadores que se acham no inferno».

A dificuldade acima provém de uma concepção errônea do inferno: supõe, seja este um castigo que Deus na hora do juízo concebe mais ou menos arbitrariamente para atormentar a criatura; em tal caso, a sentença divina poderia ser reformada ou até cancelada por anistia, à semelhança do que se dá nos tribunais humanos…

Na verdade, a condenação ao inferno não depende propriamente de um veredito divino pronunciado após a morte do pecador; é, antes, a consequência muito lógica de certos princípios que caracterizam a existência do ser humano, de modo que se pode dizer que, anteriormente a uma sentença divina positiva, já o pecador lavrou sua sorte infernal; não é preciso que Deus tome alguma deliberação especial para que o inferno se torne realidade para o pecador.

É o que vamos recordar sumariamente, remetendo o leitor para quanto já foi dito sobre o inferno em «P. R. 3/1957. qu. 5.
1. Todo homem traz em si uma aspiração inata e incoercível ao Bem Infinito, que é Deus (todos querem ser bem- aventurados sem que possam assinalar limites a essa sua sede de bem-aventurança).
2. Para conseguir a felicidade a que aspiram, Deus outorgou às criaturas humanas o livre arbítrio. Este lhes confere dignidade própria, fazendo que se movam, e não sejam simplesmente movidas, em demanda do Fim Supremo.
3. Se o homem, utilizando devidamente a sua liberdade de arbítrio, adere ao infinito ou a Deus, compreende-se que esta atitude se lhe torne fonte de alegria e felicidade imensas; pois então convergem para o mesmo objetivo as aspirações inatas de sua natureza humana e a opção consciente da vontade livre.
4. Admita-se, porém, que a criatura humana livremente preste adesão, e adesão total, a um bem criado (dinheiro, gozo, fama…), afastando-se conscientemente de Deus…

De tal atitude não pode deixar de resultar tremendo dualismo ou penosa dilaceração dentro da alma humana; a sua natureza, feita para o Bem Infinito, continua a bradar por Deus, enquanto a vontade adere a um bem finito.

Convém aqui lembrar que a adesão a um bem finito capaz de provocar tal dilaceração é chamada «pecado mortal», o qual só se dá quando as três seguintes condições são simultaneamente preenchidas:
a)              haja matéria grave,
b)              haja pleno conhecimento de causa (ato da inteligência),
c)              haja vontade deliberada e consciente de aderir ao bem finito.
Caso estas três condições sejam preenchidas, toda a personalidade humana (por suas faculdades características: o intelecto e a vontade) está empenhada.
5. Enquanto o pecador é peregrino neste mundo, pode mitigar o drama que ele traz em seu íntimo: ocupando-se com as tarefas e as diversões da vida cotidiana, vai encobrindo aos seus próprios olhos a dura realidade de sua alma, e esquece, ao menos parcialmente, a dilaceração de sua personalidade.

6. Suponha-se, porém, que tal indivíduo venha a morrer nessa situação: sua alma se separa do corpo e deixa de usufruir, da parte das criaturas sensíveis, os paliativos que a consolavam neste mundo.

A consequência será clara: tal alma continuará a trazer dentro de si o desejo profundo e espontâneo de se saciar no Bem infinito; tal desejo está impregnado na natureza humana e é incoercível; nenhuma criatura humana pode ser concebida sem essa aspiração ou sem esse sinete característico. A mesma alma, porém, tomará consciência clara da monstruosidade de seu estado: sim, verificará que a sua vontade livre terá dirigido toda a personalidade do indivíduo para um bem limitado e lacunoso, incapaz de a satisfazer; ao finito terá dado a adesão que devia ter prestado ao infinito. E não lhe será possível «esquecer» essa situação, pois não terá em torno de si algum dos objetos sensíveis que lhe serviam de paliativo neste mundo.

Daí redunda a mais profunda dilaceração de que seja capaz a criatura: de um lado, haverá o brado espontâneo da natureza, anterior a qualquer deliberação, brado voltado para Deus, o Infinito; do outro lado, existirá deliberada entrega da vontade a uma criatura, ao finito; estes dois clamores estarão em luta entre si, dividindo ou retorcendo (por assim dizer) a alma.

7. Tal é o estado em que, logo após a morte, entra naturalmente a alma de quem tenha pecado gravemente. Vê-se então como, antes mesmo que Deus profira alguma sentença sobre ela, essa alma já traz dentro de si o inferno, ou o maior tormento possível. O juízo póstumo que o Senhor formula a seu respeito, não vem a ser senão o reconhecimento de tal situação; nada de novo induz na sorte que tal alma ocasionou para si.

Mas porque é que o Senhor reconhece e não muda essa ordem de coisas vigente na alma do réu ?

O Senhor não a muda, porque só o faria forçando ou violentando a livre deliberação da criatura. Ora Deus, que dotou de personalidade livre o ser humano, não lhe retira a dignidade assim outorgada; antes, respeita-a plenamente.

Seja lícito lembrar de novo o seguinte: todo pecado grave supõe, da parte do homem, claro conhecimento do mal e pleno desejo de o cometer; supõe, portanto, uma tomada de posição consciente e livre de toda a personalidade humana frente à mais séria das questões, que é a questão do Fim Último. Não se poderá, por conseguinte, tachar de pecado mortal qualquer ação que tenha aspecto de culpa grave, pois nenhum observador humano é capaz de penetrar o íntimo das consciências para lá discernir as possíveis atenuantes da culpabilidade. Não nos é lícito, por conseguinte, em caso algum supor ou afirmar que determinada pessoa está no inferno. Se a justiça humana leva em conta os estados de obsessão e diminuída responsabilidade dos criminosos, muito mais a Justiça Divina os considera, de modo que ninguém padece a triste sorte do inferno sem realmente se ter encaminhado para ela.
8. Contudo talvez insista alguém: afinal, Deus, que é sumamente misericordioso, não poderia perdoar ?

— Sim ; Deus poderia perdoar, e de fato, perdoa às suas criaturas, desde que, da parte destas, uma condição se verifique: haja repúdio do pecado ou arrependimento; em caso contrário, isto é, se a criatura não o quer receber, vão se torna o perdão. Ora acontece justamente que nenhuma das almas que morrem em pecado mortal e, por conseguinte, nenhum dos réprobos do inferno se quer arrepender e voltar para Deus, por muito tormentosa que seja a sua situação. Com efeito, a alma só muda de disposições ou se arrepende quando unida ao corpo; é só mediante a atividade dos sentidos externos e internos que ela pode conceber novos conhecimentos e desejos; por conseguinte, quando se separa do corpo ou dos sentidos, a alma humana se fixa irrevogavelmente na última disposição que teve durante esta vida (amor ou ódio a Deus). O pecador, portanto, que morra com aversão a Deus e apego apaixonado à criatura, para o futuro sentirá, de um lado, a tremenda dilaceração que este afeto acarreta, mas, de outro lado, não desejará em absoluto voltar para Deus, desfazendo-se do seu amor desregrado ao finito; não o desejando, está claro que o Senhor não o forçará.

Vê-se assim algo de aparentemente paradoxal, mas sumamente verídico e significativo: não há quem esteja no inferno e daí queira sair; os réprobos sofrem, mas não querem abandonar o estado que lhes motiva o sofrimento. Se algum deles pedisse perdão, Deus não lho negaria.

Esta afirmação é ilustrada pela parábola do filho pródigo (cf. Lc 15, 11-32). Não há dúvida, tal trecho do S. Evangelho visa incutir a suma confiança em Deus cuja misericórdia surpreende a expectativa humana; o Senhor perdoa ultrapassando todas as categorias da benevolência humana. Contudo a parábola bem mostra que esse perdão só é outorgado à criatura que, cheia de arrependimento o deseje e peça: «Pai, pequei contra o céu e contra Ti; já não sou digno de ser chamado teu filho» (Lc 15,18), exclamou o herói da narrativa. Ora foi justamente o fato de se ter reconhecido indigno que lhe mereceu ser recebido como filho bem-amado!… Oxalá os homens que se afastam de Deus, procedessem até as últimas instâncias como o filho pródigo! Então seriam sempre tratados como este…
9. Deve-se observar outrossim que o estado aflitivo do réprobo não tem fim, porque a alma humana é, por sua natureza, imortal (não consta de partes que se desgastem e decomponham); cf. «P.R.» 2/1957, qu. 5.

Deus poderia, a rigor, aniquilar as criaturas que estão no inferno. Ele não o faz, porém, pois a existência desses seres tem seu sentido no conjunto do universo. Note-se bem que o centro ou o ponto de referência de todas as criaturas não é o homem, mas Deus; todas as criaturas são chamadas a dar glória a Deus; portanto, desde que realizem esta finalidade, sua existência tem valor no grande quadro do universo. Ora o pecador sofre no inferno justamente porque reconhece que Deus é sumamente bom e que ele voluntàriamente se incompatibilizou com o Sumo Bem (se não reconhecesse a Bondade de Deus, o réprobo não sofreria). Vê-se então que o tormento mesmo do pecador é proclamação da perfeição e da santidade de Deus; destarte a existência do réprobo não é vã, mas preenche sua finalidade primária e suprema.

A modalidade de que essa existência, para o respectivo sujeito, é infeliz, torna-se secundária; Deus fez o homem para ser, e ser sempre (claro está que… à semelhança do Exemplar Divino, o qual é sempre feliz) ; a modalidade de ser feliz, porém, Deus a quis tornar dependente da livre opção do homem; este a pode frustrar. Contudo, o bem fundamental que é o ser, existir, Deus o quis tomar a seus exclusivos cuidados; o Criador o dá irrevogàvelmente; não o retira, mesmo que o homem não cumpra a sua parte, abusando do dom do Benfeitor. O homem, por conseguinte, existirá sempre, como Deus planejou bondosamente, mesmo que, em consequência de uma livre opção sua, não exista feliz. Sua existência, mesmo nessas circunstâncias, não carecerá de significado e valor.

10. Talvez ainda nos aflore à mente uma última dúvida: Deus, sabendo que tal ou tal criatura se perderia no inferno, não poderia ter deixado de a criar? Não deveria ter feito apenas criaturas que usassem da sua liberdade para o bem?
Reflitamos um pouco sobre o valor dessa «sedutora» solução do problema. «Liberdade» diz, por seu conceito mesmo, variedade e multiplicidade de realizações; é natural, portanto, que a liberdade humana se afirme na história com essa multiplicidade de formas que a caracterizam; se tal variedade não se verifica, tem-se estranha liberdade, … liberdade artificialmente canalizada numa só direção; ora, isto não sendo normal, não se poderia pretender que Deus procedesse assim. O essencial é que nenhuma das criaturas livres, mesmo usando plenamente da sua liberdade, deixe de ser uma expressão da santidade do Criador; ora isto se verifica também nos réprobos, os quais, por todo o seu ser, no inferno, proclamam a Perfeição e, em particular, a Bondade do Criador.

O Senhor não criou seres livres que artificialmente só optassem por um alvitre, como também não criou flores de papel, mas criou flores naturais; é somente o homem que, não podendo produzir flores naturais, fabrica flores artificiais, flores que não murcham,… mas flores que parecem ser flores, quando, na verdade, não o são!
11. Outras questões atinentes ao inferno já foram abordadas em «P. R.» 3/1957, qu. 5. O que interessava, na presente questão, era mostrar que o inferno nada tem de arbitrário da parte de Deus; não é um castigo que o Criador estipule atendendo a um código de penas e sanções, à semelhança do que se dá na justiça humana, código naturalmente reformável… O inferno, em verdade, não é senão a última consequência da violação dos princípios que definem a estrutura do ser humano: quem voluntariamente ingere veneno, morre, simplesmente porque contradisse as leis que regem a vida física do homem…
Dom Estêvão Bettencourt (OSB)