segunda-feira, 29 de março de 2010

Globo,Mais uma Novela Espirita!!!


Espiritismo e genética dão o tom à nova novela da Globo: “Escrito nas Estrelas”.março 21st, 2010
Do UOL

O folhetim “Escrito nas Estrelas”, da Rede Globo, promete render polêmicas. Escrita por Elizabeth Jhin, a novela aborda o espiritismo e a tentativa de inseminação artificial com sêmen de um falecido.A apresentação do elenco e do clipe da trama à imprensa aconteceu nesta sexta-feira (19), em um dos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro.
De acordo com as imagens, fica evidente que além de abordar o espiritismo, a novela vai trazer ação, com cenas de perseguições, e humor. A trama substituirá a novela “Cama de Gato”, a partir do dia 12 de abril.

No elenco estão Nathalia Dil, Jayme Matarazzo, Humberto Martins, Débora Falabella, Carol Castro, Zezé Polessa, Antonio Calloni, Alexandre Nero e Giovanna Ewbank, entre outros.
Juca, o golden retriever de quatro anos, que também integra o elenco, foi um dos destaques da coletiva. Na trama, o cão vai se chamar Pepe e será o fiel amigo de Daniel, interpretado por Jayme Matarazzo, que morrerá logo no início da novela em um acidente de carro.
Porém, Daniel permanecerá na trama a partir do plano espiritual. Matarazzo conta que não é espírita e que não tem religião. “Tenho minha fé, acredito em Deus e na minha intuição”, diz o ator que quis entender mais sobre o espiritismo com o ator Carlos Vereza, que também está no elenco no papel do anjo Athael.“Quis saber melhor como é essa passagem da vida para o plano espiritual. Aquela confusão de estar meio perdido, deixando pessoas queridas. O Vereza é um grande estudioso e me deu várias dicas”, diz Jayme.

Matarazzo destaca que sempre procura referências e informações para compor seus personagens.
O personagem Humberto Martins, o Dr. Ricardo, pai de Daniel tentará usar o sêmen congelado do filho para uma inseminação artificial na tentativa de revê-lo.
Humberto Martins diz que o espiritismo é um fato presente em sua vida. “Tenho um conhecimento abrangente de várias doutrinas: kardecismo, catolicismo e até aprendo sobre seitas menos conhecidas, como algumas que envolvem sacrifício. Acho que o ator tem que estudar a humanidade como um todo, já que representa vários tipos de pessoas. Acredito em fé, Deus e energia e acho que nossa mente tem poderes que a gente desconhece.”
Já a protagonista Nathalia Dill conta que também não tem uma religião específica. “A minha relação com Deus é muito pessoal. Cada dia eu tenho uma nova formulação e uma nova reflexão. É algo muito interno.”
Ela destaca que sua personagem Viviane é uma menina cheia de garra. “Gravamos durante uma semana no morro Dona Marta. Achei ótimo. É importante mostrar, olhar e discutir outras realidades. É escada a dar com pau”, diz a atriz.
A novela dirigida por Rogério Gomes também contará com cenas bem-humoradas, entre elas, a do mulherengo, Jair Ferreira, interpretado por Andre Gonçalves, e das irmãs Madame Gilda, Jandira Martini, e Zenilda, Walderez de Barros.
Veja o que Diz A Palavra de Deus.

Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquele terra.

Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo,

à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos,

porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações.

Serás inteiramente do Senhor, teu Deus.

As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus, não o permite. ( Deuteronomio 18,9-14)

Células Tronco Embrionária, conheça a Verdade sobre elas.


Pesquisas com células-tronco embrionárias: falsas esperanças.março 22nd, 2010
Fonte : Revista Catolicismo

Dra. Lílian Piñero Eça

O debate sobre o aspecto moral da ampliação legal do aborto no Brasil está envolto num clima de confusão. Ao mesmo tempo, começam a surgir os primeiros sinais de uma campanha visando a legalização da eutanásia.

Falsos argumentos dos mais radicalmente contrários à moral católica têm, infelizmente, livre curso e contam com vultoso apoio de certos setores da sociedade. E metódica campanha de desinformação, abordando aspectos científicos do assunto, é promovida por meios de comunicação social.

Intimamente ligadas à questão do aborto, em particular, e ao valor sagrado da vida, em geral, situam-se as pesquisas referentes às “células-tronco”, com finalidade terapêutica. A propaganda em torno do assunto tem sido muito grande. Nesse terreno, verifica-se verdadeira barafunda quanto à divulgação científica posta ao alcance de leigos no assunto.
Para esclarecer a referida temática de grande importância entrevistamos abalizada especialista na matéria.

Lílian Piñero Eça é doutora em Biologia Molecular pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP) e diretora científica do Centro de Atualização em Saúde (CAS), sediado na capital paulista.

Embora as convicções da Profª. Dra. Lílian Piñero Eça encontrem fundamento nos princípios morais, ela quis apoiar seus argumentos somente na ciência que constitui sua especialidade, a Biomedicina. Os dados fornecidos pela entrevistada revelam quanto é deformada –– quando não silenciada –– a verdade científica no que diz respeito a um dos temas essenciais para a sobrevivência de nossa cultura e civilização de raízes cristãs.

O ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, tendo ouvido a argumentação de especialistas, entre os quais a Dra. Lílian Piñero Eça, protocolou no dia 30 de maio último, no Supremo Tribunal Federal, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo da Lei de Bio-segurança que permite pesquisas com células-tronco embrionárias, congeladas por pelo menos três anos em clínicas de fertilização in vitro, por atentarem contra a vida de um ser humano –– o embrião.
A Profª. Dra. Lílian Piñero Eça recebeu amavelmente a reportagem em seu escritório no Centro de Atualização em Saúde, em São Paulo.
* * *


Catolicismo — O que são as células-tronco, numa formulação sintética?


Dra. Lílian Piñero Eça — As células-tronco embrionárias humanas (CTEH) são as existentes no blastocisto do embrião, estrutura formada após sete dias da fecundação, e são totipotentes, isto é, têm a capacidade de se transformar nos 256 tecidos do organismo humano.
As células-tronco adultas (CTAH) são as células indiferenciadas existentes após o nascimento; por exemplo, as do cordão umbilical e as existentes nos vários tecidos humanos para a reposição das células mortas do nosso organismo.
As células-tronco, especialmente as adultas, são objeto de intensas pesquisas hoje, pois podem funcionar como células substitutas em tecidos lesados ou doentes, como nos casos de Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares em geral, ou ainda no lugar de células que o organismo deixa de produzir por alguma deficiência, como no caso de diabetes.

Catolicismo — Quais as desvantagens e os perigos na utilização de células-tronco embrionárias com fins terapêuticos?


Dra. Lílian Piñero Eça — A propósito da discussão referente à Lei de Bio-segurança recentemente aprovada, fui convocada a depor em comissão da Câmara dos Deputados pelo líder do governo, deputado petista Arlindo Chinaglia, participando de um debate com a articuladora da dita lei, Dra. Mayana Zatz. Apresentei as 12 principais razões pelas quais se deve recusar a utilização das células-tronco embrionárias, por serem nocivas e perigosas. Cada uma das razões que expus foram apoiadas com a apresentação de comunicações científicas. A posição contrária não fez o mesmo.Mencionemos alguns dos perigos da utilização de CTEH:
Primeira razão: os partidários das CTEH alegam que elas curam doenças. Isso é falso. As CTEH até o presente momento não curaram nenhuma moléstia.

Segunda: tais células tendem a produzir tumores, chamados teratomas. São tumores embrionários que formam vários tecidos de forma desordenada, como unhas, cabelos e outros. Na China, por exemplo, a utilização dessas CTEH produziu graves acidentes: injetadas no cérebro de parkinsonianos, começaram a produzir unhas, cabelos, dentes…
Terceira: esses teratomas facilmente transformam-se em tumores cancerosos, dos mais malignos que existem.

Quarta: as células-tronco embrionárias são muito inadequadas para fins de pesquisa, pois, quando congelados os embriões (a menos 193º), eles se “metilam”, isto é, “silenciam” o gene a ser estudado.

Quinta: diz-se que existem no Brasil 30.000 embriões congelados prontos para pesquisa. Isso é falso. Existem apenas 3.219 embriões congelados. Quando forem descongelados, 40% deles morrerão. Restariam assim 1.600 embriões. Desses, ainda seria necessário descontar aqueles cujos pais recusarão que sejam utilizados para pesquisa. Restariam uns 1.000 embriões? Isso significa, no máximo, o número suficiente para um ano de pesquisas. O que será feito quando esses 1.000 acabarem? Onde encontrarão novos embriões? Pretende-se produzir novos, com fins de pesquisa, violando a lei?

Sexta: acho mais grave o fato de que, para cultivar essas células embrionárias, é necessário fazê-lo sobre uma “cama” de células feitas de lâminas de fetos vivos de qualquer idade, que são vendidos em dólares, nos EUA. Estas não podem ser de rato, como se afirma, porque as proteínas desses animais contaminarão as células humanas, e isso é muito perigoso.
Sétima: a rejeição é outro dos inconvenientes. Ela ocorre porque o DNA do enxerto é diferente do DNA do receptor.

Oitava: o blastocisto tem 100 células. Para fazer um tratamento, por exemplo, de uma cardiopatia, é necessário um milhão de células por mililitro. Sendo indispensáveis uns quarenta mililitros para injetar no paciente, esse volume conterá 40 milhões de CTEH. Logo, isso exigiria uns 400.000 embriões!

Catolicismo — Qual a conclusão que se tiraria, então?

Dra. Lílian Piñero Eça — Atualmente, não há uma saída científica para as células-tronco embrionárias.

Catolicismo — A Sra. foi à luta para quebrar o silêncio por parte dos meios de comunicação sobre as vantagens da pesquisa com CTAH e os perigos que apresenta a utilização das CTEH?

Dra. Lílian Piñero Eça — Sim, pois os partidários da lei tentam transmitir ao público a idéia de que seria só aprovar a lei, que as pessoas já estariam, no dia seguinte, deixando a cadeira de rodas. A mídia efetua uma manipulação da opinião pública, criando falsas esperanças em relação às pesquisas com células-tronco embrionárias.

Catolicismo — E os tratamentos com células-tronco adultas têm obtido bons resultados?

Dra. Lílian Piñero Eça — Com as células-tronco adultas, já se têm alcançado resultados muito positivos no tratamento de cardiopatias graves, Parkinson, diabetes infantil, certas doenças imunológicas. As células-tronco adultas têm um gene, chamado “Oct 4”, que é uma espécie de “chave molecular”. Colocado em um meio adequado, consegue-se desativá-lo, e as células-tronco adultas passam a comportar-se como se fossem células-tronco embrionárias, sem apresentar os seus inconvenientes. Ademais, sua manipulação é muito mais simples no laboratório.
E, sobretudo, a utilização das células-tronco adultas não exige a destruição da vida de um novo ser, que é o embrião. Isso significa que não há necessidade de recorrer ao “mercado negro” da vida (nos EUA, paga-se cerca de 400 dólares por um óvulo feminino), nem de ativar o “mercado negro” do aborto, legalizando-o.
Existem certas proteínas, chamadas “sinais” das células, que criam o ambiente favorável ao desenvolvimento ou não das enfermidades. Tais proteínas devem ser estudadas, e no futuro a chave das pesquisas terapêuticas não serão sequer as CTAH, mas essas proteínas, os “sinais celulares”. As células-tronco serão um meio para se poder estudar quais são esses fatores. Sendo eles descobertos, não será mais preciso utilizar sequer as CTAH do próprio paciente. Talvez até seja possível industrializá-los, e então injetá-los diretamente na pessoa doente, evitando-se assim o sempre complicado processo de obtenção, ativação e desenvolvimento das CTAH.

Catolicismo — Haverá outros motivos menos manifestos aos olhos da opinião pública, na insistência em estudar as células-tronco embrionárias?

Dra. Lílian Piñero Eça — Com efeito, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Humberto Costa, declarou — logo após o projeto de lei ter sido sancionado pelo presidente Lula, em 24 de março de 2005 — que a Lei de Bio-Segurança é o primeiro passo. O segundo deverá ser a clonagem terapêutica, que é uma fonte de muitos lucros. Depois será o aborto, e o quarto passo a aprovação da eutanásia.
Os defensores desse processo perfilham uma “linha da morte”, e não da cura, como pretendem fazer

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sexo, ou Identidade de Gênero.


* Gênero e sexo significam a mesma coisa?
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Moisés Gomes
“Hoje em dia, muitas vezes a palavra “gênero” aparece em contextos onde esperávamos encontrar a palavra “sexo”. Em vez de se falar de diferença entre os sexos, fala-se de diferença entre os gêneros. Em vez de discriminação por causa de sexo, fala-se em discriminação por causa de gênero.

As pessoas desavisadas podem achar que o termo “gênero” inofensivo. Seria apenas um sinônimo de sexo. No entanto tal palavra esconde toda uma ideologia: a “ideologia de gênero”. Sobre este assunto, a Conferência Episcopal Peruana elaborou um documento “La ideología de género: sus peligros y sus alcances”[1], publicado em abril de 1998,cujo conteúdo pretendo resumir aqui.
A chamada “perspectiva de gênero” resume-se nos seguintes princípios:

1. Não existe um homem natural nem uma mulher natural. O ser humano nasce sexualmente neutro. A sociedade é que constrói os papéis masculinos ou femininos. “Gêneros” são papéis socialmente construídos.

2. Não é a natureza, mas a sociedade que impõe à mulher e ao homem certos comportamentos e certas normas diferentes. Assim, se desde pequena a mulher brinca de boneca e casinha, isso não se deve a um instinto materno (que para as feministas de gênero não existe), mas simplesmente a uma convenção social. Se as mulheres casam-se com homens, e não com outras mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas uma construção da sociedade. Se os homens sentem-se na obrigação de trabalhar fora de casa para sustentar a família, enquanto as mulheres sentem necessidade de ficar junto aos filhos, nada disso é natural. Sãomeros papéis, desempenhados por tradição, mas que poderiam perfeitamente ser trocados.

3. Tais idéias, que são meras construções sociais, servem para justificar o domínio da mulher pelo homem. Assim, a mulher, ingenuamente, “acredita” que seu lugar mais importante é o lar, que nasceu para se mãe, que deve sacrificar-se pelos filhos, que deve ser fiel ao marido… Tais “construções sociais” não têm fundamento, dizem as feministas. Assim, é preciso “desconstruir” tais idéias, conscientizando a mulher de que ela está sendo enganada e explorada.

4. Uma vez liberta de tais “construções sociais”, a mulher vê-se livrepara construir a si mesma: pode livremente optar por ser lésbica, por não ser mãe ou por matar o filho concebido (ou, como se diz, “interromper a gravidez”). Tudo passa a ser permitido.
O marxismo: origem da ideologia de gênero
A ideologia de gênero, que causou enorme discussão na IV Conferência mundial das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim, 1995), tem sua origem em Frederick Engels, amigo inseparável de Karl Marx. Em seu livro “A origem da família, da propriedade e do Estado” (1884), Engels dizia:

O primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, unidos em matrimônio monógamo, e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino”[2].
Segundo a doutrina marxista, não há conciliação possível entre as classes. Operários e patrões são necessariamente inimigos. Os operários não devem buscar melhorias para sua classe. Devem fazer uma revolução, que terá por fim acabar com as classes. Marx pregava uma tomada do poder pelo proletariado. Depois de algum tempo, o Estado iria desaparecer, não haveria mais classes sociais e tudo seria comum. Seria instaurado o comunismo.
Seguindo a mesma linha, o feminismo atual, com bases no marxismo, não deseja simplesmente melhorias para as mulheres. Deseja eliminar as “classes sexuais”. Diz a feminista radical Shulamith Firestone, em seu livro “The Dialectic of Sex” (A dialética do sexo):
”… assegurar a eliminação das classes sexuais requer que a classe subjugada (as mulheres) faça uma revolução e se apodere do controle da reprodução, que se restaure à mulher a propriedade sobre seus próprios corpos, como também o controle feminino da fertilidade humana, incluindo tanto as novas tecnologias como todas as instituições sociais de nascimento e cuidado de crianças. E assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio da classe econômica, mas com a própria distinção entre classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente – à diferença do primeiro movimento feminista – não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.
As feministas de gênero, fiéis à visão marxista, dizem que toda desigualdade é injusta. Que o trabalho exercido pelo homem seja diferente do exercido pela mulher é simplesmente uma injustiça institucionalizada. É preciso acabar com ela. A respeito da mulher que opta por ficar em seu lar cuidando dos filhos, diz a feminista Christina Hoff Sommers:

Pensamos que nenhuma mulher deveria ter esta opção. Não se deveria autorizar a nenhuma mulher ficar em casa para cuidar de seus filhos. A sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa opção, porque se essa opção existe, demasiadas mulheres decidirão por ela”[3].
(Até aqui o resumo do documento da Conferência Episcopal Peruana)
Redefinição de família

O feminismo de gênero é inimigo frontal da família, lugar em que os papéis de cada sexo são “socialmente construídos”. Para abolir a família, é mais eficiente conservar seu nome e mudar o seu sentido. Família poderia significar não apenas a união perpétua entre um homem e uma mulher com seus filhos (como nós a conhecemos), mas também, por exemplo, a união de duas lésbicas e mais uma criança gerada por inseminação artificial; ou então dois homossexuais e um filho “adotivo”.

A recém-aprovada Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como “Lei Maria da Penha”, redefine família como “a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa” (art. 5*, II). E acrescenta: “As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual” (art. 5*, parágrafo único).
Essa lei, sancionada como objetivo de coibir a violência contra a mulher, pretende ser o cumprimento da “Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres” (CEDAW), que o Brasil assinou em 1981 e ratificou em 1984. O texto da Convenção nada fala em favor do aborto ou do homossexualismo. Mas o Comitê internacional estabelecido para acompanhar o cumprimento da Convenção tem defendido abertamente tais idéias. Curioso é o texto em que o Comitê critica a Bielo-Rússia (também chamada Belarus) pela reintrodução do “Dia das Mães” e do “Prêmio das Mães”:

“Preocupa o Comitê a contínua prevalência dos estereótipos do papel de cada sexo e a reintrodução de símbolos como o ‘Dia das Mães’ e o ‘Prêmio das Mães’, que é visto como um encorajamento aos papéis tradicionais das mulheres. Preocupa também se a introdução da educação dos direitos humanos e de gênero, em oposição a tal estereotipação, está sendo efetivamente implementada.”[4]
Como se vê, a educação sob perspectiva de gênero é indicada pelo Comitê como remédio para a falta cometida pela Bielo-Rússia, de instituir um dia para valorizar a maternidade da mulher, que é apenas um “papel tradicional” a ser eliminado.
Homofobia
Se nada há de natural na complementação homem-mulher, os que criticam o homossexualismo devem ser punidos como “homofóbicos”. Pelo Projeto de Lei 5003-B, de 2001, aprovado pela Câmara em 23/11/2006, a prática de atos de homossexualidade deixa de ser vício e passa a ser direito humano. Essa proposição, que vai agora à apreciação pelo Senado, cria várias condutas consideradas crimes de “homofobia”. A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. 5*)[5].
Aquele que ousar proibir ou impedir a prática de um ato obsceno (”manifestação de afetividade”) praticado em público por homossexuais receberá idêntica sanção penal (art. 7*). Interessante é como a palavra “gênero” aparece tantas vezes na proposta legislativa. Já em seu artigo1*, ela diz que pretende definir “os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.
É preocupante que a “perspectiva de gênero” esteja presente entre os propósitos do segundo governo Lula. À promoção do homossexualismo é dedicado um caderno de 14 páginas: “Lula presidente: construindo um Brasil sem homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010″ .Sem o menor escrúpulo, o presidente se compromete a aprovar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo, estendendo aos casais homossexuais os mesmos direitos que os casais heterossexuais possuem. Inclusive o reconhecimento e proteção de suas famílias, garantindo o direito à adoção” (p. 13).[6]
A doutrina cristã sobre a sexualidade
Homens e mulheres são diferentes, mas não são inimigos natos. Ao contrário, são mutuamente complementares. Um precisa do outro e completa-se no outro. Porém, pela ideologia de gênero, esta visão cristã que vê em cada sexo uma vocação e missão específica é taxada de visão “sexista”. O “sexismo” e a “homofobia” são dois inimigos a serem combatidos por essa ideologia. Como se percebe, quem tem coragem para defender a doutrina cristã deve estar pronto para ser perseguido.


* Argentina: Firme oposição à lei de uniões homossexuais.
Doutor Nicolás Lafferriere
O doutor Nicolás Lafferriere, diretor geral do Movimento FUNDAR, na Argentina expôs esta semana ante a Comissão de Legislação Geral da Câmara de Deputados da Nação uma série de sólidos argumentos que explicam sua posição de rechaço aos dois projetos legislativos de modificação do Código Civil e legalização das uniões de pessoas do mesmo sexo.
Lafferriere assinalou que o matrimônio não é uma simples etiqueta que se coloca ou se retira de certas formas de união entre pessoas (como se o pudéssemos chamar associação ou outro tipo de denominação), mas sim expressa essa peculiar instituição humana que oferece o melhor âmbito para a entrega mútua entre homem e mulher que está na base da transmissão da vida humana”.
Ao referir-se à adoção por parte de homossexuais, o perito disse que “se desintegra seriamente essa nobre instituição jurídica, que deixa de estar em função do interesse superior da criança e se converte em um mecanismo para prover um filho a certos pais. Isso sem considerar as objeções que se destacam em torno dos efeitos sobre a identidade das crianças de uma tal possibilidade de adoção por parte de uniões homossexuais”.
Lafferriere rechaçou logo a procriação artificial nas uniões homossexuais pois suporta a “uma desumanização do ato de transmissão da vida, que se converte assim em um mero procedimento técnico de ‘fabricação’ de um filho, para satisfazer uma ‘vontade de procriação” recortada totalmente dos pressupostos biológicos da união sexual entre homem e mulher”.
“Os projetos, ao redefinir matrimônio, pretendem conceder às uniões de pessoas do mesmo sexo ‘todos os benefícios’ do matrimônio, sem cumprir com essa função social que sim é cumprida, de maneira própria, específica e excludente, pelo matrimônio entre varão e mulher. Resulta objetável, neste sentido, o artigo 33 do projeto da Deputada Vilma Ibarra, que concede uma sorte de ‘cheque em branco’ ao pretender equiparar ao matrimônio às uniões de pessoas do mesmo sexo em todo o ordenamento jurídico”.
Depois de advertir que neste delicado tema os legisladores têm uma grande responsabilidade, o perito concluiu exortando a fortalecer a instituição familiar: “se queremos contribuir ao verdadeiro desenvolvimento nacional temos que caminhar na direção de fortalecer ao matrimônio entre homem e mulher, como instituição estável que oferece o âmbito adequado para a transmissão da vida humana e a geração de uma sociedade mais fraterna e justa”.
ACI

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vergonhosa Programação da Globo.




A SILENCIOSA INVESTIDA DA MÍDIA EM NOSSAS VIDAS


Programação da Rede Globo, do padrão de qualidade, da audiência, do investimento gigantesco em publicidade e das inúmeras repetidoras espalhadas no Brasil e no mundo.




Acontece que a Globo, com todo esse poder de penetração na sociedade e dentro de nossas casas, vem introduzindo, silenciosamente, uma cultura de libertinagem, traição, adultério e rompimento com a célula familiar de forma sútil. Com o advento do BBB10 a Globo conseguiu o que ela vinha tentando há muito tempo, o beijo gay ao vivo. Em duas cenas do BBB 10 aconteceram 2 beijos Gay e quando um deles foi "lider" a produção do programa teve o cuidado de colocar sobre uma estante a foto do beijo, com isso a Globo faz com que seus fiéis telespectadores veja o beijo gay




como algo comum e engraçado, ou seja, aceitável.Agora, nas novelas globais o beijo gay vai acontecer, induzindo esse comportamento aos jovens e adolescentes, induzindo legisladores a criarem leis que abonem tal comportamento. No mesmo BBB 10 uma das participantes declarou-se lésbica e com essa declaração todas as demais mulheres do programa se aproximaram dela sendo protagonizado o selinho lésbico no programa e todos os demais a apoiaram sob o manto sagrado do não preconceito.




Na novela Viver a Vida o tema principal mostrado de forma engraçada e aceitável é a da traição e do adultério.A Globo leva ao telespectador ao absurdo de torcer para que um irmão traia o outro ficando com sua namorada.A traição nessa novela é a mola mestra da máquina, todos os personagens se traem, e isso é mostrado de forma comum, simples, corriqueiro. Mas talvez, a investida mais evidente e absurda esta na novela das 6h, Cama de Gato.




A Globo superou todos os limites nessa novela ao colocar como tema uma música do grupo Titãs.Na música, nenhuma linha de sua letra se consegue tirar algo de poético, de aconselhavél pra vida ou de apoio.




A letra da música faz menção discarada do Inimigo de nossas almas que deseja entrar em nossa casa (coração) e destruir tudo, tirar tudo do lugar (destruir a célula familiar e nossa fé). A música chega ao absurdo de dizer que devemos voltar à mesma prisão, a mesma vida de morte que viviamos. Amados irmãos e amigos, fica o alerta, as vezes nem nos damos conta do real proprósito de uma novela, de um programa, de uma música, e como Jesus esta às portas, as coisas do mal estão cada vez mais evidentes e claras. Até os incrédulos estão percebendo que algo esta errado. Aproveito para trazer ao conhecimento a letra dessa música, cuidadosamente escolhida pela Globo para servir de tema da dita novela;

Vamos deixar que entrem Que invadam o seu larPedir que quebrem Que acabem com seu bem-estarVamos pedir que quebrem O que eu construi pra mimQue joguem lixo Que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuroEu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintalQue sujem a casa E rasguem as roupas no varalVamos pedir que quebrem Sua sala de jantarQue quebrem os móveis E queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuroEu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro O mesmo desespero

Vamos deixar que entrem Como uma interrogaçãoAté os inocentes Aqui já não tem perdãoVamos pedir que quebrem Destruir qualquer certezaAté o que é mesmo belo Aqui já não tem beleza
Vamos deixar que entrem E fiquem com o que você temAté o que é de todos Já não é de ninguémPedir que quebrem Mendigar pelas esquinasAté o que é novo Já esta em ruinas
Vamos deixar que entrem Nada é como você pensaPedir que sentem Aos que entraram sem licençaPedir que quebrem Que derrubem o meu muroAtrás de tantas cercas Quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuroEu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro O mesmo desespero


Imagine nossas crianças cantando isso???trazendo isso pra dentro do coração e da alma dela??
Tente imaginar de onde o compositor dessa pérola tirou inspiração para compôr tamanha afronta?


Ai pergunto, parafraseando a própria Bíblia; pode porventura vir alguma coisa boa da Rede Globo?
Pense nisso, anuncie isso, faça conhecer, livre alguns dessa humilhação, dessa falta de futuro, dessa cela de prisão.

O que é Santo Daime??


O que é o “Santo Daime”
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Por: D.Estevão Bettencourt
Revista Pergunte e Responderemos, n.340; 1990; pg 422

“A palavra “Daime”, segundo explicam os que a professam, vem do verbo “dar” no imperativo. “Dai-me paz, saúde e felicidade”, eis a aspiração implicada por esse vocábulo. “Santo Daime” designa uma bebida (chá - ayahuasca) preparada parada mediante o cruzamento de dois vegetais da Floresta Amazônica cipó jagube e a folha chacrona.

Tal bebida é utilizada por grupos indígenas do continente americano desde a época pré-colombiana em rituais mágico-religiosos, a fim de proporcionar intuições, alívio físico e psíquico, curas… Ora, eis que no século XX habitantes negros e brancos do Brasil descobriram tal bebida e seus efeitos poderosos, e constituíram em torno dela uma corrente religiosa eclética, cujas origens passaremos a ver.

Raimundo Irineu Serra, negro, nascido em 1892 no Maranhão, foi para o Acre com 20 anos de idade, integrando o movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração do látex. Na Floresta Amazônica, Irineu e seus companheiros foram fundindo a sua cultura com a dos índios; aprenderam a preparar a bebida de cipó jagube e folha chacrona. O uso desse chá proporcionou a Irineu as suas “mirações”: “apareceu-lhe” uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da Floresta. Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome do “Santo Daime” à bebida e ditou normas para a realização do respectivo ritual.

Teria revelado a “Senhora” que aquela bebida tinha muitos nomes, mas o verdadeiro era o próprio verbo divino “dar” - dar para os que necessitassem e pedissem -, originando assim o nome “Daime”. “Daime amor, Daime luz, Daime força” são expressões características do Santo Daime.

O Mestre Irineu passou por uma fase de iniciação no interior da floresta, incluindo jejum de alimentos e abstinência sexual, a fim de adquirir (como se dizia) poderes de mira, vidência e comunicação com os espíritos.
A doutrina revelada a Irineu se codificou nos hinos do Santo Daime, que correspondiam à Bíblia Sagrada; esses hinos, recebidos do além, são tidos como a linguagem de comunicação com o astral, onde estão todos os seres divinos. Neles se encontram expressas crenças do cristianismo, das religiões africanas e das indígenas, ou seja, de três culturas (a branca, a negra, a indígena). Evocam Jesus Cristo, Nossa Senhora da Conceição, São João Batis­ta, o patriarca São José, Tuperci, Ripi Iáiá, Currupipipiraguá, Equiôr, Tucum, Barum, Marum, Papai Paxá, B.G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.

Os seguidores do Mestre Irineu tomaram o nome de “Povo de Juramidam”, expressão composta de Jura (= pai) e Midam (= filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas. Juramidam represen­ta a segunda volta de Jesus Cristo à terra, sendo assim o Povo de Juramidam o Povo de Jesus Cristo.

Mestre Irineu foi se deslocando no Estado do Acre de região em região, até que em 1945 recebeu do senador Guiomar dos Santos uma área no local denominado “Colônia Custódio Freire”, onde fundou o Centro de iluminação Cristã Luz Universal, o Alto Santo, que chegou a congregar 500 membros efetivos e receber milhares de visitantes desejosos de conhecer o Santo Daime.

A fama dessa instituição se espalhou no estrangeiro, de modo que até junho de 1980 um total de 1201 pessoas vindas do exterior haviam assinado o livro de visitantes e tomado o Santo Daime. Provinham da Argentina, da Bolívia, do Peru, da Colômbia, da Venezuela, do Chile, da Inglaterra, da França, da Itália, da Suíça, da Alemanha, de Portugal, de Israel, do Canadá e do Japão.

Outra sede do Santo Daime é a Colônia dos Cinco Mil (Acre), que no foro civil é registrada como entidade filantrópica, tendo o nome de “Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra” (CEFLURIS). Em 1976 havia na Floresta Amazônica 25 Colônias unidas entre si pela utilização do Santo Daime. As festas oficiais do Santo Daime acompanham o calendário cristão. O ano religioso começa em 6 de janeiro, em homenagem aos Três Reis do Oriente. Isso, porém, não implica compromisso como cristianismo; o Santo Daime é um sincretismo religioso, que atrai por suas promessas de “cura” e “mirações” (intuições). Não se coaduna com a fé católica.

O governo brasileiro oficializou na terça-feira (26) as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos. Em 1985, a bebida chegou a ser proibida no País, mas liberada dois anos depois, para uso religioso. No início dos anos 90 houve nova tentativa de proibir o chá, também refutada. Em 2002, mais uma vez houve denúncias de mau uso do chá”.

D. Estevão Bettencourt.

terça-feira, 16 de março de 2010

A Confissão


Entenda um pouco mais sobre o sacramento da reconciliação.
1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).


3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18).

4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.

7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).

8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.

9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).

11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).

12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.

13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.

14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.
Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.
15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.

16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).

17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.

18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.


19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

sábado, 6 de março de 2010

E os Irmãos de Jesus???


OS "IRMÃOS" DE JESUS


Por Leandro Martins de Jesus

Maria é aquela que foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Jesus, portanto, Mãe de Deus.

“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Isaías 7,14).

Em Lucas 1,28, Maria é saudada: “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo”. O termo grego é “KECHARITOMÉNE”, que significa: “tu que foste e permaneces repleta do favor ou da benevolência divina”.

1º Questão: “Primogênito”.

Em Lucas 2,7 lemos: “Maria deu a luz seu primogênito”.

Em hebraico, para primogênito temos o termo BEKOR, que significa também, “bem amado”, podendo ser sinônimo de“unigênito”.

Em grego, para primogênito temos o termo PROTÓTOKON, também equivale a unigênito e bem amado, conforme o linguajar semita e bíblico.

Como podemos comprovar em Zacarias 12,10: “Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho unigênito; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito!

É observável também, que fora da terra de Israel, poderia se chamar PRIMOGÊNITO a um filho que não tivesse nem irmã nem irmão mais jovem (filho único). Como exemplo disso tenha-se em conta a descoberta de uma inscrição sepulcral do ano 5 a.C. encontrada na cidade de Tell el-Jedouhieh (Egito) no ano de 1922, onde se lê que uma jovem mulher chamada Arsinoé morreu “nas dores do parto do seu filho primogênito

Dessa forma, fica evidente que PRIMOGÊNTO no linguajar bíblico e semita geralmente significa o filho ANTES DO QUAL NÃO HOUVE OUTRO (ÚNICO OU UNIGÊNITO), e não necessariamente o filho após o qual houve outros, como comumente na língua portuguesa, é denotado pela palavra “primogênito”.

2º Questão: A maternidade virginal de Maria.

Maria é “sempre virgem”, como define o termo grego AEIPARTHÉNOS (“sempre virgem”). É dogma de fé, atestado pela Sagrada Tradição Apostólica, como declarou o Papa Paulo V em 07 de agosto de 1555:

“A bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e constantemente depois do parto” (DS nº 1880 [993]).

Nos ensina o Catecismo:

“O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem”. Com efeito, o nascimento de Cristo "não lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal" de sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a "Aeiparthenos" (pronuncie "áeiparthénos"), "sempre virgem". (Catecismo da Igreja Católica § 499).

2.1) Maria é virgem antes do parto.

Nos ensina o Catecismo:

“Desde as primeiras formulações da fé, a Igreja confessou que Jesus foi concebido exclusivamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando também o aspecto corporal deste evento: Jesus foi concebido "do Espírito Santo, sem sêmen". Os Padres vêem na conceição virginal o sinal de que foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio numa humanidade como a nossa:

Assim, Santo Inácio de Antioquia (início do século II): "Estais firmemente convencidos acerca de Nosso Senhor, que é verdadeiramente da raça de Davi segundo a carne, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, verdadeiramente nascido de uma virgem... ele foi verdadeiramente pregado, na sua carne, à cruz por nossa salvação sob Pôncio Pilatos... ele sofreu verdadeiramente, como também ressuscitou verdadeiramente".(Catecismo da Igreja Católica § 496)

Vemos também claramente em Mateus 1,18 e Lucas 1,26-35 que Maria gerou Jesus por obra do Espírito Santo, antes de coabitar com José:

“Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo” (Mt 1,18)

“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.” (Lucas 1,26-35)

[OBS: Isto não quer dizer que depois de Jesus ter nascido José e Maria tenham coabitado, ou seja vivido maritalmente, como querem os protestantes.]

São Tomás de Aquino, enumera pontos “segundo razões de conveniência” (1) para a virgindade antes do parto:

1. Convém-se que o Filho natural de Deus não tenha pai na terra, que tenha um único pai no céu para que a dignidade de Deus não se comunique a outro.

2. O Verbo, que foi concebido eternamente na mais alta pureza espiritual, foi também concebido virginalmente quando se fez carne.

3. Para que a natureza humana do Salvador estivesse extinta do pecado original, converia que não fosse concebido por via seminal, mas por concepção virginal. Do contrário seria um absurdo, isto é, que Cristo tivesse necessidade de ser redimido. Se fez igual em tudo a nós, menos no pecado (cf. Hb 4,15).

4. Ao nascer segundo a carne de uma virgem, Cristo nos indicava que os membros de seu Corpo Místico deveriam nascer, segundo o espírito, da Igreja Virginal (cf. Jn 1,13; S. Th. I II, q.28, a. 1).

2.2) Maria é virgem no parto.

Ora, em qualquer tipo de parto, seja ele natural ou não, a parturiente fica um pouco debilitada logo após o trabalho de parto, porém no caso de Maria, vemos em Lucas 2,7 a insinuação da ausência de dores e prostração que normalmente ocorre após um parto:

“E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria”. (Lucas 2,7).

A virgindade de Maria no parto, é atestada principalmente por documentos da Sagrada Tradição Apostólica, como podemos observar:

“O corpo do Senhor, após a ressurreição, entrou onde se achavam os discípulos, passando por portas fechadas, esse mesmo corpo que, ao nascer, saiu do seio fechado, manifestando-se aos olhos dos homens. Não é para admirar que o Senhor, ressuscitado para viver eternamente, tenha atravessado portas fechadas, visto que, para morrer, Ele veio a nós através do seio fechado da Virgem" (S. Gregório Magno [540-604] In: Sobre os Evangelhos, hom.26,1)

“Virgem que gerou a Luz, sem ficar com nenhum sinal, como a sarça que ardia ao fogo sem se consumir” (S. Efrém [306-373])

“Virgem que permaneceu virgem, sendo verdadeiramente mãe”. (S. João Crisóstomo [349-407])

“Virgem que deu à luz e, enquanto dava à luz, duplicava a virgindade” (S. Gregório Magno [540-604])

São Tomás de Aquino, enumera pontos “segundo razões de conveniência” (2) para a virgindade no do parto:

1. O Verbo, que foi certamente concebido e que procede do Pai sem nenhuma corrupção, devia, ao fazer-se carne de uma Mãe virgem, conservando sua virgindade.

2. O que veio para evitar toda corrupção, ao nascer, não deveria destruir a virgindade daquela que lhe deu a vida.

3. O que nos ordena a honrar pai e mãe obrigava-se a si mesmo não diminuir, ao nascer, a honra de sua Santa Mãe. (cf. S. Th. III, q. 28, a. 2).

2.3) Maria é virgem após o parto.

É neste ponto que aparece a controvérsia dos “irmãos de Jesus”

Conforme Marcos 6,3 e Mateus 13,55-56, os “irmãos de Jesus” seriam Tiago, José, Judas e Simão, além de “irmãs” anônimas. Vejamos:

“Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito.” (Marcos 6,3)

Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso? (Mateus 13,55-56)

a) Como se explica isso:

Ora, a Sagrada Escritura nos dá claros indícios de os supostos “irmãos de Jesus”, não eram filhos da mãe de Jesus (Maria), mas, parentes em sentido amplo.

A palavra grega ADELPHOI, que nos Evangelhos é traduzida por “irmãos”, é equivalente ao vocábulo bíblico e semita “AH” que significa “parentesco em geral”,tanto em aramaico como em hebraico o termo “AH” não designa somente os filhos dos mesmos genitores, mas também os primos ou parentes mais distantes, devido a pobreza vocabular dessas línguas, como pode ser observado em Gênesis 13,8-14; 29,12.15; 31,23; I Crônicas 23,21-23; II Crônicas 36,10; II Reis 36,10; I Samuel 20,29; Juizes 9,23. Para não me alongar apresento abaixo apenas um texto, os outros podem ser lidos na Bíblia.

“Abrão disse a Lot: “Rogo-te que não haja discórdia entre mim e ti, nem entre nossos pastores, pois somos irmãos. Eis aí toda a terra diante de ti; separemo-nos. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para esquerda.” Lot, levantando os olhos, viu que a toda a planície de Jordão era regada de água (o Senhor não tinha ainda destruído Sodoma e Gomorra) como o jardim do Senhor, como a terra do Egito ao lado de Tsoar Lot escolheu toda a planície do Jordão e foi para o oriente. Foi assim que se separam um do outro. Abrão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades da planície, onde levantou suas tendas até Sodoma. Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor.” (Gênesis 13,8-14)

OBS: Abraão era tio e não irmão de Lot. Sobre essa questão diz Santo Agostinho:

“Quando vocês ouvirem falar dos “irmãos do Senhor”, pensem logo que se trata de algum parentesco que os une a Maria, sem imaginar ter ela tido outros filhos.”(Comentário do Evangelho de João XXVIII,3). “O hábito de nossa Escritura santa, com efeito, é de não restringir esse nome de “irmãos” unicamente aos filhos nascidos do mesmo homem e da mesma mulher... É preciso penetrar o sentido das expressões empregadas pela Sagrada Escritura. Ela tem sua maneira de dizer. Possui sua linguagem própria. Quem ignora essa linguagem pode ficar perturbado e perguntar-se: Então, o Senhor tem irmãos? Será que Maria teve ainda outros filhos? Não! De modo algum! ... Qual é, pois, a razão de ser da expressão “irmãos do Senhor”? Irmãos do Senhor eram os parentes de Maria... Como se demonstra isso? Pela própria Escritura, que chama, por exemplo, Lot de irmão de Abraão (Gen 13,8 e 14,14). E ele era tio de Lot, e, todavia, chamam-se ambos de irmãos, unicamente por serem parentes. Também Labão era tio de Jacó, por ser irmão de Rebeca, esposa de Isaac. Lede a Escritura e vereis que tio e sobrinho tratavam-se de irmãos.” (Comentário do Evangelho de João X,2)

b) Quem era os pais desse supostos “irmãos de Jesus”? Que grau de parentesco havia entre Maria e eles?

“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?” (Mateus 13,55-56).

Ora, Tiago Maior (mais velho) é filho de Zebedeu e Salomé, e Irmão de São João Evangelista, portanto impossível ser filho de Maria e José: “Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes.” (Mateus 4,21)

São Tiago Menor (mais moço), é filho de Alfeu [em aramaico] ou Cléofas [em grego] e Maria:

“Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu(...)” (Mateus 10,3)[ver também Marcos 3,18; Lucas 6,15 e Atos 1,3]; “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe [MARIA], a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas [ou Alfeu em aramaico] , e Maria Madalena” (João 19,25)

Ora, Maria, mulher de Cléofas ou Alfeu, e tia de Jesus [“a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cléofas”] é a mão de Tiago Menor, portanto este [Tiago Menor] também é impossível de ser filho de José e Maria. Judas era também irmão de Tiago Menor : “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago(...)” (Judas 1,1).

Visto que Mateus 27,56 fala de “Maria, mãe de Tiago e José”. Marcos 15,40 fala de “Maria mãe de Tiago menor e de José”, e por fim, S. João 19,25 fala de “a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cléofas” todos estes relatos referentes às mulheres presentes à crucificação de Cristo, demonstram que:

“Por aí se vê que a mesma Maria que é apresentada por São João como tia de Jesus (Irmã de sua mãe) é apresentada por São Mateus e S. Marcos como mãe de TIAGO MENOR e de JOSÉ. E é claro que não se trata de Maria Salomé, que é a mãe dos filhos de Zebedeu e, portanto, é mãe de Tiago Maior.

Tiago Menor e José são, portanto, PRIMOS de Jesus e são os primeiros que encabeçam aquela lista: TIAGO, JOSÉ, JUDAS E SIMÃO e de fato o Apóstolo S. Judas Tadeu era irmão de S. Tiago Menor, pois ele diz no começo de sua Epístola: "Judas, servo de Jesus Cristo e IRMÃO de Tiago (v1). Tanto o Evangelho de S. Lucas (6,16) como os Atos dos Apóstolos (1,13) para diferenciarem Judas Tadeu de Judas Iscariotes, chamam a Judas Tadeu: Judas, irmão de Tiago.

E assim cai por terra fragorosamente a alegação dos protestantes de que Maria teve outros filhos além do Divino Salvador, alegação baseada em que o Evangelho fala em irmãos de Jesus.

Não só provamos que entre os hebreus se chamavam IRMÃOS os parentes próximos, mas também mostramos que a lista dos nomes apresentados como sendo destes IRMÃOS é logo encabeçada pôr dois PRIMOS, filhos da irmã da mãe de Jesus. Logo, não tem nenhum valor a alegação.

A única dificuldade, esta agora já sem importância, que pode fazer o protestante é que Tiago Menor é filho de ALFEU, e sua mãe é apresentada COMO MULHER DE CLEOFAS. Sem precisar recorrer a nenhum argumento de tradição (porque talvez os protestantes não gostem disto) temos que observar o seguinte:

l. — o texto original não diz MULHER DE CLEOFAS, mas diz simplesmente: a irmã de sua mãe, Miaria, a do Cléofas (texto grego de João 19,25); podia chamar-se Maria, a do Cléofas, pôr causa do pai ou pôr outro qualquer motivo;

2 — não repugna que a mesma Maria se tenha casado com Alfeu e dele tenha tido S. Tiago Menor, e depois se tenha casado com Cléofas e tido outros filhos ou mesmo deixado de ter. Tiago é o único que é apontado nos Evangelhos como filho deste Alfeu, pois o Alfeu, pai de S. Mateus (Marcos 11-14) já deve ser outro;

3 — não repugna que o próprio Alfeu seja o mesmo Cléofas. É muito comum nas Escrituras uma pessoa ser conhecida pôr 2 nomes diversos: O sogro de Moisés é chamado Raguel (Êxodo 11-18 a 21) e logo depois é chamado Jetro (Êxodo, III - l). Gedeão, depois de ter derribado o altar de Baal é chamado também Jerobaal (Juizes 6,32). Osias, rei de Judá, é chamado também Azarias (4 Reis, XV-32; I Paralipômenos, III-12). E no Novo Testamento o mesmo Mateus é chamado Levi: "Viu um homem, que estava assentado no telônio, chamado Mateus (Mateus 9,9) . "Viu a Levi, filho de Alfeu, assentado no telônio (Marcos, 11-14). O mesmo que é chamado José é chamado Barsabas (Atos, I, 23). Ainda hoje mesmo, entre nós, nas nossas localidades do interior principalmente, é multo comum esta duplicidade de nomes. Seja Alfeu o mesmo Cléofas ou não seja. Isto pouco importa. o que é fato é que Maria de Cléofas é Irmã de Maria, mãe.de Jesus e é ao mesmo tempo mãe de Tiago e de José, que são chamados IRMÃOS do Senhor" (cf. NAVARRO, Lúcio. Legítima Interpretação da Bíblia, Campanha de Instrução religiosa, Brasil - Portugal, Recife, 1958 nº. 400, pp.590-592 apud MENESES, Sérgio - "A virgindade de Maria e os irmãos de Jesus" , acesso em 18/07/2006.[com adaptações]).

c) Além das evidências bíblicas acima explanadas, apresento outras duas evidências que atestam que Maria não teve outros filhos.

1ª - Ao morrer, Jesus confia sua mãe a João, filho de Zebedeu e Salomé, se Maria tivesse outros filhos estes teriam a obrigação de estar ao seu lado a amparando.

2ª - Na viagem para Jerusalém a fim de celebrar a páscoa, quando Jesus tinha 12 anos de idade, só ele estava com Maria e José, caso Jesus tivesse outros “irmãos” estes seriam 12 anos mais jovens, contradizendo o papel desempenhado pelos “irmãos” de Jesus nos Evangelhos, papel de irmão mais velho. (cf. João 7,3 e Lucas 2,41-49).

São Tomás de Aquino enumera pontos, “segundo razões de conveniência” (3) para a virgindade após parto:

1. O que desde toda eternidade é Filho único do Pai, convém que seja no tempo o filho único de Maria.

2. Seria uma ofensa ao Espírito Santo, o qual santificou para sempre o seio virginal de Maria.

3. Se a dignidade de ser Mãe de Deus supôs a virgindade antes e no parto, essa mesma dignidade segue existindo depois do parto (cf. S. Th. III, q. 28, a.3)

Maria Santíssima é a pureza personificada, o ideal vivente da virgindade. Por ela, escreve São Cura D'Ars: "Devemos professar uma fervente devoção à Santíssima Virgem, se quisermos conservar essa virtude; da qual não nos deve caber dúvida alguma, se considerarmos que Ela é a Rainha, o modelo de Patrona das Virgens..." (Sermão sobre a pureza inhttp://www.virgemperegrina.com.br/formacao/mariologia/virgindade.asp )

Enfim, Dom Estevão Bettencourt, OSB define o significado da virgindade de Maria nos seguintes termos:

“A virgindade de Maria não implica o menosprezo do matrimônio, mas tem o seguinte significado positivo: O Filho de Maria Virgem é verdadeiro homem, mas é também verdadeiro Deus e, como tal, assinalado pelo seu modo de nascer. A natividade de Jesus é sinal ou símbolo de que: 1) a salvação do gênero humano é algo totalmente gratuito; ela se deve a soberana iniciativa de Deus (cf. Jô 1,13)

2) Com Jesus começa algo novo na história do mundo, e dos homens. Entrando no curso dos tempos, Deus recriou o homem. Essa novidade é expressa pelo modo inédito como Jesus nasceu.

3) Mais: na virgindade de Maria torna-se claro o fato de que Deus pode assumir totalmente alguém para o seu serviço, pedindo-lhe renuncia a bens lícitos, sem, por isso, tirar fecundidade a esta criatura, mas ao contrário, dando-lhe mais rica fecundidade. A virgindade física de Maria é o sinal da sua total entrega de espírito a Deus. Sem essa entrega interior, a virgindade biológica não teria sentido para Maria.” (BETTENCOURT ,Estevão. Curso de Iniciação Teológica, Rio de Janeiro: Escola Mater Ecclesiae, Módulo 26, p.104).

“Compreende-se por que Maria não teve outros filhos além de Jesus: foi chamada a ser o tabernáculo da Divindade, no qual o Grande Rei devia tomar assento. Toda a tradição cristã lhe reconheceu esta prerrogativa, designando-a como a “sempre virgem” (aeiparthenos)” (BETTENCOURT,Estevão. Pergunte & Responderemos nº 257, maio/2006, p.196.)

Sempre Virgem Maria Rogai por nós que recorremos a vós!

Maria Mãe de Deus!!!


MARIA, MÃE DE DEUS


Por Cledson Ramos

Maria é mãe de Jesus;
Jesus é Deus;
Logo, Maria é mãe de Deus.

A partir do silogismo acima, tentaremos esclarecer a polêmica envolvendo o título "Mãe de Deus", com que os católicos se dirigem a Maria, mas que alguns protestantes negam veementemente.

Tais protestantes aceitam como verdadeiras as proposições "Maria é mãe de Jesus" e " Jesus é Deus", mas negam a conclusão, ou seja, de que podemos chamar Maria de Mãe de Deus.

Necessário, porém, compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do "verbo encarnado", do Filho de Deus feito homem.

E porque não dizer simplesmente que Maria é mãe de Jesus ? Porque Jesus é uma só pessoa. Em Cristo, Deus e o homem formam um único ser. Não se trata do espírito de Deus "habitando" um corpo humano ou um líquido dentro de uma embalagem qualquer. Enfim,Cristo não pode ser dividido. Portanto, Maria é mãe do todo, e não de uma "parte".

Mesmo se, no lugar de Cristo (único ser, com natureza divina e humana), considerássemos um simples ser humano, percebemos o que quer dizer a palavra maternidade. Assim, por exemplo, falamos que Agostinho é filho de Mônica. Não dizemos apenas que Mônica é "mãe parcialmente" de Agostinho, já que este teria um pai terreno, para o "resto do seu corpo" (?!), e um pai celestial, para a alma.

No caso de Jesus, isto se torna ainda mais evidente. Eis como o anjo responde a Maria, em Lc 1,34-35:

    "Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, pois não conheço homem?" Em resposta o anjo lhe disse: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; é por isso que o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus."
É a própria Santíssima Trindade (O Espírito Santo; o Altíssimo/Javé; o Filho de Deus/Jesus) que envolve Maria no sublime mistério da Encarnação.

Enfim, Maria, mãe de Jesus, o Filho de Deus, deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.

Aliás, a questão é muito mais de cristologia do que de mariologia, pois envolve diretamente a unidade de Cristo (Deus e homem em uma só pessoa, indivisível).

Cabe ainda lembrar que esta questão já foi tratada na era patrística, isto é, do Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de "Theotokos" ("Mãe de Deus") a Maria. Só que Nestório sabia muito bem o que isto significava: a conseqüente negação da natureza de Cristo, homem e Deus. Os protestantes de hoje parecem ignorar esta realidade, ou então não perceberam o que significa distorcer o silogismo feito logo no início deste artigo.

Seja como for, a mesma história patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as idéias nestorianas.

Ou lembrando São Tomás de Aquino, para quem a negativa de uma verdade cristã implicava negar todo o conjunto do Cristianismo. Realmente, cada ponto do Cristianismo é tão intimamente ligado aos outros, que a exclusão de um pode fazer desmoronar todo o edifício. Não deixa de ser o retrato do protestantismo hoje, onde a negação de algumas verdades resultou em milhares de seitas, como um prédio destroçado.

Um exemplo disso é o fato de muitos protestantes não seguirem nem mesmo os reformadores, como se vê abaixo:

"Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade." (Martinho Lutero no comentário do Magnificat, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista "Jesus vive e é o Senhor").

"Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia." (Martinho Lutero)

"Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (João Calvino, Comm. Sur l'Harm. Evang.,20)

Que Maria, Mãe de Deus e da Igreja, proteja todos os seus filhos.