quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


Desconstrução da heteronormatividade

(para não dizer destruição da família)

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Após a eleição de Dilma Rousseff, houve notícias tristes, mas não surpreendentes. Os últimos dias do governo Lula destacaram-se por uma série de medidas em favor do homossexualismo. No ministério composto por Dilma, encontramos a defesa da descriminalização do aborto e do uso de drogas, assim como o combate à "homofobia". Em 6 de janeiro de 2011, foi publicado no Diário Oficial da União a resolução 1957/2010 do Conselho Federal de Medicina, que estendeu a duplas homossexuais o direito à "reprodução assistida"[1]. O Ministério do Turismo prevê neste ano um incentivo ao turismo homossexual, baseado em um acordo assinado entre Abrat GLS (Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes) e a Embratur em 21/10/2010[2].

O que foi feito do PNDH-3?

Em 21/10/2009, o presidente Lula presenteou os brasileiros com Decreto 7037/2009, que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)[3]. No programa constava explicitamente "apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos" (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g). Atendendo a protestos, em 12/05/2010 Lula resolveu suavizar o texto, com o decreto 7170/2010: "considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde". O conteúdo permaneceu o mesmo, embora velado, pois toda vez que o governo se refere ao aborto como tema de "saúde pública" não se refere à saúde do bebê em gestação, mas à saúde da gestante que sofre danos em razão de abortos "mal feitos". Permanece portanto, o propósito de descriminalizar o aborto e praticá-lo no SUS.

O mesmo decreto 7170/2010 resolveu recuar (ao menos, por enquanto), no propósito de "desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União" (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c).

No entanto, o PNDH-3 permaneceu intacto em seu propósito de "apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo" e "promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos" (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ações programáticas b, c), bem como de "garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão" (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). O propósito do PNDH-3 em relação à família resume-se no seguinte: "reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)" (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d).

Em vez de destruir, "desconstruir". "Heteronormatividade" é a regra, absurda para o governo, segundo a qual homens só se casam com mulheres, e mulheres só se casam com homens. É preciso destruir (ou "desconstruir") essa regra, reconhecendo outras formas de família, o que significa, na verdade, destruir a família natural. A família assim deixa de ser o "santuário da vida"[4] e passa a designar qualquer aglomerado de pessoas (no futuro, também animais?), com qualquer tipo de comportamento sexual (incluindo a pedofilia?), orientado ou não à procriação. A vida deixa de ser sagrada, para ser o produto do encontro casual de um macho e uma fêmea da espécie humana. A promoção do aborto é coerente com a defesa da desestruturação da família. Ambas são bandeiras de nosso governo petista.

Mais de R$ 300 milhões contra a "homofobia"

Segundo Lula, homofobia é uma "doença perversa"[5] que leva os brasileiros a não aceitarem com naturalidade o vício contra a natureza. Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, 99% dos brasileiros maiores de 16 anos têm essa "doença"[6]. Os sintomas são vários: desde franzir a testa diante das obscenidades de uma Parada Gay até não admitir um candidato homossexual em um seminário ou casa religiosa. Em 23 de novembro de 2010, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovou uma emenda ao orçamento de R$ 302,8 milhões para iniciativas de apoio à "prevenção e combate à homofobia"[7].

Criação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação

Para combater os 99% dos brasileiros doentes de "homofobia", em 9 de novembro de 2010, o presidente Lula criou, por meio do decreto 7388/2010, um Conselho Nacional de Combate à Discriminação[8], composto apenas pela elite daquele um por cento que não tem essa doença. Sua finalidade é "formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT" (art. 1º, decreto 7388/2010).

Benefícios previdenciários para duplas homossexuais

Em 9 de dezembro de 2010, o Ministério da Previdência Social assinou a Portaria 513/2010[9], que passa a enquadrar as duplas homossexuais no conceito de "união estável" para fins previdenciários. Sem dúvida, mais um passo em direção ao reconhecimento do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo.

"Kit gay" para crianças e adolescentes nas escolas

O Ministério da Educação e Cultura pretende forçar as escolas a corromper os adolescentes, apresentando a conduta homossexual como aceitável e a conduta "homofóbica" como abominável. Para este fim, foi produzido um "kit de material educativo [?] composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública". Parte do material foi exibido em 23 de novembro de 2010 na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, durante o seminário "Escola sem Homofobia". O vídeo "Encontrando Bianca" apresenta um jovem de 15 anos, chamado José Ricardo, que insiste em se vestir de menina e ser chamado de Bianca. Ele aparece como vítima de perseguições "homofóbicas" e sofre dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino. A versão feminina da peça audiovisual mostra duas meninas "namorando". Os produtores ficaram três meses discutindo sobre até onde deveria entrar a língua na cena do beijo lésbico[10].

Ministra Iriny defende o direito de a mulher "decidir"

Iriny Lopes, petista, escolhida por Dilma para ocupar o cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, declarou à Folha de São Paulo: "não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. [...] Ninguém defende o aborto, trata-se de respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar". No 3º Congresso Nacional do PT, em 2007, Iriny havia defendido a proposta de descriminalização do aborto, que se transformou em resolução do Partido[11].

Ministra Maria do Rosário promete cumprir PNDH-3

Maria do Rosário, petista, nomeada ministra da Secretaria de Direitos Humanos, em seu discurso de posse de 3 de janeiro de 2011, prometeu cumprir as metas do PNDH-3 e combater a "homofobia"[12].

Ministro Cardozo quer discutir descriminalização do uso de drogras

Em 5 de janeiro de 2011, o novo Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso declarou que é favorável a uma discussão pública sobre a descriminalização do uso de drogas. Para ele, o assunto "precisa ser colocado para a sociedade"[13].

PLC 122/2006: a incriminação da "homofobia"

Para o governo, opor-se ao homossexualismo não é apenas uma "doença perversa" que precisa ser curada, nem somente uma falta de educação que deve ser remediada com vídeos (des)educativos. O sonho do governo é transformar a "homofobia" em crime, instaurando o terror sobre a esmagadora maioria dos brasileiros ditos "homofóbicos". É isso o que pretende o PLC 122/2006, que o PT lamenta não ter conseguido aprovar até o final de 2010. É possível desarquivar o projeto, caso haja o requerimento de um terço dos senadores. Uma vez desarquivado, o PLC 122/2006 poderá continuar a tramitar pelo Senado.

Conclusão

O Brasil ainda não tem a eutanásia da Holanda, o "casamento" de homossexuais da Espanha nem o aborto dos Estados Unidos. Embora haja países mais moralmente corrompidos que o nosso, o governo brasileiro se destaca, desde a ascensão do PT em 2003, por uma campanha ininterrupta e onipresente em favor da corrupção das crianças, da destruição da família e da dessacralização da vida. Para nossa vergonha, é difícil imaginar, em todo o planeta, um governo que mais tenha investido na construção da cultura da morte.


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Anápolis, 11 de janeiro de 2011

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br

"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto

RCC: Aprovação da Santa Sé

RCC: Aprovação da Santa Sé
Vaticano

D E C R E T O
"Nós vivemos na Igreja um momento privilegiado do Esprito: declarou Sua Santidade Paulo VI em sua Exortao Apostólica "Evangelii Nuntiandi" (n. 75). De fato, existem muitos sinais pelo mundo onde podemos ver o fruto do Espírito. Correntes, movimentos e testemunhos de santidade renovam a comunhão e a missão da Igreja, apoiados nos dons carismáticos e hierárquicos.
Entre eles estão a Renovação Carismática Católica ou Renovação no Espírito e novas formas de Comunidades de vida que brotem desses dons. O vigor e os frutos da Renovação disse Sua Santidade João Paulo II aos participantes do 6 Congresso Internacional da Renovação Carismática em 15 de Maio de 1987 certamente do testemunho da presença poderosa do Espírito Santo na Igreja durante esses anos que se seguiram após o Concílio Vaticano II. claro que o Espírito tem guiado a Igreja por todo esse tempo fazendo brotar uma grande variedade de dons entre os fiéis. Graças ao Espírito, a Igreja mantém constantemente sua jovialidade e vitalidade. E a Renovação Carismática uma manifestação eloquente desta vitalidade nos dias de hoje, uma afirmação vigorosa do que o Espírito está dizendo às Igrejas (Ap 2, 7), enquanto nos aproximamos do final do segundo milênio.
Para apoiar as realidades bem diversas dos indivíduos e grupos que respondem ao apelo do movimento Católico Carismático, o Escritório Internacional da Renovação Carismática Católica tem dado, desde 1978, uma resposta concreta e positiva facilitando a comunicação e a cooperação entre todos.
Aceitando agora o pedido feito pelo ICCRS para obter o reconhecimento pontifcio, de acordo com o atual Código de Direito Canônico, Analisando os propsitos do ICCRS de serviço e promoção da Renovação Carismática Católica por todo mundo, sob a ao do Espírito Santo (art. 1), tendo uma preocupação especial com a fidelidade dos participantes da renovação carismática, tanto indivíduos quanto grupos, Igreja Católica, e sua obediência ao Santo Papa assim como aos outros bispos, de acordo com os ensinamentos da Igreja (art. 3), Tendo examinado atentamente os Estatutos apresentados pelo ICCRS e consultado diversos canonistas, e após a incorporação nos estatutos de observações feitas pelo Pontifício Conselho para os Leigos e pelo próprio ICCRS em 8 de Julho de 1993, Buscando e fortalecendo um relacionamento mais regular e institucional entre o ICCRS e a Santa Sé, particularmente através do Pontifício Conselho para os Leigos, cujo Vice-Presidente, Bispo Paul J. Cordes, foi nomeado pelo Santo Papa como Conselheiro Episcopal do ICCRS, "ad personam",
Apoiado pelos testemunhos positivos de muitos Cardeais e Bispos sobre o servio empreendido pelo ICCRS em concordância com a comunhão e a missão da Igreja,
Tendo também em mente que em 30 de Novembro de 1990 o Pontifício Conselho para os Leigos reconheceu a Fraternidade Católica das Comunidades de Aliança e Vida, como uma associação privada de fiéis, e na esperança que existir um relacionamento frutífero de diálogo e cooperação entre esta associação e o ICCRS, O P O N T I F Í C I O C O N S E L H O P A R A O S L E I G O S D E C R E T A
O reconhecimento do ICCRS como uma entidade de promoção da Renovação Carismática Católica, com personalidade jurdica, de acordo com o Canon 116, aprovando seus Estatutos, em sua forma original, depositados nos arquivos deste Dicastério.

PAUL J. CORDES - Vice-presidente
EDUARDO CARD. PIRONIO - Presidente
Do Vaticano, 14 de Setembro de 1993, Festa da Exaltação da Cruz

* Ex protestante: Fui estudar o Catolicismo para combatê-lo e tornei-me católico.


Meu nome completo é Alessandro Ricardo Lima, sendo o terceiro filho de meus pais entre quatro irmãos.

Nasci em Brasilia e Fui batizado na Igreja Católia quando tinha quase um aninho e idade. A cerimônia aconteceu na Igreja São José ao lado da Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro.

Mesmo sendo batizado na Igreja Católica, não segui esta fé. Pois desde muito pequeno minha irmã mais velha que era Luterana me levava para a Escola Dominical. Cresci congregando na Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (IECLB). Para agradar meu Pai fiz a primeira comunhão na Igreja Católica aos 15 anos. Mesmo sendo Luterano sempre tive muita admiração pelo exemplo de Vida de Nossa Senhora e lembro-me de gostar muito da figura de João Paulo II.

Durante determinada fase do final de minha adolescência me interessei em estudar Espiritismo, Magia e Alquimia, só por curiosidade. Jamis me inveredei por estes caminhos. Acreditava que para combater melhor estas doutrinas deveria conhecê-las melhor.

Quando terminei o segundo-grau fiz curso pré-vestibular onde conheci muitos jovens católicos. Foi nesta época que comecei a me interessar um pouco mais pela Igreja Católica. E participei de um grande encontro de jovens de duração de 3 dias, muito conhecido aqui em Brasília o “Segue-Me”. Fiz o V SEGUE-ME do Núcleo Verbo Divino.

Nesta época eu abandonei o Luteranismo e achava que havia me tornado católico. Era um jovem católico como muitos católicos que existem por aí, com um conhecimento muito superficial da doutrina da Igreja e sem conhecimento da memória cristã.

Em 1999 fui morar no Rio de Janeiro, pela influência de alguns parentes e amigos, comecei a frequentar a os cultos da congregação Maranata, fundada pelo sr. Paulo Brito. Lá me converti ao Pentecostalismo. Lá me rebatizaram.

Durante este ano, me tornei um fervoroso protestante, e como normalmente acontece não me faltou o ódio à Igreja Católica. Tive acesso a vários folhetos que “revelavam” as “mentiras” do catolicismo. E me empenhei muito em estudá-los e divulgá-los.
E nestas minhas pesquisas e estudos a Providência Divina cuidou que eu encontrasse o Site AgnusDei. O primeiro artigo deste site que abri foi um intitulado “Concordância Bíblia” de autoria do Professor Carlos Ramalhete. O artigo tratava da concordância Bíblica que a existia na doutrina dos sacramentos; mas uma frase deste artigo me chamou muito a atenção: “A Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe”. Nossa! Fiquei iradíssimo com aquilo, pois como um protestante que tinha a Sola Scriptura correndo em suas veias poderia dormir com um barulho daquele?
Entrei em contato com o referido Professor e com o Carlos Martins Nabeto, que era o criador do site.

Comecei a travar com eles uma série de debates. Comecei a me assustar quando me deparava com os Escritos Patrísticos, pois lá via que os primeiros cristãos confessavam o Catolicismo e não as novidades trazidas com a Reforma.
Comecei a ver que o que me ensinavam no protestantismo, não era a doutrina católica, era o que eles acham que era o Catolicismo.
Comecei a ver que o que me mostravam no protestantismo não era a Igreja Católica, mas uma caricatura dela.
O fato decisivo foi quando apresentei aos referidos irmãos, um material que dizia que a Igreja Católica incluiu os livros “apócrifos” na Bíblia durante o Concílio de Trento, que me rebateram me mostrando fragmentos de atas conciliares onde a Igreja já há mais de 1000 anos antes desta data já havia canonizado tais livros; me deram como referência a Bíblia de Guttemberg, que era anterior à Reforma, e já incluía tais livros.
Como trabalhava no Centro do Rio, fui à Biblioteca Nacional afim de conhecer a Bíblia de Guttemberg. Vendo os microfilmes pude constatar que o material protestante que estava em minhas mãos e que eu divulgava como sendo luz e guia da Verdade, era mais uma obra enganadora do Maligno.
Foi neste dia que com muita tristeza por ter perseguido a Igreja de Deus, me converti ao Catolicismo.

Enfrentei muitos problemas por causa da minha conversão, principalmente por causa de amigos e parentes. Em 03/2000 voltei à Brasília, e comecei então a preparar a chegada do Site Ictis, pois eu acreditava que tinha a obrigação de esclarecer os “católicos” que pensam que são católicos e os protestantes que pensam que são Cristãos. Dediquei-me tremendamente ao estudo dos Escritos Patrísticos, e a cada leitura, a cada estudo, me tornava cada vez mais Católico e mais tinha certeza do caminho que havia abraçado.

Sou formado em Processamento de Dados pela União Educacional de Brasília (DF) e possuo Especialização em Gerência de Projetos em Engenharia de Software pela Universidade Estácio de Sá (RJ). Sou Analista de Sistemas (com várias certificações do Mercado) e Professor Universitário aqui em Brasília.

Hoje me dedico ao estudo das origens cristãs, procurando divulgar o que tenho descoberto e a fonte de minhas informações para quem sabe outros vejam o que eu não pude ver.
E ajudo a manter este Apostolado Católico que tem como objetivo apresentar aos seus visitantes o VERITATIS SPLENDOR, isto é, o ESPLENDOR DA VERDADE. Pois como disse Nosso Senhor: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acender uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos que estão na casa.” (Mt 5,14-15).
Fonte: Servos de Maria


* “Parem de ver pornografia ou vocês destruirão suas vidas”, alerta ex-atriz pornô convertida.

Jennifer Case deixou a indústria do sexo três anos atrás pela graça de Deus, diz ela, e a mensagem dela para os homens é muito clara: “Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela”.

Numa entrevista para “The Porn Effect” (O Efeito Pornô), Case testifica de sua própria experiência pessoal acerca dos malefícios que a indústria pornográfica provoca nas mulheres envolvidas. Ela diz que ficou traumatizada, oprimida e abusada, e ficou viciada em drogas e precisava de dinheiro da pornografia para continuar tendo condições de comprá-las. Fisicamente ela tinha de lidar com doenças sexualmente transmissíveis: “Tive tantas infecções diferentes o tempo inteiro. Deixei Hollywood porque fiquei muito doente de clamídia. Meu abdome doía tanto que tive de voltar para casa”, disse ela.

A indústria pornográfica é alimentada pelos seus consumidores — eles e seu dinheiro impulsionam o destrutivo negócio — e daí dá para se atribuir os danos feitos a essas mulheres aos consumidores bem como produtores. Contudo, a ex-atriz pornô não guarda amargura contra os homens pela vida passada dela. Ela possui um discernimento profundo da natureza viciadora da pornografia e diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa vida.

“Homens, Deus ama vocês! Eu amo vocês também e sempre orarei por todos vocês, para que as cadeias sejam quebradas”, diz ela. “Você é escravo da pornografia tanto quanto qualquer atriz pornô. Se você está vendo pornografia ou está viciado à pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você olha pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida”.
Ela diz que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”.

“Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você”.

Num apelo muito franco, Case concluiu a entrevista dizendo: “Essas mulheres são preciosas e merecem ser amadas exatamente como vocês merecem. Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela. Em toda pornografia existe a filha de alguém. E se fosse a sua filhinha? Você pode realmente estar ajudando na morte de alguém! Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de AIDS, overdoses de drogas, suicídios, etc. Por favor, parem de olhar pornografia”.

Gospel Prime


* Você sabia? Igreja abriu seus arquivos históricos para buscar a verdade sobre a Inquisição. Veja o que descobriram.

30 milhões de mortos pela inquisição? MENTIRA!

Para muitos estes supostos dados de “milhões de mortes” são as provas claras e literais do obscurantismo e corrupção da Igreja católica durante a “Idade das Trevas” podemos então afirmar a veracidade destes números que pressupõem que um verdadeiro “holocausto” foi promovido por parte do clero da Igreja Católica?

É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, pior nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmativa de que a Igreja “torturou e matou milhares”, alguns dizem milhões de pessoas aniquiladas pela Inquisição.

Há também diversos ambientes acadêmicos no Brasil em que é nítido tal interpretação, são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objeções. É inegável a atuação da Inquisição assim como os julgamentos, qualquer contraposição é uma aberração um erro grotesco de história, a crítica veiculada neste texto é dirigida aos números de mortes e incidentes referentes aos cerca de 386 anos de atuação, deste tribunal eclesiástico.
Muitos podem até dizer que números não importam, contudo ela “matou e torturou”, a questão é que nesta situação os números representam o maior pretexto e fonte de contradições a temática, pois tendem a alimentar e propagar a ideia de uma tragédia histórica, sem controle, um crime, um perverso e criminoso ato, vindo da Igreja contra a humanidade.

Não levando em conta os fatores, o contexto e as posições religiosas da época estaria correto colaborar com estas argumentações e afirmações?

Teria sido uma ferramenta de perseguição e extermínio de quem ousava pensar diferente? ou trata-se de posições subjetivas oriundas do homem contemporâneo?
Vale salientar que estas sociedades eram claramente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e da religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43), tinham como ferramentas de prevenção, a condenação de grupo ou individuo, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além de evitar a propagação de heresias e divisões entre os fieis na Cristandade, assim os códigos penais abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu.
E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7) que evitavam a expansão de cismas e heresias. Mas seriam verdadeiros estes indicies sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou das Cruzadas, centram-se também nos erros e faltas morais de alguns filhos da Igreja para fazê-los de “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as estarem lançando em rosto à Igreja.” como disse o historiador e Pe. W. Devivier, S.J. Fato que “é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo” segundo Hilaire Belloc.
A principal finalidade do artigo não é amenizar os efeitos da Instituição ou fazê-la mais branda, mas trazer a tona os fatos e verdadeiros números da referida instituição, cujos estudiosos sérios testemunham para que possamos construir uma justa interpretação do tema, sem nos veicularmos a nenhuma propaganda anticatólica.
Vamos tomar como referência as Atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição, em que 30 grandes historiadores participaram vindos de diversas confissões religiosas, para tratar historicamente da Inquisição, proposta motivada pela Igreja.

O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade”?
O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro de 1998.
Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As Atas deste Simpósio, foram anos depois reunidas e apresentadas ao público, sob forma de livro contendo 783 paginas, intitulado originalmente de “L’Inquisione” pelo historiador Agostinho Borromeo, professor da Universidade de La Sapienza de Roma. O mesmo historiador lembrou “Para historiadores, porem, os números têm significado” (Folha de S. Paulo, 16 junho 2004).
As atas documentais do Simpósio, já foram utilizadas em vários obras de historiadores, e continuam a ser, tais documentos são resultados de uma profunda pesquisa sobre os dados de processos inquisitoriais: as seguintes afirmações foram declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.
Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:
“A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7 (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”
Sobre as famosas “caças as bruxas”:
“Dos 125.000 processos de sua historia [tribunais eclesiásticos], a Inquisição espanhola condenou a morte 59 “bruxas”. Na Itália. 36 e em Portugal 4.”
E a propaganda de que “foram milhões”:
Constatou-se que os tribunais religiosos eram mais brandos do que os tribunais civis, tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que mataram milhares de pessoas.
Sentenças de uma famoso inquisidor: “Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).
O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usava-se tortura, representam números pouco expressivos, ao contrario do se imaginava e foi propagado.

Os dados são uma verdadeira demolição e extirpação de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição. “Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998). Bom que tudo isto tem mudado é sinal de esperança, tomara que haja uma nova reconstrução “hermenêutica”, sendo esta necessidade histórica.
Que com uma justa crítica acurada, superem-se as ambiguidades historiográficas. Pena que as correntes históricas penduram-se e os teóricos antigos, dizem eles os “conceituados” continuam a ser as referencias “fidelíssimas”, assim na prática pedagógica e histórica; seja superior (acadêmica) ou (média e fundamental) ensinos públicos, continua à ritualista tradição a-histórica, não transparente sobre os acontecimentos e de tom feiticista e alienado, incluindo dentre destes, muitos estudiosos, professores, e jornalistas brasileiros e do resto do mundo. “Há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente supõe o que seja a Igreja Católica” (Bispo americano, John Fulton Sheen). Referencias: AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1º ed. Cleofas. Lorena. 2009. DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925. L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998. PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964. ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993. Texto de John lennon J. da Silva

Publicado no site: http://www.veritatis.com.br/apologetica/artigospapaprimado/933-a-inquisicao-exterminou-30-milhoes-de-pessoas

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Caso queira mergulhar nessa notícia, coloque no google “Atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição”

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

por Everth Queiroz Oliveira

Luiz Mott, decano do movimento homossexual brasileiro, entrou em nosso blog e fez um comentário tanto quanto tendencioso no post “Culto ao homossexualismo”, onde eu criticava as palavras de Juliana Paes quando ela falava que não há problema nenhum em se prestar um culto ao homossexualismo, o que é absurdo. Mais absurdo ainda é observar uma pessoa tentando usar a Bíblia para defender a imoralidade. Isso sim é triste, deplorável e lamentável.

Apesar de absurdo, não é de se admirar que, em nosso mundo, existam pessoas empenhadas em defender suas idéias depravadas usando até mesmo da Palavra de Deus, uma vez que o próprio São Paulo profetizou que não faltariam desses homens corruptores de doutrina nos últimos tempos: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2 Tm 4,3-4). E São Pedro alertava: “N[as cartas de São Paulo] há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2 Pd 3,16).

Invoco, antes de buscar refutar as idéias propostas por Mott, a sabedoria do Altíssimo e a humildade da Santíssima Virgem Maria para que possam me acompanhar nessa “cruzada” de fé. Invoco também a intercessão de São Jerônimo, profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, que não hesitou em pregar a Palavra contra os difamadores do Reino: “Invoco o Espírito Santo para que Ele possa se expressar através da minha boca” (São Jerônimo, Tratado contra Helvídio, 2) e que eu possa defender a verdade do Reino contra a promiscuidade do homossexualismo.

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O título do seu texto é “O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade”. Pois então, o que todo cristão deve saber acerca desse tema está nas Sagradas Escrituras, não existe necessidade de mais nenhum comentário. E a Bíblia é clara quando fala sobre o homossexualismo, seja no Antigo Testamento, seja na Nova Aliança. No AT, por exemplo, a Lei de Moisés diz: “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação” (Lv 18,22); e ainda: “Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa” (Lv 20,13). A destruição de Sodoma – é o que apontam as passagens bíblicas e a doutrina da Igreja – se deveu às atitudes pecaminosas do povo dali. No Novo Testamento, São Paulo é mais claro ainda:

“Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno” (Rm 1,26-28).

Desses trechos não seria necessário mais nenhuma prova de que Deus condena severamente o homossexualismo. Mas Luiz Mott insiste. Destacaremos aqui – como ele fez – ponto a ponto suas idéias.

I. Não há o termo “homossexual” na Bíblia

Sem dúvida, não há mesmo. Essa palavra é contemporânea. O que não quer dizer, contudo, que Deus não condenaria essas práticas. Elas não tinham nome, mas os escritores sagrados a designavam de outras maneiras, como podemos ver, por exemplo, na carta de São Paulo aos Romanos (cf. 1,26-28), no trecho que acabamos de citar. São poucas – eu diria: raríssimas – as traduções bíblicas que trazem a palavra “homossexual”, justamente pelo fato de ela, no contexto daquele tempo, não existir. Contudo, numa linguagem mais atual, muitas passagens sagradas guiam a esse termo. Não vamos entrar muito nessa questão.

II. Antiguidade e homossexualidade

Diz Luiz Mott que “a prática do amor entre pessoas do mesmo gênero, porém, é muito mais antiga que a própria Bíblia”. Não é de se duvidar que a prática homossexual seja antiga. Afinal, os homens, em todo o tempo, foram pecadores. A questão do pecado original, por exemplo, com ou sem a existência da Bíblia, seria uma realidade. “Todos pecaram – diz São Paulo – e estão privados da glória de Deus” (Rm 3,23). Contudo, – volto a afirmar, isso não quer de nenhum modo dizer que Deus permitia o homossexualismo. Seria anacrônico afirmar isso. As filhas de Lot, por exemplo, tiveram relações com seu pai e nem por isso essa atitude estava certa. Contudo, uma vez que a Lei de Deus ainda não havia sido prescrita aos homens, eles não conheciam a Sua Verdade e, desse modo, pecavam sem conhecimento.

Com a Lei de Moisés prescrita, contudo, não há mais desculpas. O homem peca se quiser. Pelo conhecimento da verdade, se sente livre a fazer o certo ou o errado com base numa moral. E foi isso que Deus fez: estabelecê-la entre os homens para que eles fielmente a pudessem seguir.

III. Condenação da idolatria

“Segundo os mais respeitados exegetas contemporâneos, (estudiosos das escrituras sagradas), fazia parte da tradição de inúmeras religiões de localidades circunvizinhas a Israel, a prática de rituais religiosos homoeróticos, de modo que esta condenação do Levítico (cf. 18,22; 20,12) visava fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolátricos e não a homossexualidade em si”.

Esses “respeitados” exegetas contemporâneos se esquecem que “nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal” (2 Pd 1,20). Para incitar ao homossexualismo, deturpam de modo descarado as Sagradas Escrituras, como se elas fossem propriedade de criaturas imperfeitas que agem sem a garantia do Espírito Santo.

Analisemos, primeiro, o que dizem as condenações do Levítico ao homossexualismo:

18,22: “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação”. O que é uma abominação? Deitar-se com um homem, como se fosse mulher. Deus não está proibindo o homem de deitar com outro homem. Está proibindo que eles se deitem para fazer atos sexuais. Ora, Ele diz “como se fosse mulher”. Se conclui, portanto, que se um homem se deita com outro como se fosse homem então não há problema algum, pois ambos apenas deitarão e não realizarão nenhuma atitude além disso. Identificamos, com esse versículo, não só o fato do ato homossexual ser uma abominação; observamos que Deus vê com naturalidade as relações heterossexuais e não as contrárias a isso. Quando diz “como se fosse mulher”, destaca que relação natural do homem é com a mulher e não com outro homem. Ter relações sexuais com outro homem é abominável.

O versículo 12 do capítulo 20 do Levítico confirma a mesma coisa: o ato homossexual é abominável. Mas Luiz Mott diz que a condenação do Levítico “visava fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolátricos e não a homossexualidade em si”. Se isso fosse de fato verdade Deus não chamaria o ato sexual entre o homem e outro homem de abominação e nem diria que, fazendo isso, eles estariam se contaminando: “Não vos contamineis com nenhuma dessas coisas, porque é assim que se contaminaram as nações que vou expulsar diante de vós” (Lv 18,24). Veja: é verdade que Deus buscava afastar a ameaça do povo de Israel, mas é verdade também que foram com essas práticas (cf. versículo 22 do mesmo capítulo) que os povos vizinhos a Israel se contaminaram. A homossexualidade é, portanto, uma abominação e uma contaminação, segundo o que afirma a bíblia.

Pergunta ainda Mott:

“Por que católicos e protestantes conservam somente a condenação da homossexualidade, enquanto abandonaram dezenas de outras proibições decretadas pelo mesmo Senhor?”

Enquanto algumas prescrições da Antiga Lei foram aperfeiçoadas por Jesus Cristo, outras, no entanto, permaneceram conservadas. Ora, e como comprovar isso? A carta de São Paulo aos Romanos é prova: “Os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza” (Rm 1,27). Enquanto, por exemplo, a guarda do sábado, com Jesus Cristo, foi aperfeiçoada – para o domingo – a homossexualidade continuou sendo condenada severamente pelo mesmo Senhor.

IV. Davi e Jônatas: o amor homossexual

Essa afirmação tendenciosa de que o amor entre Davi e Jônatas era homossexual não é comprovada pela Bíblia. Pelo contrário: se Davi foi de fato observador assíduo dos mandamentos do Senhor (cf. Eclo 49,5), não poderia transgredir contra as ordens levíticas que puniam com pena de morte os praticantes do homossexualismo. Mas Mott chama a relação existente entre Jônatas e Davi de indiscutivelmente homossexual. Ora essa, baseado em que ele poderia me afirmar isso?

“Eis a declaração do santo rei salmista para seu bem-amado: ‘Tua amizade me era mais maravilhosa do que o amor das mulheres. Tu me eras deliciosamente querido!’ (2 Sm 1,26).”

A tradução que João Ferreira de Almeida faz desse versículo não usa a palavra “deliciosamente”: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres” (2 Sm 1,26). E a Bíblia católica não usa nem uma nem outra: “Jônatas, meu irmão, por tua causa meu coração me comprime! Tu me eras tão querido! Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres” (2 Sm 1,26). Nenhuma tradução usa essas palavras usadas por você. É asqueroso usar a palavra deliciosamente para favorecer seus interesses. Isso é vergonhoso e vagabundo. Quando Samuel fala da sua amizade (vide Bíblia Católica) com Jônatas, ele diz que é mais preciosa que o amor das mulheres, mas não substitui o amor das mulheres pela amizade de Jônatas. Esse aspecto é importantíssimo de se observar.

Não é são nem mesmo inteligente chamar Davi de gay baseado numa tradução que você próprio fez da Bíblia – para a sua própria ruína, sublinho -; também não é sábio falar da relação entre Rute e Noemi como se fosse homossexual… Enfim, não é são observar a Bíblia sobre o seu ponto de vista.

V. É bom dois homens dormirem juntos…

Mott agora cita a passagem do Eclesiastes (4,11) para defender dois homens dormindo juntos. Ora, qual o problema em dois homens dormirem juntos? Nenhum! Vai depender da finalidade. O Levítico não condena que dois homens durmam juntos. Ele condena que dois homens durmam juntos para terem relações sexuais: “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher” (18,22). Portanto, analisando o contexto bíblico, observamos que Eclesiastes não quer falar do ato homossexual, mas do simples ato de dormir. Além disso, em Eclesiastes 4, o autor sagrado está falando do quão ruim é ser sozinho. E isso não tem nada a ver com sexo ou relações sexuais. Diz ele, no versículo 10: “Ai do homem solitário: se ele cair não há ninguém para o levantar”. É nesse sentido que o Eclesiastes fala do “homem dormindo com outro homem”. Não se pode tirar um versículo isolado da Sagrada Escritura para defender algo que a Bíblia condena severamente.

VI. O pecado de Sodoma e Gomorra não era a sodomia

A outra deturpação bíblica que Mott busca fazer da Sagrada Escritura fundamenta-se acerca dos pecados de Sodoma e Gomorra. Afirma ele erroneamente que “não há evidência histórica ou arqueológica que confirme (…) que tais cidades teriam sido destruídas por uma catástrofe”. Mas o testemunho bíblico é claro: “O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo” (Gn 19,24-25). Portanto a evidência histórica existe sim. Ora o que a Bíblia senão um livro histórico? Não relata ela a história do povo de Israel e, especificamente nesse caso, dos patriarcas que viveram antes da lei de Moisés?

Mas Luiz Mott garante que, em Gênesis 19,1-11, “quando os habitantes de Sodoma declararam desejar ‘conhecer’ os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo ‘conhecer’ como sinônimo de ‘ato sexual’”. Maliciosamente? Será que foi assim mesmo? Vejamos:

“E chamaram Lot: ‘Onde estão, disseram-lhe, os homens que entraram esta noite em tua casa? Conduze-os a nós para que os conheçamos.’ Saiu Lot a ter com eles no limiar da casa, fechou a porta atrás de si e disse-lhes: ‘Suplico-vos, meus irmãos, não cometais este crime. Ouvi: tenho duas filhas que são ainda virgens, eu vo-las trarei, e fazei delas o que quiserdes. Mas não façais nada a estes homens, porque se acolheram à sombra do meu teto’.” (Gn 19,5-8)

Os homens da cidade querem “conhecer” os visitantes que estão na casa de Lot. Para entendermos o sentido da palavra ‘conhecer’, devemos pô-la num contexto. E o contexto da ocasião é claro em mostrar que os homens da cidade queriam “cometer um crime” contra os que estavam hospedados na casa de Lot. Ora, mas que crime seria esse? Ora, só pela palavra ‘conhecer’, já identificamos que é um ato sexual. Existem outros trechos na Bíblia que têm também este sentido. Por exemplo, Maria, quando soube que daria à luz Jesus, exclamou: “Como se fará isso, pois não conheço homem?” (Lc 1,34).

Ah, mas dirão os defensores da homoafetividade: não podemos afirmar que o sentido daquela palavra representa um homossexual. Ora, e como explicar então o fato de Lot oferecer suas duas filhas virgens a eles? Por que ele faria isso? Não deveria ser um ato muito grave para que Lot oferecesse suas próprias filhas aos rebeldes de Sodoma? Enfim, dizer que os pecados de Sodoma e Gomorra não foram a sodomia é, sobretudo, anti-bíblico.

VII. O verdadeiro pecado de Sodoma: injustiça e falta de amor

A Bíblia aponta como pecados de Sodoma “opulência, glutoneria, indolência, ociosidade” (Ez 16,49). Mas, como Mott mesmo reconhece, os livros do Novo Testamento – Judas e São Pedro – falam dos pecados de Sodoma de uma maneira mais direta: “Da mesma forma Sodoma, Gomorra e as cidades circunvizinhas, que praticaram as mesmas impurezas e se entregaram a vícios contra a natureza, jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 1,7). Os vícios contra a natureza, dos quais fala Judas, são os mesmos que São Paulo falou na sua carta aos Romanos: “… mudaram as relações naturais em relações contra a natureza” (Rm 1,26). Enfim, é praticamente inegável que os pecados de Sodoma não eram somente relacionados a sentimentos mais abstratos como amor e justiça; esses estavam diretamente relacionados à impureza, ao vício e à própria corrupção e condenação ao inferno.

Falar que o verdadeiro pecado de Sodoma era a injustiça e a falta de amor não é errado. Mas é sim errado desvincular essas duas faltas da questão do homossexualismo. São Paulo mesmo proclamava que havia uma profunda ligação entre essa depravação sexual e os demais pecados, como idolatria, impiedade, perversidade, malícia, cobiça, maldade e inveja (cf. Rm 1,29). Dizia isso porque, o termo do pecado, independente da sua natureza, “é a morte” (Rm 6,23). Se é, portanto, verdade que Sodoma pecou por injustiça e falta de amor é também verdade que pecou por impureza e vício. A última encíclica do Papa Bento XVI chama-se justamente Caritas in Veritate. Ora o que é isso? Ela é a ligação estreita que deve existir entre o amor e a verdade, entre a caridade e a moral. Sem a moral, a caridade se torna maliciosa e impura.

VIII. Má tradução das epístolas de São Paulo

Ou má interpretação das mesmas, uma vez que essa é clara ao condenar o homossexualismo. Mott alega que algumas passagens das cartas de São Paulo foram mal traduzidas. Seriam elas Rm 1,2 (que nem fala sobre o tema); 1 Cor 6,9 (que usa o termo “efeminados” para caracterizar alguns homens que não possuirão o Reino de Deus); Cl 3,5 e 1 Tm 1,10. Dizem elas que os efeminados não possuirão o Reino. E não possuirão mesmo! Ora, diz claramente São Judas que os pecadores de Sodoma e Gomorra, que pecavam contra a própria natureza, “jazem lá como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” (Judas 1,7). Então, essa é uma realidade, independente do erro ou não da tradução das epístolas paulinas.

Diz ele: “Há teólogos protestantes que chegam a diagnosticar Paulo de Tarso como homossexual latente”. Não é a toa que a Igreja definiu que “o ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo” (DV 10). Para favorecer a verdade que convém ao que interpreta, vale tudo, até mesmo encontrar coisas onde elas não definitivamente não existem. Lamentável mesmo.

IX. Jesus nunca condenou os amantes do mesmo sexo

“Se o “homossexualismo” fosse uma coisa tão abominável, certamente o Filho de Deus teria incluído esse tema em sua mensagem, e Javé nos dez mandamentos”, diz Mott. Não havia necessidade. Ora, Jesus mesmo disse que “veio para levá-los [a lei e os Profetas] à perfeição” (Mt 5,17) e não para aboli-los. Sendo assim, cumpria a exortação levítica (cf. 18,22; 20,12) à risca. Além disso, será que Jesus Cristo não condenou mesmo o homossexualismo? Quem sabe disso? Não diz o evangelista João que “Jesus fez ainda muitas outras coisas” e que “se fossem escritas uma por uma, nem o mundo inteiro poderia conter os livros que deveriam escrever” (Jo 21,25)? Não sabemos se Jesus condenou ou não a homossexualidade, mas, se não condenou publicamente, não quer dizer que ele a aprovava. Se são os apóstolos os guardas fiéis das palavras de Cristo, sabemos que Ele condenou a iniqüidade, a impureza e também as relações depravadas contra a natureza das quais fala São Paulo no capítulo 1 da carta aos romanos.

Agora Mott blasfema: “Há teólogos que chegam a sugerir que Jesus era homossexual, pois além de nunca ter condenado o homoerotismo, conviveu predominantemente com companheiros do seu próprio gênero, manifestou particular predileção pelo adolescente João, “o discípulo amado”, nunca se casou, além de revelar muita sensibilidade com as crianças e com os lírios do campo, comportamentos muito mais comuns entre homossexuais do que entre machões”. Dessa maravilhosa tese de Mott, observamos que ele não consegue ver um amor entre dois homens que não seja carnal. Se um homem ama a outro, então ele é transviado, homossexual? Não!! Ora, não mandou Jesus Cristo que nos amássemos uns aos outros? Fazendo isso, por acaso, estamos transando com os outros? É duro perceber que não é possível, na cabeça de alguns, relacionar o amor com a pureza e a amizade. Lamentável.

Depois, relacionar a cura do servo do centurião e o rito de lava-pés com o homossexualismo só pode ser brincadeira… Triste, deplorável, condenável.

X. Os fundamentalistas deturpam as Sagradas Escrituras

Impressionante observar que não são somente eles que as deturpam. Os iníquos também o fazem. E com todo gosto, embora sua conduta não o permita, proclamam com voracidade: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Ora, e o que é a verdade? São por acaso as falácias de Mott? Creio que não… E digo mais: se estamos lendo a Bíblia para encontrar nela uma verdade conveniente então estamos lendo o livro errado porque não é possível conciliar a vontade de Deus aos desejos perversos desse mundo promiscuo e vagabundo.

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Lembremo-nos de São Tiago: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominação por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4,4). E não deixemos que façam com as Escrituras o que desejam. Se não daqui uns dias vão querer afirmar que Deus não existe, baseando-se na Bíblia.

Graça e paz.