terça-feira, 22 de novembro de 2011


* O ato conjugal no matrimônio: A Igreja não trabalha com “Manuais” mas com princípios e conceitos.


Uma vez convertidos, e iniciando um aprofundamento da doutrina católica, naturalmente os casados – e da mesma forma os noivos e namorados – se preocupam que a sua vivência – presente ou futura – da sexualidade esteja igualmente dentro dos limites da moralidade católica. Tal preocupação é louvável. No entanto, devemos levar em conta alguns pontos, quando se reflete sobre esse assunto.

O hinduísmo, por exemplo, tem um manual de práticas sexuais, o famoso “Kama Sutra”. Porque essa religião oriental assim o fez? Podemos nós católicos nos utilizar desse manual?

Para os hindus, os pilares da vida material são Artha (economia e riqueza), Kama(estética e prazer), Dharma (justiça e religião) e Moksha (liberação), devendo o hindu que busca o equilíbrio investir igualmente em todas essas áreas. Para o hinduísmo, não existe o conceito de salvação pela graça, o homem deve trilhar seu caminho, com práticas religiosas, orações, yoga, ascese, até conseguir atingir – por esforço próprio – o nirvana, superando o ciclo de reencarnações.

As orientações contidas no Kama Sutra estão permeadas de filosofias e ensinamentos da religião hindu, além do que, nem todas as práticas recomendadas serão compatíveis com a moral católica, o que o descarta como possível manual de sexualidade pelo casal católico.

O catolicismo, por outro lado, não tem um manual de práticas sexuais. Não há listas, muito menos ilustrações, do que é lícito ou não. A moral católica trabalha com conceitos e princípios, que nós, através de um exercício mental, devemos aplicar.

Para termos a real noção do que é a sexualidade no matrimônio, podemos iniciar com os seguintes questionamentos:

O que significa o matrimônio e a relação sexual no plano divino? Para que Deus os criou? Qual a Sua intenção? Qual o modelo que temos para viver a relação sexual no matrimônio? Qual o contexto que me realiza como pessoa na vivência da relação sexual?

Primeiramente, cabe desfazer o mito de que “sexo é sujo”.

“Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar! ” (Provérbios 5,18-20)

O casamento não é uma questão periférica na vida cristã, mas sim, encontra-se no centro do mistério. Por meio de sua analogia, comunica o mistério de Deus.

“A Sagrada Escritura começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com uma visão das ‘núpcias do Cordeiro’. As Escrituras falam do começo ao fim sobre o casamento e seu ‘mistério’, sua instituição e o significado que Deus lhe deu, sua origem e seu fim, … as dificuldades em se erguer do pecado, e sua renovação ‘no Senhor’”. Do começo ao fim do Antigo Testamento, o amor de Deus por seu povo é descrito como o amor de um esposo por sua noiva. No Novo Testamento, Cristo encarnou este amor. Ele veio como o Noivo Celeste para unir-se indissoluvelmente à sua Noiva, a Igreja.[1]

Diz o Papa João Paulo II: “Neste mundo inteiro não há uma imagem mais perfeita da União e Comunidade de Deus. Não há nenhuma outra realidade humana que corresponda melhor, humanamente falando, àquele mistério divino”[2].

O Sacramento do matrimônio consiste, basicamente, na livre troca de consentimento adequadamente testemunhada pela Igreja. A união sexual consuma este sacramento — completa, aperfeiçoa. Através da união sexual, portanto, as palavras dos votos matrimoniais tomam corpo. Para que a união sexual seja legítima, no matrimônio, são requisitos a livre concordância com uma união de amor indissolúvel, fiel e aberta aos filhos.

O ato sexual deve atender a dois aspectos, o unitivo e o procriativo. O unitivo reflete o dom de entrega total entre os esposos, e o procriativo implica na abertura à geração de filhos.

“O corpo tem um significado esponsal porque revela o chamado do homem e da mulher a se tornarem dom um para o outro, um dom que se realiza plenamente na sua união de ‘uma só carne’. O corpo também tem um significado generativo que, se Deus permitir, traz um “terceiro” através desta união.” [3] Sobre a moralidade do sexo no matrimônio, Christopher West escreve, baseando-se nas catequeses de João Paulo II (grifos meus): João Paulo II diz que nós “podemos falar sobre moral bem ou mal” no relacionamento sexual “de acordo com o quanto ele possui… ou não o caráter de verdadeiro sinal”. Em resumo, nós somente precisamos fazer a seguinte pergunta: Seria um determinado comportamento, um autêntico sinal do amor divino ou não? A união sexual possui uma “linguagem profética” porque ela proclama o próprio mistério de Deus. Mas o Papa acrescenta que precisamos ser cuidadosos em distinguir entre verdadeiros e falsos profetas. Se somos capazes de dizer a verdade com o corpo, também somos capazes de falar contra esta verdade. A fim de serem “fiéis ao sinal”, os esposos precisam falar como Cristo fala. Cristo dá seu corpo livremente (”Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar”, Jo 10,18). Ele dá seu corpo sem reservas (”até o extremo os amou”, Jo 13,1). Ele dá seu corpo fielmente (”Eu estarei sempre convosco”, Mt 28,20). E ele dá seu corpo fecundamente (”Eu vim para que tenham vida”, Jo 10,10). É com este amor que o casal se compromete no matrimônio. De pé ante o altar, o padre ou diácono pergunta a eles: “Vocês vieram aqui livremente e sem reservas para darem-se um ao outro em casamento? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Vocês prometem receber com amor os filhos que Deus vos der?” Então, tendo concordado em amar como Cristo ama, o casal é destinado a encarnar tal amor em sua relação sexual. Em outras palavras, a união sexual é destinada a ser o lugar onde as palavras dos votos matrimoniais “se tornam carne”. Quão saudável seria um casamento se os esposos, ao invés de encarnar seus votos, fossem regularmente infiéis aos mesmos, regularmente falando contra eles? Aqui reside a essência do mal da contracepção. O desejo de evitar uma gravidez (quando há razões suficientes para isso) não é o que corrompe o comportamento dos esposos. O que corrompe o sexo acompanhado de contracepção é a escolha específica de tornar estéril uma união potencialmente fértil. Isto torna o sinal do amor divino um “contra-sinal”. O amor divino é generoso; ele gera. E, para tornar mais simples, é por isso que Deus nos deu genitais – para capacitar os esposos a refletir em seus corpos (a “encarnar”) uma versão terrena de seu amor livre, total, fiel e fecundo. Quando os esposos escolhem usar contracepção – isto é, quando eles adulteram voluntariamente o potencial criativo de sua união – eles se tornam “falsos profetas”. Seu ato sexual continua “falando”, mas ele nega o vivificante amor de Deus. Mas, é possível a paternidade responsável sem ferir a moral católica? A resposta pode ser encontrada na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, que também enfoca a necessidade de cada casal formar sua consciência, sempre sob a orientação do magistério da Igreja. É o dever de cada casal aplicar estes princípios básicos em suas situações particulares. Os esposos sabem que no dever de transmitir e educar a vida humana que deve ser considerado como a sua missão específica , eles são os cooperadores do amor de Deus Criador e como que os seus intérpretes. Desempenhar-se-ão, portanto, desta missão com a sua responsabilidade humana e cristã; com um respeito cheio de docilidade para com Deus, de comum acordo e com esforço comum, formarão retamente a própria consciência, tendo em conta o seu bem próprio e o dos filhos já nascidos ou que prevêem virão a nascer, sabendo ver as condições de tempo e da própria situação e tendo, finalmente, em consideração o bem da comunidade familiar, da sociedade temporal e da própria Igreja. São os próprios esposos que, em última instância, devem diante de Deus, tomar esta decisão. Mas, no seu modo de proceder, tenham os esposos consciência de que não podem proceder arbitrariamente, mas que sempre se devem guiar pela consciência, fiel à lei divina, e ser dóceis ao Magistério da Igreja, que autenticamente a interpreta à luz do Evangelho. Essa lei divina manifesta a plena significação do amor conjugal, protege-o e estimula-o para a sua perfeição autenticamente humana. Assim, os esposos cristãos, confiados na divina Providência e cultivando o espírito de sacrifício, dão glória ao Criador e caminham para a perfeição em Cristo quando se desempenham do seu dever de procriar com responsabilidade generosa, humana e cristã. Entre os esposos que deste modo satisfazem à missão que Deus lhes confiou, devem ser especialmente lembrados aqueles que, de comum acordo e com prudência, aceitam com grandeza de ânimo educar uma prole numerosa. No entanto, o matrimônio não foi instituído só em ordem à procriação da prole. A própria natureza da aliança indissolúvel entre pessoas e o bem da prole exigem que o mútuo amor dos esposos se exprima convenientemente, aumente e chegue à maturidade. E por isso, mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrimônio conserva o seu valor e indissolubilidade, como comunidade e comunhão de toda a vida. [5] Diz ainda, o Catecismo da Igreja Católica: “A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” (CIC 2370). Importante que se ressalte que a fim de que a paternidade seja “responsável”, a decisão de evitar a união sexual durante o período fértil ou a decisão de se entregar à união sexual durante o período fértil não pode ser motivada pelo egoísmo. Se um casal está em dúvida quanto às suas razões e práticas, é certamente recomendável procurar um sábio aconselhamento, de preferência com um sacerdote. Mas a responsabilidade da decisão recai, em última instância, sobre o casal. Da mesma forma quando o assunto se volta para as práticas sexuais: o importante não é ficar classificando práticas (isso pode, isso não pode), mas se ter a noção do que é essencial: a abertura à vida, e a indissociabilidade dos dois fins da união sexual entre um homem e uma mulher que se amam, se respeitam, se entregam – não usam o corpo do outro de forma egoísta para obter satisfação.

Listamos abaixo alguns tópicos que são objeto de dúvidas recorrentes entre nossos leitores, através do “fale conosco”, a fim de ajudar nossos leitores a aplicar os princípios acima abordados.

Sexo Oral X Carícia Oral.

No chamado “sexo oral”, a finalização ocorre de forma e em lugar antinatural, desvirtuando o ato, dissociando o fim unitivo do procriativo, pelo que é, em si, moralmente ilícito. Já as carícias orais são feitas com a boca no corpo do cônjuge, como preliminares. A finalização do ato, no entanto, ocorre de forma e no lugar natural. Poderão ser moralmente lícitas, se combinadas com todo o contexto da união sexual abordado anteriormente. Tais carícias são espécie do gênero ato incompleto, que é definido pelo moralista Del Greco como segue: Os atos incompletos. Podem ser, por exemplo, os atos imperfeitos de luxúria (beijos, abraços, toques, olhares, etc.), os quais dispõem os cônjuges ao ato conjugal.

a) Se se referem ao ato conjugal no sentido de constituirem preparação para este, sãpo sempre permitidos, quer no próprio corpo, quer no corpo da outra parte.

Devem, porém evitar os cônjuges que de tais atos por serem muito prolongados resulte uma polução, ainda que não voluntária.

Pornografia.

Antes de abordar diretamente o caráter imoral da pornografia, relevante mencionar que, uma vez que a sexualidade humana é facilmente ‘condicionada’, quando alguém se acostuma a se ‘excitar’ de um certo modo, com o passar do tempo, tende a necessitar desse estímulo particular. O uso constante de pornografia pelo casal tem esse efeito de reforçar a atitude de usar o corpo da outra pessoa para o próprio prazer, e não mais ver o outro como uma pessoa completa: corpo, alma e espírito. A relação pode descambar para uma espécie de sessão masturbatória em conjunto, com o corpo do outro como instrumento.

Além e independentemente disso, a pornografia é uma prática imoral, de vez que se vale da imoralidade alheia. Homens e Mulheres nus, relações sexuais explícitas na frente das câmeras – usando uns aos outros, sem serem casados, e, mesmo que os atores sejam casados, numa falta de pudor – são pecados. Como pode o cristão pretender excitar-se com o pecado alheio, ser indiferente ao fato de que pessoas vão para o inferno, e até mesmo realizar-se com isso?

O Catecismo da Igreja Católica é bem claro: “A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros, para exibi-los a terceiros, de maneira deliberada. Ela ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. É uma falta grave. As autoridades civis devem impedir a produção e a distribuição de materiais pornográficos”. (CIC §2354).
Por fim, além de ser um grave pecado e levar ao vício, a pornografia intensifica a vontade de buscar só a própria satisfação, ao invés de servir a outra pessoa, indo contra a dignidade do ato conjugal.

O casal católico deve abster-se de toda e qualquer prática que atente contra a dignidade do ato conjugal. Em síntese: Uma relação sexual entre um casal casado, mas em que os cônjuges, ao invés de se unirem em uma entrega real, somente usam o corpo do outro como mero objeto e instrumento de prazer, mesmo que esteja “dentro dos conformes”, ou seja, finalização do sexo da forma e no local natural, sem o uso de métodos contraceptivos, é uma mera masturbação a dois, tão ilícita quanto.

Como adequar a prática sexual à moral católica, no caso de uma conversão tardia? A resposta vem do Conselho Pontifício para a Família:

Os esposos cristãos são testemunhas do amor de Deus no mundo. Devem, portanto, estar convencidos, com a ajuda da fé e até contra a experimentada fraqueza humana, que, com a graça divina, é possível observar a vontade do Senhor na vida conjugal. O recurso freqüente e perseverante à oração, à Eucaristia e à Reconciliação é indispensável para ter o domínio de si.[7]

Alguns católicos decidem arriscar-se, ir bem próximo dos limites, brincar com fogo. Fica a lição bíblica:

“Porventura pode alguém esconder fogo em seu seio sem que suas vestes se inflamem? Pode caminhar sobre brasas sem que seus pés se queimem?” (Provérbios 6, 27-28)

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[1] WEST, Christopher. Uma Teologia Básica do Casamento. Tradução de Fabrício Ribeiro. Disponível em :http://www.teologiadocorpo.com.br/Home/artigos/uma-teologia-basica-do-casamento

[2] Homilia na Festa da Sagrada Família, 30 de dezembro de 1988.

[3] MARIA, Julie. Conferência no I Congresso Internacional de Vida e Família (2008). Disponível em :http://pt.almas.com.mx/almaspt/artman2/publish/Teologia_do_Corpo_primeira_catequese_de_Jo_o_Paulo_II.php

[4] WEST, Christopher. Deus, Sexo e Bebês: O que a Igreja realmente ensina sobre paternidade responsável. Tradução de Fabrício Ribeiro. Disponível em:http://www.teologiadocorpo.com.br/Home/artigos/deus-sexo-e-bebes-o-que-a-igreja-realmente-ensina-sobre-paternidade-responsavel

[5] Gaudium et Spes, nº 50 - http://www.veritatis.com.br/article/2669

[6] DEL GRECO, Pe. Teodoro Torre. Manual de Teologia Moral. Ed. Paulinas, 1958, p. 748.

[7] CONSELHO PONTIFÍCIO PARA A FAMÍLIA: VADEMECUM PARA OS CONFESSORES SOBRE ALGUNS TEMAS DE MORAL RELACIONADOS COM A VIDA CONJUGAL, Nº 3, ITEM 15.

Fonte:

TOSTA, Maite. Apostolado Veritatis Splendor: SEXUALIDADE NO MATRIMÔNIO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5992. Desde 08/09/2009

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lula, Dilma e a ditadura do aborto

Abaixo o vídeo que mostra o esforço que a turma do PT, sob os auspícios de Lula e Dilma, faz para conseguir a legalização do aborto no Brasil. É uma verdadeira ditadura, na qual eles querem liberar o aborto de qualquer jeito. Não importa se a maioria da população brasileira seja contra, o que importa é o valor que as transnacionais estão injetando no Brasil para financiar o aborto.


* Por que não abortei meu filho.


Abortar? Como assim abortar? E interromper a vida da minha filha?

Quem aquela médica pensava que era pra me dizer o que era o melhor a fazer?
Foram essas as perguntas que me fiz mesmo depois de me acalmar, com o diagnóstico da síndrome da minha filha ainda entalado na garganta.

Eu já me sentia mãe, desde antes de confirmar a gravidez. Como poderia pensar em uma coisa dessas? Resolvi apenas continuar o ciclo natural das coisas, da vida. Não houve dúvida, nem minha nem do meu marido. Aguentaríamos o quanto a Duda ou Madú, aguentasse. E assim levamos até a 39ª semana, quando aconteceu o parto. E não me arrependo!

Pude ser mãe daquele bebezinho durante todo esse período. Conversava com ela o dia todo. A acordava quando eu acordava e a colocava pra dormir quando ia pra cama. Avisava quando estávamos indo passear, e mostrava a ela todo o carinho que ela recebia quando chegava uma visita, na maioria das vezes com um presente na mão.

Sim, ganhei muitos presentes! Um enxoval quase completo, com direito à kit de berço, fraldas, roupas e tudo mais. E não me sentia mal com isso. Eu acreditava e continuo acreditando em milagres, mas em todas as minhas mais dolorosas orações não sentia que era vontade Deus curá-la para que eu pudesse tê-la comigo por mais tempo. Então passei a ver o milagre de outra maneira. Ele foi acontecendo cada dia em que a Maria Eduarda continuava conosco.

Quando já sabia do problema, estava novamente em discussão no STF – Superior Tribunal Federal, a liberação do aborto para casos de anencefalia. Uma afiliada da Tv Globo queria repercutir o assunto na região onde morava, no Vale do Paraíba, e como tenho muitos colegas lá, entraram em contato comigo. Foi bom. Assim eu pude primeiro, já contar pra todo mundo qual era o problema sem ter que ficar explicando um por um que me abordasse e, segundo, expôr minha opinião contra o aborto.

Em seguida, gravei um depoimento levado pela Dra. Elizabeth Kipman, da Comissão em Defesa da Vida da CNBB ao STF durante os debates. Adoraria ter ido lá pessoalmente, mas não era conveniente aos 7 ou 8 meses de gravidez.
Era o que eu podia fazer! Brigando pelo filho dos outros, me senti brigando pela vida da minha filha.
E assim quero continuar. Por isso, além de minha experiência, dos meus sentimentos, também quero dividir com vocês tudo que for notícia, informação, novidades e conquistas sobre a Defesa da Vida!
Tenho certeza de que poder trabalhar nesse sentido, é uma maneira de retribuir a toda alegria que minha filha me trouxe. Pois ela me trouxe várias. Quando reagia chutando minha barriga em nossas conversas, quando mexia lá dentro, como se quisesse me afirmar que ainda estava lá, comigo! Quando chorou ao nascer, mesmo sem ter condições para isso, quando segurou meu dedo com todos os da mãozinha dela, como se não quisesse que eu fosse embora. Quando resistiu fortemente por três dias, permitindo que eu pudesse dizer e transmitir a ela o quanto eu a amava. Talvez seja difícil para você compreender como posso ver isso como alegrias. Mas hoje tenho condições de afirmar isso, por entender que esse foi o plano de Deus na minha vida, e que Ele poderia tê-la levado ainda dentro da minha barriga, mas olha o quanto mais me foi permitido!
Se as vezes me pego chorando, é de saudade, uma saudade natural, normal, sem culpa. Uma saudade de coisas que não pude fazer, como trocar a fralda, dar banho, amamentar, pegar no colo… mas também uma saudade das poucas que pude.

Agora, imaginem se eu tivesse feito o contrário?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dr. Zenóbio Fonseca fala sobre aborto no programa Verdade Gospel

Outros vídeos:
Dr. Zenóbio Fonseca denuncia decisão do STF sobre união gay

Documentario sobre aborto

* ’180′, documentário anti-aborto: 1,2 milhão de acessos no YouTube, apenas no primeiro mês.

Um documentário anti-aborto produzido pelo Ministério Living Waters, dos Estados Unidos, alcançou grande repercussão e teve 1,2 milhão de acessos no YouTube, apenas no primeiro mês.

O filme denominado ‘180’, com duração de 33 minutos, apresenta 8 pessoas que durante toda sua vida foram pró-aborto, mas quando confrontadas com as perguntas que fazem um paralelo entre o aborto e o holocausto dos judeus na Alemanha, essas pessoas mudam de opinião. O nome do filme é uma metáfora que representa uma mudança completa e radical de opinião.

O produtor do filme, o cristão Ray Comfort afirma que as pessoas podem mudar de opinião em relação ao aborto e se envolver nessa causa: “As pessoas estão mudando a mente sobre a polêmica questão do aborto. Não apenas assistem on-line, mas compram para dar de presente” O produtor, que também é um líder em seu ministério, conta que houve uma doação de 200 mil cópias, feita por sindicatos de trabalhadores, às 100 melhores universidades dos Estados Unidos: “Já vendemos mais de 150 mil cópias em questão de semanas. Uma pequena igreja comprou 16,8 mil DVDs. Mas essa doação da universidade foi muito especial, porque agora o DVD está nas mãos dos jovens da América, e de muitos engajados no diálogo saudável”, festeja Comfort.

Depoimentos de pessoas que assistiram ao filme ressaltam o impacto que a produção tem. “O filme é poderoso. Eu sempre disse a mim mesma que nunca faria um aborto, mas não era contra o que outras mulheres faziam. Mas, eu mudei completamente minha mente agora. O aborto é assassinato, que deveria ser ilegal”, afirma uma estudante que teve acesso ao documentário.

Um outro estudante relata que ficou sensibilizado com o que viu: “Eu ganhei este DVD enquanto caminhava para a aula. Cheguei em casa, vi e isso mudou meu coração. Eu comecei a pensar sobre cada pergunta que foi feita. Eu ficava sempre indeciso sobre o aborto, mas agora eu sou anti-aborto”, disse um estudante.

O produtor Comfort, conta que estava em frente a uma clínica de aborto, exibindo o trailler do documentário, quando duas jovens senhoras pararam para assistir. “Depois disso, assistiram ao filme inteiro. Uma estava grávida de quatro meses. Ambas estavam a caminho de fazer um aborto, estavam em lágrimas, abraçaram meu pescoço e decidiram dar os bebês à adoção. Eu chorei também”, conta Ray Comfort, que também é escritor e conta que está decidido a transformar o aborto em crime nos Estados Unidos. “Não vou descansar enquanto o horror do assassinato de crianças for uma realidade jurídica em nossa nação. Mas, a mudança política só virá se aqueles que se preocupam com os não-nascidos falarem.

Nós criamos o Curso de ’180 ‘para ajudar aqueles que se preocupam de forma confidencial e querem falar sobre o assunto, de uma maneira que faça sentido. Qualquer um pode mudar a mente de alguém sobre o aborto como eu fiz em ’180′, se têm um coração amoroso e se estão dispostos a aprender alguns princípios simples.

Conhecidos líderes cristãos também contribuíram para o curso, que está disponível em “www.heartchanger.com”, explica Comfort .

Assista ao filme, legendado em português: