segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Somente a Bíblia? – Razões para REJEITAR a “Sola Scriptura” defendida pelos protestantes.



 Divulgado “projeto” de origem Protestante que deve (ria) deixar cada católico AINDA MAIS, evangelizador.

fevereiro 16th, 2013

Em síntese:
O CELAM entregou a certo público um documento elaborado pelos protestantes, que refere as estratégias missionárias concebidas para tornar o mundo inteiro protestante. Trata-se do projeto AMANHECER, estruturado de maneira muito sagaz e inteligente para animar a ação proselitista de denominações e seitas protestantes, preocupadas com seu crescimento numérico e um tanto relativistas quanto ao Credo. Desse projeto destacamos, nas páginas seguintes, os traços principais, muito reveladores do afinco que anima as estratégias evangelísticas.

Tal documento há de avivar nos fiéis católicos o estrito dever missionário que lhes incumbe a partir das palavras do Senhor Jesus: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28, 19s). Cristo fundou uma única Igreja confiada a Pedro, dotando-a desse ímpeto missionário, que decorre da consciência de que o Evangelho é a Boa-Nova destinada a todos os homens e, por isto, não pode ser guardado indolentemente nem relativizado (como se todos os Credos fossem iguais) nem confundido com promoção econômica e social dos mais carentes. O Evangelho é a Boa-Nova religiosa que tem vigor único para estruturar o ser humano no plano espiritual e, consequentemente, também no material.
O CELAM (Conferência Episcopal Latino-americana), mediante o seu Departamento de Ecumenismo e Diálogo Religioso, deu a conhecer um documento de 48 páginas, protestante, escrito em castelhano, com o título AMAÑECER (Amanhecer) e o subtítulo “Estratégias evangelicas para la toma misionera del mundo y de America Latina” (Estratégias Evangélicas para a Tomada Missionária do Mundo e da América Latina).
Trata-se de normas destinadas a difundir o protestantismo no mundo inteiro e, especialmente, nos países latino-americanos. O documento é um tanto sigiloso, como se depreende da Apresentação do mesmo redigida pelo CELAM e publicada logo a seguir em tradução portuguesa. Desse documento destacaremos posteriormente os traços principais.
1. Apresentação de AMANHECER
Eis a página introdutória a cargo do CELAM:
“As Táticas da Missiologia Proselitista
Com a devida prudência, colocamos em suas mãos um documento excepcional, que explica muitas das nossas preocupações a respeito da proliferação das “Seitas” (neste caso, “Seitas” de índole nitidamente evangélica).
Trata-se de um documento singelo, mas que pretende reunir toda a fundamentação bíblica, a eclesiologia, os objetivos, os métodos e as estratégias para a “tomada evangélica” do mundo inteiro.
Chegou às nossas mãos de maneira confidencial. Reconstituímos o texto a partir de fotocópias muito deterioradas.
Respeitamos o estilo, a redação, a pontuação e a ortografia. Animamo-nos a publicá-lo por várias razões:

1) É necessário que nos preocupemos, tomando consciência do impulso missionário – para não dizer proselitista¹ – das seitas cristãs, impulso voltado não somente para a América Latina, mas também para o mundo. A leitura e o estudo deste documento devem fazer sentir a nós, como católicos, o chamado para redescobrirmos o fervor missionário daqueles que semearam a fé entre nós. Como diz o Santo Padre, é necessário promover uma nova evangelização e – por que não o dizer? – uma renovação pastoral.
2) O documento oferece uma explicação complementar da proliferação de seitas. Muitas vezes nos detemos na hipótese de que esta avalanche de “igrejas” é fruto de política estrangeira. O documento nos mostra o porquê, o objetivo e o como do impulso missionário das seitas cristãs. É necessário também que tomemos consciência da existência de uma estratégia evangélica bem arquitetada para a tomada missionária da América Latina, país por país. Essa estratégia combina elementos diversos inspirados por um fervor cego para a implantação de igrejas: motivações bíblicas e teológicas, testemunhos populares, metodologia de planejamento e avaliação.
3) O documento nos leva também a descobrir o tipo de ecumenismo que está ocorrendo entre as comunidades evangélicas não históricas;¹ julgam que se podem unir a outras comunidades desde que não suscitem problemas, não levantem questões, não alimentem o senso crítico em relação às verdades professadas por cada denominação cristã. O que importa unicamente, é crescer em número de fiéis e templos.
É para desejar que cada um de nós tire as consequências de tal leitura.
Atenciosamente,

Secção de Ecumenismo e Diálogo Religioso de “CELAM”
***
Em vista de crescer numericamente, sem dar relevo primordial ao Credo de cada denominação cristã, cremos que o projeto AMANHECER não foi elaborado por determinada denominação protestante (luterana, calvinista, batista…), mas se deve a algum movimento de Evangelização protestante e difusão da Bíblia, desligado de qualquer comunidade eclesial. Aliás a p. 4 do documento em pauta, abordando observações preliminares, nos diz que tal texto foi publicado por Dawn Ministries, Jim Montgomery, Presidente, com sede na Califórnia. Jim Montgomery é o gerente-editor de GLOBAL CHURCH GROTH BULLETIN, e diretor de análise e estratégia da missão OVERSEAS CRUSADES; foi o responsável por uma profunda investigação de crescimento da Igreja efetuado na Guatemala.
Vejamos agora.
2. Alguns traços de AMANHECER
2.1. Que é AMANHECER?
Utilizando palavras do próprio documento, dizemos:

“AMANHECER é uma estratégia de serviço executado na base do mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo de fazer todas as nações discípulas (cf. Mt 28, 19). É o desenvolvimento de uma estratégia adequada com a finalidade de mobilizar o Corpo de Cristo para fazer todas as nações discípulas.
Segundo o Dr. Pedro Wagner, é o melhor e mais eficiente sistema para conseguir o crescimento das Igrejas em escala internacional…
AMANHECER aspira a mobilizar o Corpo de Cristo em todos os países… para cumprir a grande tarefa, tendo por meta levantar uma congregação evangélica em cada vila e em cada povoado, de todas as classes, categorias e condições sociais em cada país por inteiro.
A maior preocupação de AMANHECER é ver encarnado o Senhor Jesus em toda a sua beleza, compaixão, poder e mensagem em cada grupo de pessoas – entre 500 e 1.000 – ou, a mais longo prazo, em cada país.
Portanto, a máxima aspiração de AMANHECER é ver em cada Igreja refletir-se o Senhor Jesus Cristo e ver essas igrejas multiplicadas de tal modo que não fique ninguém em país algum fora do alcance prático e cultural do Cristo vivo.
Se houver uma congregação dando testemunho em cada pequena comunidade, será possível comunicar o Evangelho, de maneira direta e fecunda, a cada habitante da terra. Cada pessoa em cada país terá então a melhor oportunidade de poder ver o Evangelho vivido e apregoado em seu ambiente por pessoas que falam a sua respectiva língua. Assim cada indivíduo terá uma excelente oportunidade de tomar uma decisão inteligente, favorável ou contrária ao Senhor Jesus Cristo; cada qual terá uma igreja à qual poderá comparecer e, no futuro, quando se tiver convertido, poderá ser instruído e feito discípulo” (p. 7).
Eis algumas realizações concretas desse plano:
“Em 1966, Hugh Linton e seus colegas na Coréia fizeram um meticuloso exame de sua área e traçaram um plano de sete anos para implantar uma congregação em cada vila de mais de cem casas, distantes 4 km da igreja evangélica mais próxima”.
Em 1974, cerca de 75 igrejas e líderes missionários nas Filipinas comprometeram-se a trabalhar de modo a conseguir construir uma igreja em cada bairro de todo o país para o ano 2000. Isto significaria um crescimento do número de 4.000 igrejas para 50.000 igrejas nos próximos 25 anos. Quando trazemos líderes se reuniram num Congresso em fevereiro de 1985, referiram que a fé tinha dobrado o número de seus templos fundados na década anterior e que a meta final era atingir 50.000 no ano de 2000.
Tendo ouvido narrar tal experiência, cerca de 350 líderes da Guatemala tomaram por meta a conversão de 50% da população de seu país para o evangelismo até o ano de 1990, ou seja, num período de seis anos.
Em abril de 1985 algumas centenas de líderes se reuniram num Congresso sobre o Evangelismo no Zaire e tomaram por objetivo fundar ao menos uma igreja em cada vila de 10.000 habitantes no país, num período de cinco anos. Também fizeram o propósito de construir 5.000 igrejas a mais na cidade de Kinshasa.
Na Indonésia existe um programa muito bem planejado dito: “Um, um, um” – o que quer dizer: uma igreja em cada vila de cada geração. O plano está sendo executado segundo táticas muito proveitosas de modo a atingir sua meta em 2015. Isto implicará a fundação de milhares de templos por meio de homens e mulheres treinados em centenas de Seminários durante dois anos para ser espalhados por toda a terra.
Líderes em países tais como o Japão, a Índia, El Salvador, Colômbia, Gana, Nova Zelândia, Zimbawe e muitas outras nações comprometeram-se a desenvolver semelhantes programas ou já estão seriamente comprometidos com isto…
Conforme vários dirigentes de Missiologia, a maneira mais direta de completar a Grande Tarefa é encher a terra, as áreas rurais, as regiões e os povoados de congregações evangélicas.
Ao mesmo tempo, um número crescente de missionários estrategistas que estão trabalhando nos diversos setores do mundo, vêm desenvolvendo e levando a termo programas tendentes à mesma meta.
Parece existir o potencial para desenvolver o projeto AMANHECER num movimento de alcance mundial… Pode ser que Deus esteja fomentando tal movimento para apressar a sua segunda vinda. Esta vai sendo preparada pela evangelização mundial” (pp. 8s).
2.2. Financiamento de AMANHECER
Eis o que se lê às pp. 37s do fascículo:
“O modelo AMANHECER é relativamente econômico e de financiamento simples.
Financiar o evangelismo e a função de templos não é o problema para o projeto AMANHECER, porque estas atividades são sustentadas pelas Igrejas e as próprias denominações cristãs.

Uma vez que são motivadas pelas atividades de AMANHECER, as comunidades podem por si mesmas financiar seus gastos para atingir as metas traçadas. Deve ser óbvio que os pastores e líderes de Igreja levantem fundos muito mais rapidamente para um projeto que ajudará o desenvolvimento de seu ministério do que para atividades cooperativas que não garantam o acréscimo de membros às suas congregações e o aumento de templos nas denominações cristãs.
(…)
Financiar um Congresso de acordo com a experiência prévia é muito mais fácil do que fazer uma grande reunião interdenominacional…
“A índole do projeto AMANHECER parece também apelar para as organizações para-eclesiásticas nacionais e internacionais que estejam em condições de ajudar o respectivo financiamento”.
2.3. Os Treze Passos para o Êxito
Às pp. 39-44 o documento em pauta expõe treze passos ou atitudes e medidas consideradas penhor de êxito para qualquer programa de expansão do Evangelismo.
Os líderes de cada programa devem também estar abertos para os problemas que surjam na execução de cada um dos treze passos aqui relacionados; procurem diagnosticá-los e resolvê-los, utilizando, se for o caso, novas oportunidades e tendências da respectiva comunidade.
A avaliação será feita em circunstâncias muito oportunas se se lhe dedicarem dois ou três dias por ano, em que os interessados se debruçarão conjuntamente sobre programas, estatísticas, relatórios, observações, etc.
Em cada final de ano, ao se avaliar o projeto de expansão em curso, devem-se traçar normas concretas para o ano seguinte na base de tal avaliação. O mesmo ocorra ao cabo de cada quinqüênio e de cada decênio de execução dos programas de expansão. Desta maneira o evangelismo passa a ser parte integrante e dinâmica da vida das comunidades, em vez de ser uma atividade esporádica ou rotineira.
Conclusão
O projeto AMANHECER, com suas estratégias, interpela vivamente os fiéis católicos, pois neles deve avivar o zelo missionário que Cristo incutiu a todos os seus discípulos desde que estejam em comunhão com Pedro e a sucessão apostólica.
Muito oportunamente diz o CELAM: “A leitura e o estudo do projeto evangelista deve fazer que nós, católicos, descubramos o fervor missionário daqueles que semearam a fé há quase quinhentos anos na América Latina. Como diz o S. Padre, trata-se de impulsionar uma nova evangelização” (ver p. 79 deste fascículo).
A nossa época não é pós-religiosa ou não é época que rechance os valores religiosos. Muito pelo contrário; o testemunho do protestantismo e das novas seitas nos transmite a certeza de que o homem contemporâneo é sôfrego de valores transcendentais, pois as promessas do cientificismo, do progresso material e da técnica têm falhado; deixam o cidadão de nossos dias frustrado, a braços com sérias crises, das quais a mais grave é a do sentido da vida. Saber por que e para quem alguém vive é necessidade premente e incontornável de todo ser humano; ora o materialismo não atende adequadamente a tais anseios, pois as suas promessas são mesquinhas de mais para o homem feito com abertura para o Infinito. Somente os valores religiosos podem preencher cabalmente as lacunas do ser humano. Daí a oportunidade que se oferece à Igreja Católica para pregar o Evangelho com a garantia dada por Cristo: “Estarei convosco até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).
É claro que a pregação da Boa-Nova e os métodos missionários hão de assumir as formas mais apropriadas para falar ao homem de hoje sem prejuízo para o seu conteúdo doutrinário e também sem cair no proselitismo constrangedor; hão de recorrer aos meios de comunicação modernos, que se tornaram habituais entre os homens, as cidades e os países de nossos tempos. Não pode haver timidez a tal propósito. Pregar o Evangelho com eficácia e eloqüência é não somente ato de obediência ao Senhor Jesus, mas também diz a antiga sabedoria grega (a caridade manda que transmitamos aos nossos irmãos todas as coisas boas, entre as quais sobressai a Boa-Nova de Cristo).
Possam, pois, os sinais dos tempos atuais ser apreendidos devidamente pelos fiéis católicos, que assim se deixarão renovar em seu zelo missionário, “a fim de que o mundo creia” (Jo 17,21)!
___________________________
¹ Proselitismo é a conquista de adeptos mediante promessas e benefícios temporais. Isto constrange o próximo indignamente – (Nota do Tradutor).
¹ Não históricas significa recentes ou contemporâneas. Alusão às denominações protestantes que se veem multiplicando nos últimos tempos (Nota do Tradutor).

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
Dom Estevão Bettencourt, osb.
Nº 333 – Ano 1990 – Pág. 78




O QUE É Sola Scriptura?
“Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (St. Agostinho – Contr. Epist. Manichaei. v, 6)

Afirmação protestante: ” Nós cremos somente na Bíblia, e a Bíblia inteira é a única regra de fépara o cristão.
Veja como a Igreja fundada por Jesus Cristo Pensa essa questão.
***
1.       O que é Sola Scriptura?
2.       Não é ensinada em parte alguma da Bíblia
3.       A Bíblia indica que devemos aceitar a Tradição Oral
4.       A Bíblia qualifica a Igreja como coluna e fundamento da verdade
5.       Cristo nos fala para submetermo-nos à autoridade da Igreja
6.     A Escritura afirma que é insuficiente como orientadora
7.       Os primeiros cristãos não tinham uma Bíblia completa
8.     A Igreja produziu a Bíblia, e não o contrário
9.       É completamente estranha à Igreja Primitiva
10.   Os heresiarcas baseiam-se na interpretação sem o Magistério
11.   O cânon da Bíblia não estava formado até o século 4
12.   O cânon foi definido por uma autoridade “extrabíblica“
13.   Crer que a Bíblia é “auto-autenticável” não tem base
14.  Nenhum dos escritos bíblicos originais existe mais
15.   Os manuscritos bíblicos possuem milhares de variações
16.   Existem centenas de versões Bíblicas
17.   A Bíblia não estava disponível a todos até o século 15
18.   A Sola Scriptura não existia antes do século 14
19.   Produz maus frutos, como divisões e disputas
20.  Não permite a interpretação definitiva da Bíblia
21. Faltam sete livros na Bíblia protestante
22.   Se originou dos problemas emocionais de Lutero
23.   Considerações finais
24.   Referências
Nota: entre as referências estão citados alguns autores protestantes. Seus trabalhos não são obras recomendadas, porém mostram que os pontos apresentados neste trabalho são verdadeiros e válidos mesmo entre os protestantes.

Genética e homossexualidade: as pessoas nascem homossexuais?



fevereiro 14th, 2013

Richard L. Deem é biólogo com mestrado em microbiologia pela Califórnia State University de Los Angeles, e tem se dedicado à pesquisa científica desde 1976. Ele é autor e co-autor de vários estudos em diversas áreas da biologia molecular e genética, imunologia, doença inflamatória intestinal, células exterminadoras naturais e doenças infecciosas. Seu trabalho tem sido apresentado a inúmeros congressos internacionais.
***
Introdução:
As pessoas já nascem naturalmente homossexuais ou heterossexuais? Grande parte da mídia atual acredita que esta questão é um problema científico já resolvido, com toda evidência apontando para uma causa biológica (provavelmente genética) para a orientação homossexual.
Ao contrário do que esta percepção alega, o problema tem sido mal estudado (ou estudado mal), apesar de haver alguma evidência para ambos os lados desta questão. Além disso, muitos dos estudos mais antigos, que têm sido enormemente elogiados pela mídia como sendo “prova” de uma causa biológica para a homossexualidade, têm sido contrariados por estudos mais recentes e mais aprofundados.
Essa evidência recai em quatro categorias básicas:
1. Estrutura cerebral
2. Possível influência hormonal
3. Concordância da homossexualidade em gêmeos
4. Concordância de marcadores genéticos em irmãos
Por que isso importa?
Até alguns anos atrás, o termo “orientação sexual” era conhecido como “preferência sexual”. Obviamente, os dois termos denotam uma diferença significativa na maneira como a sexualidade se desenvolve: uma preferência é algo que se escolhe, enquanto que uma orientação é algo que nos define. As diferenças são potencialmente importantes quanto à maneira pela qual as leis se aplicam àqueles que são homossexuais. Se a homossexualidade não é uma escolha, mas na verdade uma característica biologicamente determinada sob a qual nós não temos como escapar, então as leis não deveriam tratar os homossexuais e os heterossexuais diferentemente, uma vez que a homossexualidade seria comparável a uma raça, sobre a qual não temos como escolher.
Orientação sexual – estudos sobre a estrutura cerebral:
Como a atração sexual começa no cérebro, os pesquisadores iniciaram a investigação da questão da orientação sexual primeiramente pela comparação entre a anatomia dos cérebros dos homens e das mulheres. Estes estudos demonstraram que o cérebro humano apresenta dimorfismo sexual na área pré-óptica do hipotálamo, onde os homens demonstraram possuir mais do que o dobro do número de células do que as mulheres, além desta área também apresentar nos homens um volume maior do que duas vezes o volume encontrado nas mulheres.(1) Um segundo estudo demonstrou que dois dos quatro núcleos intersticiais do hipotálamo anterior (INAH) são pelo menos duas vezes maiores em homens do que em mulheres.(2) Como os INAH estão envolvidos no dimorfismo sexual, Simon LeVay levantou a hipótese de que deveria haver diferenças nesta região do cérebro entre os homens homossexuais e os homens heterossexuais. Exames anatomopatológicos realizados nos cérebros de pacientes com AIDS comparados com indivíduos de controle masculinos (presumidamente heterossexuais) demonstrou que os homens presumidamente heterossexuais da população de controle apresentavam INAH3 duas vezes maiores em tamanho do que as mulheres e do que os homens presumidamente homossexuais que morreram de AIDS(3). O estudo tem sido criticado pela incerteza sobre a orientação sexual dos pacientes, e pelas potenciais complicações causadas pelo vírus da AIDS (o qual também infecta o cérebro humano), bem como pelo nível mais baixo de testosterona encontrado em pacientes com AIDS.
Uma reportagem de capa da revista Newsweek (FOTO ACIMA)  que se tornou muito popular, intitulada “Esta criança é gay?” (Is This Child Gay?)(4)caracterizava LeVay como um “campeão do lado da genética”, apesar de que este estudo não envolvia dado genético algum.
Um estudo posterior, realizado por Byne, et. al., investigou a questão do tamanho do INAH3 com base no sexo, orientação sexual e presença ou não do vírus HIV. (5) O estudo encontrou uma grande diferença no volume do INAH3 com base no sexo (com o INAH3 masculino sendo maior do que o INAH3 feminino). No entanto, o volume do INAH3 era menor nos homens heterossexuais que haviam contraído AIDS (0,108 mm³, comparados com 0,123 mm³ na população de controle masculina). Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada entre os volumes do INAH3 dos homens heterossexuais e dos homens homossexuais que haviam contraído a AIDS (0,108 mm³ contra 0,096 mm³, respectivamente). O estudo também descobriu que não havia diferença entre o número de neurônios no INAH3 de homossexuais e no INAH3 de heterossexuais; porém os pesquisadores encontraram diferenças significativas entre homens e mulheres em outros estudos(5). Ficou óbvio a partir deste estudo que a pesquisa de LeVay utilizava uma metodologia falha e que seu resultado foi comprometido pela complicação ocasionada pelo vírus da AIDS, e que não havia diferenças no INAH3 de homossexuais e de heterossexuais.
O papel do hipotálamo na orientação sexual também foi estudado por Swaab, et. al. Outros pesquisadores levantaram a hipótese de que haveria uma diferenciação no hipotálamo antes do nascimento. No entanto, o estudo de Swaab demonstrou que o núcleo dimórfico sexual (SDN) de mais de 100 indivíduos estudados diminuía em volume e em número de células nas mulheres de somente 2 a 4 anos após o nascimento. Esta descoberta complicou as conclusões dos estudos sobre o cérebro, uma vez que não apenas fatores químicos e hormonais, mas também fatores sociais podem influenciar o processo. (6)
Um estudo realizado por Allen e Gorski examinou a comissura anterior do cérebro, descobrindo que homens homossexuais e mulheres apresentavam uma comissura anterior maior do que os homens heterossexuais(7). No entanto, estudos posteriores realizados em populações amostrais maiores não encontraram tal diferença. (8)
Para complicar ainda mais o problema da diferença cerebral entre homossexuais e heterossexuais, existe o fato de que as próprias experiências sexuais podem afetar a estrutura cerebral(9). Assim, a questão sempre será se as práticas homossexuais modificam o cérebro ou se a estrutura cerebral ocasiona as práticas homossexuais.
Influência Hormonal
Uma vez que a diferenciação sexual acontece dentro do útero, como resultado de influências hormonais, a hipótese de que a homossexualidade pode ser o resultado de um balanço hormonal diferenciado no feto daqueles indivíduos que exibem uma orientação sexual homossexual tem sido cogitada.  Como os dados acerca dos níveis hormonais no ventre materno não estão disponíveis, alguns indicadores tem sido utilizados para se avaliar indiretamente como as influências hormonais podem impactar na orientação sexual. Esses indicadores incluem as diferenças no tamanho e na forma dos esqueletos, incluindo a proporção dos ossos longos dos membros superiores e inferiores em relação à extensão do braço ou as razões entre os comprimentos das falanges.
Estudos têm demonstrado que as proporções dos comprimentos dos dedos são indicadores de diversos hormônios, incluindo a testosterona, o hormônio luteinizante e o estrogênio.(10) Em mulheres, o dedo indicador (2D, segundo dedo) apresenta quase o mesmo comprimento que o quarto dedo (4D).
No entanto, em homens, o dedo indicador é geralmente menor do que o quarto dedo. Tem sido demonstrado que esta maior proporção entre 2D e 4D nas mulheres é estabelecida em crianças com dois anos de idade. A hipótese de que a diferença na proporção entre 2D e 4D em homens e mulheres reflete a influência pré-natal de hormônios androgênios em homens tem sido levantada. Um estudo realizado por Williams, et. al. demonstrou que a proporção 2D:4D em homens homossexuais não era significativamente diferente da proporção encontrada em homens heterossexuais para ambas as mãos.(11) No entanto, mulheres homossexuais apresentavam proporções 2D:4D significativamente menores do que as mulheres heterossexuais (observe a figura ao lado).

Tem sido levantada a hipótese de que mulheres expostas a uma maior taxa de hormônios androgênios no ventre materno apresentam uma tendência a expressar uma orientação homossexual. No entanto, como os níveis hormonais nunca foram medidos, resta apenas o indicativo indireto dos comprimentos dos dedos como um substituto para a avaliação destes níveis.
Estudos descobriram que quanto mais irmãos mais velhos um menino possuir, maiores são as chances deste desenvolver uma orientação homossexual. (12) Este estudo também descobriu que homens homossexuais possuíam uma proporção maior do que o esperado de irmãos homens entre os irmãos mais velhos (229 irmãos para 163 irmãs) comparada com a população geral (106 homens para 100 mulheres). Homens que tiveram dois ou mais irmãos mais velhos apresentaram menores proporções 2D:4D(11), sugerindo que estes foram expostos a uma maior taxa de hormônios androgênios no ventre materno. O motivo pelo qual uma maior taxa de hormônios androgênios iria predispor tanto homens como mulheres a serem homossexuais não foi explicado no estudo.
Outro estudo investigou o comprimento dos ossos longos dos braços, das pernas e das mãos. Tanto homens homossexuais como mulheres heterossexuais tiveram um menor crescimento desses ossos do que homens e mulheres heterossexuais.(13) Assim sendo, os pesquisadores acreditaram que homens homossexuais foram menos expostos aos hormônios androgênios do que os homens heterossexuais durante o seu desenvolvimento, ao passo que mulheres homossexuais foram mais expostas a esteroides em seu desenvolvimento do que a sua contraparte heterossexual. É claro que, com relação à homossexualidade masculina, este estudo contradiz diretamente os resultados presumidos pelo estudo realizado por Williams, o qual havia “demonstrado” que homens com vários irmãos mais velhos (os quais eram propensos a serem homossexuais) apresentavam uma maior exposição aos hormônios androgênios.
Um estudo comparativo entre trigêmeos dos quais dois eram heterossexuais e um era homossexual concluiu que o trigêmeo homossexual obteve uma maior pontuação no lado feminino da escala de masculinidade e feminilidade do Inventário Multifásico de Personalidade de Minnesota(14), sugerindo uma possível influência hormonal (menos hormônios androgênios) envolvida na orientação homossexual masculina.
Todos os estudos que apontavam para uma possível influência hormonal na homossexualidade sofrem da falta de uma evidência real de que os hormônios de fato desempenham algum papel na orientação sexual. O fato de que estudos contraditórios indicam um aumento(11,15) ou uma diminuição(13,14) de hormônios androgênios como base para a homossexualidade não gera confiança de que os indicadores indiretos sejam realmente válidos. Obviamente, um estudo que documente níveis hormonais reais, ao contrário de indicadores indiretos, poderia provavelmente fornecer dados mais definitivos.
Estudos envolvendo um raro desequilíbrio hormonal, a hiperplasia adrenal congênita (CAH), causada por uma enzima 21-hidroxilase defeituosa, sugeriu que anormalidades hormonais podem influenciar a orientação sexual. A CAH provoca um aumento na produção de hormônios masculinos durante o desenvolvimento. Em homens, o aumento no nível de hormônios androgênios tem pouco efeito. No entanto, fetos femininos que se desenvolvem neste ambiente desenvolvem uma genitália ambígua, o que complica seu desenvolvimento subsequente. O tratamento in útero com dexametasona reduz o desequilíbrio de hormônios androgênios, resultando em um indivíduo que é geneticamente e fenotipicamente feminino. No entanto, o tratamento com dexametasona também resulta em uma diminuição na orientação homossexual entre as mulheres tratadas(16), sugerindo que alguma homossexualidade pode resultar de influências hormonais durante o desenvolvimento. Grupos de direitos homossexuais sugeriram que o tratamento com dexametasona não seja administrado, devido à redução na orientação homossexual em mulheres afetadas por CAH.
Estudos em gêmeos
A observação de que fatores familiares influenciam a prevalência da homossexualidade levou ao início de uma série de estudos com irmãos gêmeos, os quais seriam um indicativo indireto para a presença de possíveis fatores genéticos. A maioria dos estudos mais antigos foi comprometido devido a falhas metodológicas. Kallmann escolheu uma amostra de indivíduos de instituições psiquiátricas e de correção comportamental – as quais não representavam exatamente populações “normais”.(17) Bailey et. al. publicou uma série de estudos no início da década de 1990, investigando os fatores familiares tanto em homossexuais masculinos como femininos. Estes estudos foram comprometidos pela maneira pela qual os indivíduos foram recrutados, uma vez que os pesquisadores realizaram o anúncio do recrutamento em publicações destinadas ao público gay, resultando em uma amostra distorcida.(18)Estudos posteriores realizados pelos mesmos pesquisadores não sofreram desta parcialidade na seleção amostral, e concluiu que a herdabilidade da homossexualidade na Austrália era de até 50 a 60% em mulheres mas somente de 30% em homens.(19)
Um estudo realizado por Kendler et. al. em 2000 examinou 1588 gêmeos selecionados aleatoriamente em uma pesquisa feita em 50000 famílias nos Estados Unidos.(20) O estudo descobriu que 3% da população consistia de não-heterossexuais (homossexuais e bissexuais) e havia uma concordância genética de 32%, um pouco menor do que a encontrada nos estudos australianos. O estudo perdeu significância estatística quando os gêmeos tiveram que ser separados em pares de homens e de mulheres, devido à baixa taxa (3%) de não-heterossexuais na população geral dos Estados Unidos.
Um estudo finlandês com gêmeos relatou o “potencial para uma resposta homossexual”, não apenas manifestação de um comportamento homossexual, como tendo um componente genético.(21)
Em uma deturpação aos estudos da homossexualidade em gêmeos, um grupo de pesquisadores australianos investigou se a homofobia seria o resultado da natureza ou da criação da pessoa.(22)Surpreendentemente, tanto fatores familiares e ambientais como fatores genéticos pareciam desempenhar um papel na determinação da homofobia ou não de uma pessoa. Ainda mais surpreendentemente, um outro grupo de pesquisadores nos Estados Unidos confirmou estes mesmos resultados independentemente (também incluindo a conclusão de que atitudes relacionadas ao aborto também eram parcialmente genéticas).(23) Assim, mesmo pessoas homofóbicas podem alegar que simplesmente nasceram desta maneira!
Estudos com gêmeos sofrem do mesmo problema da tentativa de distinguir entre fatores genéticos e fatores do meio onde o indivíduo vive, uma vez que os gêmeos tendem a viver dentro da mesma unidade familiar. Um estudo averiguando o efeito da ordem de nascimento na preferência sexual concluiu, “A falta de relação entre a força e o efeito e o grau de sentimentos homossexuais em homens e mulheres sugere que a influência da ordem de nascimento no sentimento homossexual não se dá devido a processos biológicos, mas a processos sociais nos indivíduos estudados.”(12) Assim, ainda que os estudos realizados em gêmeos possam sugerir um possível componente genético para a orientação homossexual, os resultados certamente não são definitivos.
Estudos genéticos – o “gene gay”
Um exame nas árvores genealógicas familiares revelou que homens gays possuíam mais parentes gays do sexo masculino a partir da linhagem materna do que a partir da linhagem paterna, sugerindo uma ligação entre a homossexualidade e o cromossomo X. Dean Harner(24) encontrou uma associação na região Xq28. Se a orientação sexual masculina fosse influenciada por um gene na região Xq28, então irmãos gays deveriam compartilhar mais do que 50% de seus alelos nesta região, ao passo que seus irmãos heterossexuais deveriam compartilhar menos do que 50% de seus alelos. Na ausência de tal associação, então ambos os tipos de irmãos deveriam demonstrar um compartilhamento de mais de 50% de alelos. Uma análise de 50 pares de irmãos gays demonstrou que estes compartilhavam 82% de seus alelos na região Xq28, o que era muito superior aos 50% que seriam esperados aleatoriamente.(25)No entanto, um estudo posterior realizado pelo mesmo grupo de pesquisadores, utilizando 32 pares de irmãos gêmeos gays encontrou apenas 67% de compartilhamento de alelos, o que era muito mais próximo dos 50% esperados aleatoriamente.(26) Tentativas feitas por Rice et. al. em repetir o estudo realizado por Harner resultaram em um compartilhamento de apenas 46% dos alelos, insignificativamente diferente do esperado aleatoriamente, contradizendo os estudos realizados por Harner.(27) Ao mesmo tempo, um estudo não publicado realizado por Alan Sanders (Universidade de Chicago) corroborou com os resultados de Rice.(28) Decisivamente, nenhum gene ou produto genético da região Xq28 foi sequer identificado que afetasse a orientação sexual. Quando Jonathan Marks (um biólogo evolucionário) perguntou a Harner qual era a porcentagem de homossexualidade que ele achava que os seus resultados explicavam, a sua resposta foi que ele achava que eles explicavam 5% da homossexualidade masculina. A resposta de Marks foi “Não existe nenhuma outra ciência além da genética comportamental na qual você pode deixar 97,5% de um fenômeno sem explicação e conseguir manchetes jornalísticas.”(29)

Experiência de abuso infantil
Um estudo com 13000 adultos na Nova Zelândia (com idade de 16 anos ou mais) investigou a orientação sexual como função do histórico da infância.(30) O estudo descobriu uma prevalência três vezes maior de abuso infantil entre aqueles que subsequentemente se engajaram em uma atividade homossexual. No entanto, o abuso infantil não era um fator importante para a homossexualidade, uma vez que somente 15% dos homossexuais experimentaram algum tipo de abuso na infância (comparado com 5% entre os heterossexuais).(30) Então, aparentemente, desta população apenas uma pequena porcentagem de homossexualidade (~10%) poderia ser explicada por experiências abusivas na infância.

Preferência ou orientação sexual?
Se a orientação sexual fosse completamente genética, deveria ser esperado que esta orientação não mudasse ao longo do curso da vida de uma pessoa. Em mulheres, a preferência sexual parece mudar ao longo do tempo. Um estudo realizado durante um período de 5 anos em lésbicas demonstrou que mais de um quarto destas mulheres abandonou suas identidades lésbicas/bissexuais durante este período: metade recuperou a sua identidade heterossexual e a outra metade não quis mais ser identificada por qualquer rótulo.(31) Em uma pesquisa feita com mulheres jovens (de 16 a 23 anos de idade), metade das participantes mudou suas identidades sexuais mais de uma vez durante um período de 2 anos.(32)Em outro estudo com pessoas que foram recrutadas de organizações que representam jovens gays/lésbicas/bissexuais (de 14 a 21 anos de idade) em Nova York, a porcentagem de pessoas que mudaram a orientação sexual de lésbica/gay/bissexual para uma orientação heterossexual foi de 5% em um período de apenas 12 meses (o período em que durou a pesquisa).(33) Outros estudos têm confirmado que a orientação sexual não é fixa em todas as pessoas, mas pode mudar ao longo do tempo, principalmente em mulheres.(34) Um exemplo recente de mudança na orientação sexual ocorreu com a “Pessoa do Ano” de 2005 da revista “The Advocate”. Kerry Pacer era a mais jovem defensora dos direitos gays, escolhida por sua iniciativa na criação de uma “aliança entre gays e heterossexuais” na escola White County High School em Cleveland, Geórgia.
No entanto, quatro anos depois, ela estava cuidando da sua filha de 1 ano de idade, junto com o pai da criança.(35) Outra ex-lésbica, a comediante britânica Jackie Clune, passou por 12 anos em relacionamentos lésbicos antes de se casar com um homem e de ter 4 filhos.(36) Michael Glatze, aos seus 20 anos de idade, passou a ser um líder no movimento dos direitos homossexuais. Com 30 anos de idade, ele caminhou para a direção oposta, dizendo: “Em minha experiência, sair da influência de uma mentalidade homossexual foi a coisa mais libertadora, bonita e estupenda que já aconteceu em toda a minha vida.”(37) Um estudo realizado em 2011 com gays cristãos que queriam mudar a sua orientação sexual descobriu que 23% dos envolvidos relataram uma “conversão” bem sucedida para uma orientação heterossexual, enquanto que outros 30% relataram uma castidade comportamental estável com uma substancial “desidentificação” com uma orientação homossexual.(38) No entanto, 20% dos envolvidos relataram uma desistência no processo e abraçaram totalmente a identidade gay, enquanto outros 27% se encontravam no meio entre os dois extremos. (38) Obviamente, para pelo menos algumas pessoas, ser gay ou heterossexual é algo que eles podem escolher.
A questão da natureza vs. criação também pode ser vista comparando-se as crianças de pais homossexuais e de pais heterossexuais. Se a homossexualidade fosse puramente biológica, era de se esperar que os pais não teriam influência sobre ela. Paul Cameron publicou um estudo em 2006 que dizia que as crianças de pais homossexuais expressavam uma orientação homossexual muito mais frequentemente do que a população geral.(39) Apesar das alegações de parcialidade feitas contra o estudo, outro estudo realizado por Walter Schuum em 2010 confirmou os resultados de Cameron através de uma análise estatística de 10 outros estudos que examinavam esta questão.(40)
No total, 262 crianças criadas por pais homossexuais foram incluídas na análise. Os resultados demonstraram que 16-57% dessas crianças adotaram um estilo de vida homossexual. Os resultados foram ainda mais expressivos em filhas de mães lésbicas, em que de 33% a 57% destas se tornaram lésbicas. Uma vez que os homossexuais representam apenas ~5% da população, fica claro que os pais influenciam a orientação sexual.
Sempre fico espantado quando as pessoas me dizem que elas nasceram gay. Olhando para as minhas experiências passadas, eu nunca diria que eu “nasci heterossexual”. Eu realmente nunca tive nenhum interesse em garotas até aproximadamente a sétima série. Antes disso, elas não eram realmente interessantes para mim, uma vez que elas não se interessavam por esportes ou por andar de bicicleta ou fazer qualquer outra coisa que eu gostava de fazer.
Homossexualidade e Darwinismo
Eu não sou muito fã da evolução Neodarwinista. No entanto, existem claras evidências de que a seleção natural (e seleção sexual) atuam em populações de animais e tem agido em nossa própria espécie para produzir diferenças raciais.(41) A seleção natural postula que aquelas mutações genéticas que favorecem a sobrevivência e a reprodução serão selecionadas, ao passo que aquelas que comprometem a sobrevivência e a reprodução serão eliminadas. Obviamente, um gene ou uma série de genes que produzem indivíduos que não se reproduzem (i.e. aqueles que expressam um comportamento puramente homossexual) seriam rapidamente eliminados de qualquer população. Então, deveria ser esperado que qualquer “gene gay” fosse eficientemente removido de uma população. No entanto, é possível que um gene favorecendo a homossexualidade masculina pudesse se “esconder” dentro do genoma humano se este se encontrasse no cromossomo X, onde ele pudesse ser carregado por mulheres reprodutoras, e não ser sujeito a uma seleção negativa por homens não-reprodutores. Para que sobrevivesse(m), era de se esperar que o(s) gene(s) estivesse(m) associado(s) a uma maior capacidade de reprodução nas mulheres que o carrega(m) (compensando a geração de homens não-reprodutores). Eu não consigo imaginar um cenário genético em que a homossexualidade feminina sequer fosse persistir em uma população.

Estudos genéticos reais?
Durante a última década, a análise genética de características hereditárias avançou muito com o advento da tecnologia de microarranjo do DNA. Utilizando-se esta tecnologia, é possível varrer grandes sequências do genoma humano (ou até mesmo uma varredura completa de um genoma – GWAS) em vários indivíduos a um custo relativamente baixo. A tecnologia de microarranjo levou à descoberta dos genes que estão associados a doenças complexas, como a Doença de Crohn, a qual é assunto de minha própria pesquisa. Se a homossexualidade realmente tiver um componente genético, os estudos com o microarranjo do DNA podem não somente provar isso definitivamente, como também identificar o(s) gene(s) específico(s) ou loci que poderiam estar associados com a orientação homossexual.
A primeira tentativa de se varrer um genoma em homens homossexuais foi realizada por Mustanski et. al. em 2005. (42) Os resultados sugeriram uma possível ligação próxima ao microssatélite D7S798 do cromossomo 7q36. No entanto, uma tentativa de repetir este achado (junto com ~6000 SNPs espalhados comparativamente uniformemente em todo o genoma humano) não conseguiu encontrar SNPs significantes. No entanto, um terceiro estudo utilizando uma população amostral de chineses encontrou uma associação fraca no polimorfismo SHH rs9333613 do gene 7q36.(44) Um estudo mais geral, investigando a escolha de parceiros entre diferentes populações, não encontrou nenhuma ligação genética, levando os pesquisadores a especular que estas escolhas fossem “culturais”(45).Desse modo, os estudos preliminares de possíveis causas genéticas para a orientação homossexual tende a excluir qualquer componente genético dramático para a orientação sexual.

Conclusão
Por que algumas pessoas são homossexuais?
A questão sobre como a orientação sexual surge tem sido o motivo de muita pressão, com a impressão geral sendo promovida de que a homossexualidade é determinada mais por uma questão de genes do que por fatores ambientais. No entanto, ao se examinar a literatura científica, descobre-se que esta questão não é tão clara quanto as notícias veiculadas pela mídia sugerem. Os estudos mais antigos que relataram diferenças nos cérebros de homossexuais foram complicados por infecções causadas pelo vírus HIV e não foram substanciados por estudos maiores e mais controlados. Numerosos estudos relataram que possíveis diferenças hormonais afetam a orientação sexual. No entanto, tais estudos eram muitas vezes diretamente contraditórios, e na verdade nunca mediram nenhum nível hormonal, mas utilizaram indicadores indiretos para avaliar influências hormonais, sem nenhuma evidência direta de que esses indicadores realmente representavam os verdadeiros níveis e desequilíbrios hormonais.
Estudos realizados em irmãos gêmeos mostraram que provavelmente existem influências genéticas para a homossexualidade, apesar de que estudos similares também demonstraram influências genéticas para a homofobia ou até mesmo oposição ao aborto.
Abuso infantil também tem sido associado à homossexualidade, mas, no máximo, explicaria apenas 10% das pessoas que expressam alguma orientação homossexual. O fato de que a orientação sexual não é constante para muitos indivíduos, mas que esta pode mudar ao longo do tempo sugere que pelo menos parte da orientação sexual seja uma questão de preferência.
Tentativas de se encontrar um “gene gay” nunca identificaram algum gene ou produto genético que esteja de fato associado com a orientação sexual, com estudos não confirmando as sugestões propostas de que existe alguma ligação entre a homossexualidade e a região Xq28 do cromossomo X. A questão de influências genéticas sobre a orientação sexual tem sido investigada recentemente com o auxílio da tecnologia de microarranjo do DNA, porém os resultados não conseguiram apontar para genes específicos como um fator determinante da orientação sexual.

Fé em Deus do cientista católico americano que fez o mapeamento do DNA humano.

Fonte: Revista Veja
O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade.Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001.
Veja – No livro A Linguagem de Deus, o senhor conta que era um “ateu insolente” e, depois, se converteu ao cristianismo. O que o fez mudar suas convicções?
Francis Collins – Houve um período em minha vida em que era conveniente não acreditar em Deus. Eu era jovem, e a física, a química e a matemática pareciam ter todas as respostas para os mistérios da vida. Reduzir tudo a equações era uma forma de exercer total controle sobre meu mundo.
Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina. Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios.
Veja – Que questões são essas para as quais não encontramos respostas?
Collins – Falo de questões filosóficas que transcendem a ciência, que fazem parte da existência humana. Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias. “O que acontece depois da morte?” ou “Qual é o motivo de eu estar aqui?”.
Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais.
Veja – A maioria dos cientistas argumenta que a crença em Deus é irracional e incompatível com as descobertas científicas. O zoólogo Richard Dawkins, com quem o senhor trava um embate filosófico sobre o tema, diz que a religião é a válvula de escape do homem, o vírus da mente. Como o senhor responde a isso?
Collins – Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas. Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus.
O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está fora do mundo natural. Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada.
No ano passado foram lançados vários livros de cientistas renomados, como Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, que atacam a religião sem nenhum propósito. É uma ofensa àqueles que têm fé e respeitam a ciência. Em vez de blasfemarem, esses cientistas deveriam trabalhar para elucidar os mistérios que ainda existem. É o que nos cabe.
Veja – O senhor afirma que as sociedades precisam da religião, mas como justificar as barbaridades cometidas em nome de Deus através da história?
Collins – Apesar de tudo o que já aconteceu, coisas maravilhosas foram feitas em nome da religião. Pense em Madre Teresa de Calcutá ou em William Wilberforce, o cristão inglês que passou a vida lutando contra a escravatura. O problema é que a água pura da fé religiosa circula nas veias defeituosas e enferrujadas dos seres humanos, o que às vezes a torna turva. Isso não significa que os princípios estejam errados, apenas que determinadas pessoas usam esses princípios de forma inadequada para justificar suas ações. A religião é um veículo da fé – essa, sim, imprescindível para a humanidade.
Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do “design inteligente”, em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?
Collins – Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de “lacuna divina”. Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe. Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o “bacterial flagellum”, um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas. Podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes. No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.
Veja – Qual a sua leitura da Bíblia?
Collins – Santo Agostinho, no ano 400, alertou para o perigo de se achar que a interpretação que cada um de nós dá à Bíblia é a única correta, mas a advertência foi logo esquecida. Agostinho já dizia que não há como saber exatamente o que significam os seis dias da criação. Um exemplo de que uma interpretação unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no livro do Gênesis 1 e 2 – e elas são discordantes.
Isso deixa claro que esses textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000 anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia, da cosmologia, da física, da química e da biologia.
Veja – O senhor acredita na Ressurreição?
Collins – Sim. Também acredito na Virgem Maria e em milagres.
Veja – Não é uma contradição que um cientista acredite em dogmas e milagres?
Collins – A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que Deus criou.
Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca testemunhei algo que possa classificar como um milagre. Se Deus quis mandar uma mensagem para este mundo na figura de seu filho, por meio da Ressurreição e da Virgem Maria, e a isso chamam milagre, não vejo motivo para colocar esses dogmas como um desafio para a ciência. Quem é cristão acredita nesses dogmas – ou então não é cristão. Faz parte do jogo.
Veja – É possível acreditar nas teorias de Darwin e em Deus ao mesmo tempo?
Collins – Com certeza. Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal, quem somos nós para dizer que ele não deveria ter criado o mundo dessa forma?
Veja – Alguns cientistas afirmam que a religião e certas características ligadas à crença em Deus, como o altruísmo, são ferramentas inerentes ao ser humano para garantir a evolução e a sobrevivência. O senhor concorda?
Collins – Esses argumentos podem parecer plausíveis, mas não há provas de que o altruísmo seja uma característica do ser humano que permite sua sobrevivência e seu progresso, como sugerem os evolucionistas. Eles querem justificar tudo por meio da ciência, e isso acaba sendo usado para difundir o ateísmo.
Veja – Mas o altruísmo é visto hoje pela genética do comportamento como uma característica herdada pelos genes, assim como a inteligência. O senhor, como geneticista, discorda da genética comportamental?
Collins – Há muitas teorias interessantes nessa área, mas são insuficientespara explicar os nobres atos altruístas que admiramos. O recado da evolução para cada um de nós é propagar o nosso DNA e tudo o que está contido nele. É a nossa missão no planeta. Mas não é assim, de forma tão lógica, que entendo o mundo, muito menos o altruísmo e a religiosidade.
Penso em Oskar Schindler, que se sacrificou por um longo período para salvar judeus, e não pessoas de sua própria fé. Por que coisas desse tipo acontecem? Se estou caminhando à beira de um rio, vejo uma pessoa se afogar e decido ajudá-la mesmo pondo em risco a minha vida, de onde vem esse impulso? Nada na teoria da evolução pode explicar a noção de certo e errado, a moral, que parece ser exclusiva da espécie humana.
Veja – Muitas religiões são contrárias ao uso de técnicas científicas que poderiam salvar vidas, como a do uso de células-tronco. Como o senhor se posiciona nessa polêmica?
Collins – Temos de ser sensíveis e respeitar as diferentes religiões no que diz respeito aos avanços científicos. Mas interromper as pesquisas científicas ou impedir que uma pessoa com uma doença terrível tenha uma vida melhor só porque a religião não aceita determinado tratamento é antiético. Por outro lado,existem fronteiras que a ciência não deve transpor, como a clonagem humana, que além de tudo não serviria para nada a não ser para nos repugnar. Cada caso tem de ser avaliado isoladamente.
Veja – Os geneticistas são muitas vezes acusados de brincar de Deus. Como o senhor encara essas críticas?
Collins – Se todos brincássemos de Deus como Deus gostaria, com esperança e amor, ninguém se abateria muito com comentários do gênero. Mas somos seres humanos e temos propensão ao egoísmo e aos julgamentos equivocados. O importante é não reagir de forma exagerada à perspectiva de que as pessoas possam vir a fazer mau uso das descobertas da genética, mas sim focar o lado bom dessa “brincadeira”.
A maior parte das pesquisas genéticas busca a cura de doenças como câncer, problemas cardíacos, esquizofrenia. São objetivos louváveis. Para evitar o uso impróprio da ciência, o Projeto Genoma Humano apóia um programa que visa a preservar a ética nas pesquisas genéticas e certificar-se de que todas as nossas descobertas beneficiarão as pessoas e a sociedade.
Veja – O que esperar das pesquisas genéticas no futuro?
Collins – Nos próximos dois ou três anos vamos descobrir os fatores genéticos que criam a propensão ao câncer, ao diabetes e às doenças cardiovasculares. Isso possibilitará que as pessoas saibam que provavelmente vão desenvolver esses males e tomem medidas preventivas contra eles, com a ajuda do médico. Mais à frente, as descobertas das relações entre o genoma e as doenças farão com que os tratamentos e os remédios sejam personalizados, tornando-os mais eficientes e com menos efeitos colaterais.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Dom Evaristo Arns admite que suas homilias esvaziavam a igreja


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Dia desses, por acaso, dei de cara com uma entrevista de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo emérito (aposentado) de São Paulo. Não pude conter o riso ao ler este trecho:
EC – O que o senhor acha de afirmações que sustentam que a ação política da Teologia da Libertação acabou afastando muitos fiéis da Igreja Católica?
Dom Paulo – Em parte isso é verdade. Cada vez que eu, por exemplo, tornava conhecida uma ação negativa do governo, no tempo da ditadura, a igreja se esvaziava. Nos domingos posteriores vinha menos gente, porque as pessoas tinham medo (…). No fundo, elas próprias queriam isso. Queriam lutar pela libertação, só que tinham medo de serem presas ou consideradas subversivas, ou serem consideradas minhas amigas.
Fonte: Extra Classe (publicação do SINPRO/RS)
Medo, eminência? TÉDIO agora mudou de nome? Convenhamos: o discurso da TL é um grande pé no saco!
mr_bean_igreja
O crescimento das igrejas evangélicas se deu, em grande parte, graças ao bla-bla-blá marxista dos padres da Teologia da Libertação. O fiel ia pra paróquia querendo ouvir palavras de vida eterna, e, em vez disso, tinha que aturar um sermão enfadonho contra o “capetalismo”, sobre os oprimidos etc. (tudo muito teórico e distante da realidade do povo, pra variar). Um belo dia, cedendo ao convite de um amigo crente, o sujeito resolvia dar uma passadinha no culto, e o que ele via? Um pastor falando das coisas de Deus, falando de Cristo, explicando as coisas da Bíblia… Opa, finalmente!
E aí, entre uma paróquia transformada em filial do partido comunista e uma igrejola cheia de gente histérica, mas que, ao menos, ainda lembra que Jesus existe, com quem vocês acham que o povo simples fechava?
Incoerência pouca é bobagem
Enquanto esteve à frente da Arquidiocese de São Paulo, Dom Paulo Evaristo travou uma dura luta contra as práticas de tortura na época da ditadura militar. Além disso, estimulou a sua falecida irmã, Dra. Zilda Arns, a lançar as atividades da Pastoral da Criança. Que o Senhor o recompense por estas obras.
Porém, por algum motivo incompreensível, seu notável empenho em combater os abusos da ditadura de direita não se repetiu em relação ao sangue derramado pelas ditaduras de esquerda. Diante da negação das liberdades essenciais e das milhares de vidas inocentes ceifadas pelo socialismo em Cuba, Dom Arns fez vista grossa.
Em 1988, ele enviou uma carta melosa ao grande homicida Fidel Castro, dizendo que a Revolução Cubana era “uma obra de amor” e que via nela “os sinais do Reino de Deus”.
coracao_mao“Queridíssimo Fidel,
“(…) A fé cristã descobre, nas conquistas da Revolução, os sinais do Reino de Deus, que se manifesta em nossos corações e nas estruturas que permitem fazer da convivência política uma obra de amor. (…)
“Tenho-o presente diariamente em minhas orações, e peço ao Pai que lhe conceda sempre a graça de conduzir os destinos de sua pátria”.
Fraternalmente, Paulo Evaristo, Cardeal Arns“
Vejam: Dom Arns, a quem muitos consideram como um “símbolo da democracia”, desejava que Fidel ficasse no poder pra sempre (!!!). É fundamental notar que, naquele ano, graças à dura repressão do “queridíssimo” ao catolicismo, o número de sacerdotes em Cuba havia reduzido muito e apenas 1% dos cubanos frequentavam a igreja.
Ao lerem essa carta bizarra publicada em um jornal da ilha, três bispos cubanos tomaram a iniciativa de escrever uma longa carta a D. Arns, na esperança de lhe devolver o juízo:
“Cuba sofre, já há trinta anos, uma cruel e repressiva ditadura militar, num estado policial que viola, constante e institucionalmente os direitos fundamentais da pessoa humana. (…)
“Deus queira que seu país nunca tenha que passar pela trágica experiência que nós estamos atravessando”.
Deus queira, caríssimos bispos cubanos, Deus queira. Porque se dependesse da vontade de Dom Arns (que, aliás, foi um dos pais do PT)… a gente tava lascado!
Venerado por grande parcela de religiosos, artistas e intelectuais de todo o país (católicos ou não), o arcebispo emérito de Sampa vive recluso num Convento Franciscano em Taboão da Serra. Certamente desfruta de uma velhice tranquila e digna, coisa que, infelizmente, muitos idosos nos asilos fétidos e infernais de Cuba não têm acesso. Que, no Céu, eles possam receber o carinho de Jesus e Maria, cujo consolo os homens lhes negaram aqui na Terra.
*****
Para saber mais sobre:
  • a situação ultrajante dos idosos nos asilos em Cuba:
    • Blog Mídia Sem Máscara. A verdade proibida sobre Cuba;
    • fotos de hospitais e asilos que mostram como é o “maravilhoso” sistema de saúde gratuito cubano: http://tpo.net/cuba/ e Blog Noticuba Internacional (ATENÇÃO: as imagens contidas nestes dois blogs são extremamente deploráveis. Só acesse se tiver muito estômago. A reportagem é da jornalista Adela Soto Alvarez e as imagens são do fotógrafo Luis Alberto Pacheco Mendoza).

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que a Igreja diz sobre a Masturbação?


 
“A castidade leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha de fidelidade e de ternura de Deus” CIC §2346
Em resposta a uma pergunta feita por muitos jovens, o Prof. Felipe Aquino irá explicar sobre este assunto de modo que todas as dúvidas sejam sanadas em relação ao que a Igreja ensina sobre este assunto.
 
Segundo o Catecismo da Igreja Católica:
§2396 – “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais”.
 
O Catecismo da Igreja diz que: “Na linha de uma tradição constante, tanto o Magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (§2352);
 
A masturbação é o uso do sexo de maneira egoísta, individualista que ofende gravemente a castidade. É pecar contra o sexto mandamento.


Mas todo mundo diz que a masturbação é saudável...!”

O ensinamento completo da Igreja Católica sobre masturbação parece ser um segredo para a maioria das pessoas.

É um ensinamento desafiante.

Mas é uma boa notícia, pois esse ensinamento nos chama a viver de modo completamente humano!


Masturbação é errado?

Sim. O ensinamento católico sobre a masturbação diz que ela é sempre moralmente errada.

O propósito do sexo é ser tanto uma expressão de amor por seu esposo(a) quanto um lindo meio de procriação.

O sexo é tão especial, poderoso, e valioso, que somente é vivido corretamente dentro do casamento. Se você não é casado, deve se abster de atividade sexual.

Eu sei, tudo isso é contra-cultural.

A verdade às vezes vai contra a cultura mesmo!

O sexo é o dom máximo que maridos e mulheres podem se dar: uma entrega total de si, corpo e alma. O sexo é a maneira como você efetua os votos matrimoniais de amar totalmente, livremente e completamente. Enquanto tiverem vida. O segredo da vida está escondido nessa íntima comunhão.

O ensinamento católico diz que a masturbação nega todos os aspectos desse juramento que é o sexo – o juramento dos votos matrimoniais!

A masturbação é:

- Focada em si mesmo
- Alheia, separada de seu cônjuge
- Uma declaração de que o sexo só tem a ver com prazer – seu próprio prazer
- Intrinsecamente estéril
- Muitas vezes acompanhada de “adultério no coração”, através da pornografia e da fantasia

Os católicos não condenam a masturbação só por causa de alguma nobre idéia do que seja o objetivo natural do sexo. Falamos a verdade sobre o mal que faz às pessoas.

Essa é a verdadeira razão para a doutrina católica sobre masturbação: a masturbação nega o sentido do sexo. Faz de você menos do que totalmente humano.


“Mas todo mundo diz que a masturbação é saudável!”

Sim, eles dizem.

Há um monte de coisas desordenadas que o mundo chama de “boas”, e o mundo tem várias maneiras de fazer isso.

A masturbação é radicalmente centrada em si mesmo, e radicalmente não-cristã. É por isso que o catecismo da Igreja diz que é errado. Ela faz com que nós e nossa sexualidade voltemos as costas para Deus, indo em direção a nós mesmos, das seguintes maneiras:

- Treinando nossa sexualidade no hábito da nossa própria luxúria, e não na auto-doação
- Divorciando o prazer do orgasmo da união com o “outro”, o cônjuge
- Evitando os riscos de amar alguém
- Recusando a fertilidade e a plena responsabilidade para com o sexo

Eu sei... muitos educadores e profissionais da saúde parecem ter um caso de amor com essa sexualidade focada em si mesmo e indisciplinada. Por que eles fazem isso, eu não sei.

Eles estão errados. Eles não estão falando para você a verdade sobre o sexo, sobre você mesmo, ou sobre a vida.

Você e sua sexualidade valem muito mais do que você pode imaginar.

A doutrina católica sobre a masturbação está centrada em uma virtude chamada castidade. Ela significa dar à sexualidade seu correto lugar em nossas vidas. Não reprimindo, mas também não dando poder total. Apenas um lugar apropriado. A castidade é um dos frutos do Espírito Santo (ver o Catecismo, nº 2337 a 2359).

A profunda verdade da doutrina católica sobre a masturbação é confirmada pelo enorme dano que esse assim chamado ato “privado” causa na vida e no casamento das pessoas. Um grande número de homens e de mulheres está começando a chamar seu hábito de masturbação pelo que realmente é: vício sexual.

Se falamos para nossos jovens que a masturbação é normal e saudável, estamos ensinando a eles um hábito que pode trazer uma vida inteira de dificuldades. Estamos falando para eles que a licenciosidade e a falta de auto-controle são coisas positivas. Isso é incapaz de formar uma base sólida para uma sexualidade madura e amorosa.

Como isso pode ser saudável? Como pode ser amoroso?


Liberdade e responsabilidade

Esse papo de hábito levanta uma importante questão: quando é que a masturbação é um pecado? Que gravidade tem esse pecado?

O ensinamento católico diz que a masturbação é um pecado grave, o que chamamos de pecado mortal, pelo qual rejeitamos a vida que Deus nos oferece.

Entretanto, a moral católica também reconhece que a força do hábito pode reduzir ou mesmo eliminar nossa responsabilidade pelas nossas ações.

- Temos que consentir livremente a fim de sermos plenamente responsáveis
- Se um hábito faz com que algo não seja uma escolha livre nossa, isso também reduz nossa responsabilidade por nossas ações

Isso não nos dá liberdade total, ou seja, não basta somente chamar qualquer coisa de “hábito”, e pronto. As ações de pecado continuam nos fazendo grande mal, mesmo que não estejamos completamente carregados de culpa ao cometê-los.

Temos o dever de buscar ajuda e procurar diligentemente superar nossos hábitos.

O Senhor é paciente e misericordioso. Ele quer desesperadamente nos libertar da escravidão do pecado. Mas nós também temos que fazer nossa parte.

Se você acha que está preso no hábito da masturbação ou em um de seus parentes próximos (pornografia, infidelidade, prostituição etc.) procure a ajuda competente de um padre que apóie a moralidade sexual católica, e especificamente o ensinamento católico sobre a masturbação. (Não seja tímido! Eles já ouviram tudo antes. Infelizmente, é bastante comum.)


“O ensinamento católico sobre masturbação diz que nós devemos reprimir nossa sexualidade?”

Há uma diferença entre repressão e auto-controle.

A repressão significa “bloquear” esses sentimentos quando eles surgem, negando-os e desejando que eles não estivessem ali.

A repressão não funciona. Muitas pessoas tentam esse caminho e falham.

O auto-controle é diferente. Você não nega a realidade do desejo sexual, mas tenta controlá-lo de acordo com sua vontade. Isso se chama ser livre! Se você é um escravo de seus desejos (sexuais ou outros), você não é livre.

“Sim, irmãos, fostes chamados para a liberdade. Porém, não façais da liberdade um pretexto para servirdes à carne. Pelo contrário, fazei-vos escravos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5, 13)


A chave para isso é a redenção da nossa sexualidade, não a sua repressão. Christopher West esclarece em seu livro “Good News About Sex and Marriage”:

Quando tentações, sentimentos e desejos sexuais se apresentam – como inevitavelmente acontece –, ao invés de tentar ignorá-los ou “bloqueá-los” empurrando-os para baixo e para longe, nós precisamos trazê-los para cima e para fora. Não é para cima e para fora no sentido de se deixar levar por eles, mas para cima e para fora para as mãos de Cristo, nosso Redentor. Você pode simplesmente dizer uma oração como esta:

Senhor Jesus, eu Vos entrego meus desejos sexuais. Peço-Vos que, por favor, desfaça em mim o que o pecado fez, de modo que eu possa conhecer a liberdade nessa área, e experimentar o desejo sexual como Vós desejais que eu experimente. Amém.

Quanto mais convidarmos Cristo para nossas paixões e desejos, e permitirmos que Ele as purifique, mais descobriremos que somos capazes de exercitar o controle adequado delas. E começamos mais e mais a experimentar nossa sexualidade não como o desejo de gratificação egoísta, mas como o desejo de nos doarmos, em imitação a Cristo. A redenção é isso. (“Good News About Sex and Marriage”, p. 81)

A doutrina católica sobre a masturbação nos lembra que precisamos redimir nossos desejos desordenados e auto-centrados.

É uma questão de levar nossas desordens para Cristo, nomeando-as pelo que são, e deixando que Cristo nos cure. Nós experimentamos essa cura como um gradual aumento de auto-controle.

É possível.

Você é valioso demais para viver de acordo com uma mentira sobre si mesmo. Pois a sua liberdade foi comprada a um grande preço: o preço do sangue de Cristo.

Então vá em frente: deixe-se redimir. Viva a “liberdade gloriosa dos filhos de Deus” (Romanos 8, 21).

Aleluia!