sexta-feira, 6 de maio de 2011

Porque a fé cristã não concorda com o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo?



* Porque a fé cristã não concorda com o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo?


1. O “casamento” homossexual não é casamento

Chamar algo de casamento não faz disso um casamento. O casamento sempre foi uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada por sua natureza à procriação e educação dos filhos, assim como à unidade e bem-estar dos cônjuges.

Os promotores do “casamento” homossexual propõem algo completamente diferente. Eles propõem a união entre dois homens ou duas mulheres. Isso nega as evidentes diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres, que encontram a sua complementaridade no casamento. Nega também a finalidade primária específica do casamento: a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos.

Duas coisas completamente diferentes não podem ser consideradas a mesma coisa.

2. O “casamento” homossexual viola a Lei Natural

Casamento não é apenas qualquer relacionamento entre seres humanos. É uma relação enraizada na natureza humana e, portanto, regida pela lei natural.

O preceito mais elementar da lei natural é que “o bem deve ser feito e buscado e o mal deve ser evitado”. Pela razão natural, o homem pode perceber o que é moralmente bom ou mau. Assim, ele pode conhecer o objetivo ou finalidade de cada um de seus atos e como é moralmente errado transformar os meios que o ajudam a realizar um ato em finalidade do ato.

Qualquer situação que institucionalize a defraudação da finalidade do ato sexual viola a lei natural e a norma objetiva da moralidade.

Estando enraizada na natureza humana, a lei natural é universal e imutável. Ela se aplica da mesma forma a toda a raça humana. Ela manda e proíbe de forma consistente, em todos os lugares e sempre. São Paulo, na Epístola aos Romanos, ensina que a lei natural está inscrita no coração de todo homem (Rom 2,14-15).

3. O “casamento” homossexual sempre nega à criança ou um pai ou uma mãe

O melhor para a criança é crescer sob a influência de seu pai natural e sua mãe natural. Esta regra é confirmada pelas evidentes dificuldades enfrentadas por muitas crianças órfãs ou criadas por só um dos genitores, um parente, ou pais adotivos.

A lamentável situação dessas crianças será a norma para todos os “filhos” de “casais” homossexuais. Esses “filhos” serão sempre privados ou de sua mãe natural ou de seu pai natural. Serão criados, necessariamente, por uma parte que não tem nenhuma relação de sangue com eles. Vão ser sempre privados de um modelo paterno ou materno.

O chamado “casamento” homossexual ignora os interesses da criança.

4. O “casamento” homossexual valida e promove o estilo de vida homossexual

Em nome da “família”, o “casamento” homossexual serve para validar não só as referidas uniões, mas todo o estilo de vida homossexual em todas as suas variantes, bissexuais e transgêneros.

As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem na sociedade. Como tais, elas desempenham um papel muito importante, e por vezes decisivo, que influenciam os padrões de pensamento e comportamento. Elas configuram externamente a vida da sociedade, mas também modificam profundamente a percepção de todos e a avaliação de formas de comportamento.

O reconhecimento legal do “casamento” homossexual necessariamente obscurece certos valores morais básicos, desvaloriza o casamento tradicional e enfraquece a moralidade pública.

5. O “casamento” homossexual transforma um erro moral num Direito Civil

Os ativistas homossexuais afirmam que o “casamento” homossexual é uma questão de direitos civis, semelhante à luta pela igualdade racial nos anos 1960 nos Estados Unidos, por exemplo.

Isso é falso.

Primeiro de tudo, comportamento sexual e raça são realidades essencialmente diferentes. Um homem e uma mulher querendo casar-se podem ser diferentes em suas características: um pode ser preto, o outro branco; um rico e o outro pobre; ou um alto e o outro baixo. Nenhuma dessas diferenças são obstáculos insuperáveis para o casamento. Os dois indivíduos são ainda um homem e uma mulher e, portanto, as exigências da natureza são respeitadas.

O “casamento” homossexual se opõe à natureza. Duas pessoas do mesmo sexo, independentemente da sua raça, riqueza, estatura, erudição ou fama, nunca serão capazes de se casar por causa de uma insuperável impossibilidade biológica.

Em segundo lugar, características raciais herdadas e imutáveis não podem ser comparadas com comportamentos não-genéticos e mutáveis. Simplesmente, não há analogia entre o casamento inter-racial de um homem e uma mulher e o “casamento” entre duas pessoas do mesmo sexo.

6. O “casamento” homossexual não cria uma família, mas uma união naturalmente estéril

O casamento tradicional é geralmente tão fecundo, que aqueles que querem frustrar o seu fim tem de fazer violência à natureza para impedir o nascimento de crianças, usando a contracepção. Ele tende, naturalmente, a criar famílias.

Pelo contrário, o “casamento” homossexual é intrinsecamente estéril. Se os “cônjuges” querem ter um “filho”, eles devem contornar a natureza por meios caros e artificiais ou empregar maternidade de substituição [“mães de aluguel”]. A tendência natural de tal união não é criar famílias.

Portanto, não podemos chamar de casamento a união de pessoas do mesmo sexo e dar-lhe os benefícios do casamento verdadeiro.

7. O “casamento” homossexual desvirtua a razão pela qual o Estado beneficia o casamento

Uma das principais razões pelas quais o Estado confere inúmeros benefícios ao casamento é que, por sua própria natureza e desígnio, o casamento proporciona as condições normais de uma atmosfera estável, afetuosa, e moral, que é benéfica para a educação dos filhos, frutos do mútuo afeto dos pais. Ele ajuda a perpetuar a nação e fortalecer a sociedade, o que é um evidente interesse do Estado.

O “casamento” homossexual não fornece essas condições. Seu desígnio principal, objetivamente falando, é a gratificação pessoal de duas pessoas, cuja união é estéril por natureza.

8. O “casamento” homossexual impõe a sua aceitação por toda a sociedade

Ao legalizar o “casamento” homossexual, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo. O Estado exige que os servidores públicos celebrem a nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.

Na esfera privada, pais contrariados vão ver seus filhos expostos mais do que nunca a esta nova “moralidade”; as empresas que oferecem serviços de casamento serão obrigadas a fornecê-los a uniões de pessoas do mesmo sexo; e proprietários de imóveis terão de concordar em aceitar “casais” homossexuais como inquilinos.

Em todas as situações em que o casamento afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, coonestando, por silêncio ou ação, um ataque à ordem natural e à moral cristã.

9. O “casamento” homossexual é a vanguarda da revolução sexual

Na década de 1960, a sociedade foi pressionada para aceitar todos os tipos de relações sexuais imorais entre homens e mulheres. Hoje estamos presenciando uma nova revolução sexual, na qual a sociedade está sendo convidada a aceitar a sodomia e o “casamento” homossexual.

Se o “casamento” homossexual for universalmente aceito como a etapa presente da “liberdade” sexual, que argumentos lógicos podem ser usados para parar as próximas etapas, do incesto, pedofilia, bestialidade e outras formas de comportamento antinatural? Com efeito, os elementos radicais de certas subculturas de vanguarda já estão defendendo essas aberrações.

A insistência na imposição do “casamento” homossexual ao povo norte-americano torna cada vez mais claro que o ativista homossexual Paul Varnell escreveu no “Chicago Free Press”:

“O movimento gay, quer o admitamos ou não, não é um movimento de direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre a homossexualidade.”

10. O “casamento” homossexual ofende a Deus

Esta é a razão mais importante. Sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado e se ofende a Deus. O “casamento” homossexual faz exatamente isso. Assim, quem professa amar a Deus deve opor-se a ele.

O casamento não é criação de nenhum Estado. Pelo contrário, ele foi estabelecido por Deus no paraíso para os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Como lemos no Livro do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1, 27-28).

O mesmo foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “No princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Mc 10, 6-7).

Uma posição de princípios, não pessoal

Ao escrever esta declaração, não temos qualquer intenção de difamar ou menosprezar ninguém. Não somos movidos pelo ódio pessoal contra nenhum indivíduo. Ao nos opormos intelectualmente a indivíduos ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é defender o casamento tradicional, a família, e os preciosos restos da civilização cristã.

Como católicos praticantes, estamos cheios de compaixão e rezamos por aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado do comportamento homossexual. Rezamos por aqueles que caem no pecado homossexual por causa da fraqueza humana: que Deus os ajude com Sua graça.

Estamos conscientes da enorme diferença entre essas pessoas que lutam com suas fraquezas e se esforçam por superá-las, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e tentam impor seu estilo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural. No entanto, rezamos por eles também.

Rezamos também pelos juízes, legisladores e funcionários do governo que, de uma forma ou de outra, tomam medidas que favorecem a homossexualidade e o “casamento” homossexual. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.

Rejeitamos e condenamos qualquer forma de violência. Simplesmente exercitamos a nossa liberdade de filhos de Deus (Rom 8:21) e nossos direitos constitucionais à liberdade de expressão e à manifestação pública, de forma aberta, sem desculpas ou vergonha da nossa fé católica.

Nos opomos a argumentos com argumentos. Aos argumentos a favor da homossexualidade e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Divina Revelação.

Original inglês:

10 Reasons Why Homosexual “Marriage” is Harmful and Must be Opposed

Disponível em

http://www.tfpstudentaction.org/politically-incorrect/homosexuality/10-reasons-why-homosexual-marriage-is-harmful-and-must-be-opposed.html

STF reconhece por unanimidade a união gay

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O STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu nesta quinta-feira, em decisão unânime, a equiparação da união homossexual à heterossexual. O presidente do Supremo, Cezar Peluzo, deu o décimo e último voto a favor da união gay por volta das 20h30, após cerca de cinco horas de sessão

A decisão tem efeito vinculante, ou seja, alcança toda sociedade. Os ministros foram autorizados a decidir processos pendentes individualmente.

Apesar de não falar em igualdade, mas em equiparação --fazendo ressalvas, como os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes-- Peluso afirmou que a Constituição não exclui outras modalidades de entidade familiar, mas reconhece que há lacuna normativa a ser preenchida.

Para Peluzo, assim como para Mendes, o Legislativo deve regulamentar a equiparação com a união estável heterossexual. Lewandowski havia falado anteriormente que existem alguns direitos que são exclusivos a uma relação formada por pessoas de sexo oposto, mas não especificou.

Na prática, a decisão viabiliza para os homossexuais direitos como pensão, herança e adoção.

Dez ministros votaram --apenas o ministro Dias Toffoli não participou da sessão, pois se declarou impedido de se posicionar, já que atuou no processo quando era da AGU (Advocacia-Geral da União).

A decisão do STF não é equivalente a uma lei sobre o assunto. O artigo 1.723 do Código Civil estabelece a união estável heterossexual como entidade familiar. O que o Supremo fez foi estender este reconhecimento a casais gays.

Agora, se um clube vetar o nome de um companheiro homossexual como dependente, por exemplo, o casal pode entrar na Justiça e provavelmente ganhará a causa, pois os juízes tomarão sua decisão com base no que disse o STF sobre o assunto, reconhecendo a união estável.

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vídeo inédito do Pe. José A. Fortea falando a respeito do dom de línguas e do movimento carismático católico. O padre pede respeito ao movimento e comenta que, sim, os carismas são armas eficazes no combate ao demônio. O próprio Pe. Fortea também reza em línguas. Imperdível.

Tatuagem e Piercing, qual o problema?




* Santos oriundos da RCC e Comunidades Novas. Existem processos de beatificação em curso.

maio 3rd, 2011

Existem santos na Renovação Carismática Católica e comunidades novas?

Bem sabemos que algo que confirma um pretenso caminho de santidade são os santos que tais caminhos gerou. E esse é um dos questionamentos dos que não simpatizam com a Renovação e as comunidades. Existem santos na RCC e comunidades?

Bem, primeiramente precisamos ter consciência que o movimento carismático é ainda novo, tendo cerca de 40 anos. Um sinal positivo é a confirmação da Igreja. Essa, assistida pelo Espírito Santo, reconheceu a RCC com um decreto datado de 1993[1] através de seu escritório internacional com sede em Roma, o ICCRS(International Catholic Charismatic Renewal Services).
A mesma Igreja Católica reconheceu e aprovou os estatutos de algumas comunidades novas como Emanuel, Beatitudes, Shalom e Canção Nova[2] dando-lhes o título de Associação Privada Internacional de Fiéis. Sem falar do reconhecimento diocesano de inúmeras outras comunidades no Brasil e no mundo. Isso não é pouca coisa pois são o sucessor de Pedro e os sucessores dos apóstolos a reconhecer movimentos como carismas na Igreja.Podemos também ver os frutos de mudança de vida daqueles que são atingidos por estes diversos carismas. Valores cristãos restaurados, drogados recuperados, pobres e doentes cuidados e consolados, famílias restauradas, matrimônios restaurados, vocações religiosas e sacerdotais suscitadas, missionários que vão onde a Igreja enviar, defesa de valores cristãos em todas as instâncias da sociedade, aumento da devoção a Nossa Senhora, aos santos, do amor à Eucaristia e demais sacramentos, etc.De todo modo, santos são uma fortíssima confirmação. Afinal, o que a RCC e as comunidades têm para apresentar a esse respeito? Bem, eu venho descobrindo sinais visíveis que me enchem de alegria e esperança. Sinais que me impulsionam, geram segurança do lugar onde estou na Igreja e sede de santidade.

Existe um padre do Sagrado Coração famoso entre os católicos carismáticos(RCC e novas comunidades) chamado pe. Emiliano Tardif (foto) Soube por testemunho de um irmão que ele já esteve em Fortaleza em encontro organizado, salvo engano meu, pela Comunidade Shalom onde curou cegos e coxos diante dos olhos deste irmão na década de 90. É famoso também por seus livros mais conhecidos entre os carismáticos, como: “Jesus é o Messias”, “No Fogo do Amor” e “O Novo Pentecostes”[3]. É natural do Canadá e é o fundador de uma comunidade chamada “Servos de Cristo Vivo” espalhada pelo mundo com sede em Santo Domingo, República Dominicana.Já era padre e trabalhava com os pobres quando conheceu a RCC em seu início e estava doente sem poder exercer seu apostolado quando um grupo de carismáticos rezou por ele e o curou. Desde este fato pe. Tardif passou a pregar pelo mundo inteiro impulsionado por essa novidade do Espírito e é considerado uma pessoa com um dos maiores dons de cura de todos os tempos modernos. Centenas de milhares de curas são atribuídas a ele, muitas das quais são cuidadosamente documentadas. Entre estas curas há muitos casos de pessoas que apresentaram câncer terminal e AIDS.

Pois bem, existe um processo de beatificação dele iniciado em 2007 como diz essa fonte abaixo:
“Cardinal Nicolas de Jesus Lopez Rodriguez announced on June 11 2007 that the Roman Catholic Church had initiated the beatification process to place Father Tardif in the process to sanctification“[4]

Além dele existe um servo de Deus chamado Pierre Goursat. Ele é o fundador de uma das primeiras comunidades novas do mundo e que foi a primeira a receber o reconhecimento pontifício até onde sei(em 1992[2]), a comunidade Emmanuel da França. Ele não viveu o bastante para ver esse reconhecimento pontifício. Leigo e celibatário, ele era profundamente humilde e radical no evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tinha também forte espírito evangelizador:
“Pierre experimentava uma grande compaixão, em particular, por aqueles que não conheciam o Senhor. Não existe maior miséria do que a miséria espiritual. Pierre também falava sem cessar da evangelização, mesmo, e, sobretudo, com os meios mais simples, mesmo e, sobretudo, com as pessoas simples. Para ele, a Comunidade Emanuel só existia para evangelizar. Neste domínio, ele era um inventor formidável. Era realmente um visionário, mas um visionário ativo.“[5]

Inclusive, pelo pouco que sei, a comunidade Emmanuel é uma daquelas comunidades da França que o fundador do Shalom, Moysés Azevedo, visitou na década de 80 e que o levou a abraçar seu chamado ao celibato.
Pierre também está em processo de beatificação:
“Em 2007 o Conselho da Comunidade Emanuel decide propor ao Arcebispo de Paris o julgamento da causa de beatificação de Pierre (virtudes heróicas). Em 2008 o cardeal arcebispo de Paris recebe de Roma a autorização para introdução da causa. Por fim, em 07 de janeiro de 2010 é então aberto o processo de beatificação de Pierre Goursat.“[5]

Trata-se de exemplos de pessoas concretas como nós que ao fazerem essa experiência fortíssima da efusão do Espírito tiveram suas vidas transformadas e seu chamado divino impulsionado. E assim, com este pequeno e singelo texto, gostaria de encorajar os irmãos a, na obediência e amor à Igreja, perseverarem nesse de valorização do poder do Espírito que é o caminho carismático, de evangelização e busca de Deus no poder do Espírito. É verdade que cometemos erros. Mas todos cometem erros e a Igreja está aí para nos formar, orientar. Alguns conhecidos meus costumam dizer que não podemos jogar o bebê fora junto com a água do banho. Dóceis a essa mesma Igreja seguiremos firmes em Cristo servindo ao plano de salvação da humanidade.

Gostaria também de incentivar os irmãos a pedir intercessão a esses homens em processo de beatificação em causas difíceis para que, realizando milagres, possam ter sua santidade reconhecida. E quero também incentivar a abertura de processos de beatificação e canonização de outros que por ventura possam existir. Acredito que existem outros por aí e que muitos outros mais existirão.

Acredito, inclusive, que essa beatificação de João Paulo II ocorrida ontem está até me influenciando, posto que não costumo escrever artigos e João Paulo II tanto amou e enviou a RCC e as comunidades em nome da Igreja. Sejamos santos e busquemos ser fiéis ao chamado que Nosso Senhor faz a cada um de nós em nosso chamado e missão específicos, e seremos fecundos para a Igreja e a humanidade.

Ubirailson Jersy Soares de Medeiros
Fontes:

* Os papas e a RCC. Imagens históricas imperdíveis.

Das imagens históricas a que mais me chamou atenção foi a reação do nosso inesquecível João Paulo II PArticipa de encontro Carismatico e fala longa a vida aos CARISMATICOS E AO ouvir a oração em línguas.

Sua reação de surpresa rapidamente muda para o silêncio de acolhida.Observe seus olhos e seu corpo que reaje ao inesperado com serenidade.

Acontece a 3 minuto e 50.

A imagem congelada abaixo é desse momento de silêncio, de olhos fechados, após sua reação de surpresa. NOSSO AMADO JOÃO PAULO II PARTICIPO DA RCC QUANDO ERA CARDEAL EM CRACÓVIA E POR SINAL PADRE JONAS JÁ CONTOU INUMERAS VEZES QUE ELE PEDIU ORAÇÃO,E OS JOVENS DA RCC IMPUSERAM AS MÃOS SOBRE ELE E O VIRAM REZAR EM LINGUAS VARIAS VEZES.


João Paulo II quando disse: “Entra, nos compromissos primários da preparação para o jubileu a redescoberta da presença e ação do Espírito”. [6]).

E diria ele aos líderes da RCC no Conferência de Fiuggi, a 30/10/1998: “A Renovação Carismática Católica tem ajudado muitos cristãos a redescobrir a presença e o poder do Espírito Santo em suas vidas, na vida da Igreja Católica e do mundo”. E disse mais: “Estou convencido de que este movimento é um sinal de ação do Espírito Santo. (...)... Estou convencido de que este movimento é um verdadeiro e importante componente na renovação total da Igreja, nesta renovação espiritual da Igreja” (aos membros do ICCRS, o Conselho Internacional da RCC, a 11/12/1979).

Também João Paulo II, que em 14 de março de 2002 havia deixado claro qual seria uma das dimensões do apostolado da Renovação Carismática Católica, quando disse: “No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela ‘cultura do Pentecostes’, a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos”, na Vigília de Pentecostes de 2004 diria à toda a Igreja: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio”.

Rosto e memória de Pentecostes. Sinal de sua perenidade de sua atualidade. “Graças ao movimento carismático, tantos cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, tem redescoberto Pentecostes como realidade viva e presente na sua existência cotidiana”.[7]

Uma vez que Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal – dado que “será o Espírito quem levará à realização plena a nova era da história da salvação”


no Nosso tempo, ávido de esperança, façam conhecer e amar o Espírito Santo. Assim, ajudareis a tomar forma aquela «Cultura de Pentecostes» que pode fecundar a civilização do amor e a convivência entre os povos.Com fervente insistência não vos canseis de invocar: Vem,Espírito Santo! Vem! Vem!.”

(João Paulo II, aos responsáveis da RCC, 14 Março de 2002)

“Graças ao movimento carismático, muitos cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, redescobriram Pentecostes como realidade viva e presente na existência cotidiana. Desejo que a «Espiritualidade de Pentecostes» se difunda na Igreja, como impulso renovado de oração, de santidade, de comunhão e de anúncio”.

(João Paulo II, Vésperas de Pentecostes, 29 Maio de 2004)


“Nós estamos vivendo um momento privilegiado do Espírito. Se procura, por toda a parte, conhecê-lo melhor, assim como foi revelado nas Escrituras. Se é feliz, se nos colocamos sob sua moção. Nos recolhemos entorno a Ele e nos deixemos guiar por Ele”.

( Paulo VI, Exortação Apostólica «Evangelli nuntiandi» ,1975)

* A obsessão pelas conversões ao cristianismo no mundo islâmico.

maio 3rd, 2011

Um dos temas que geram tensões em países muçulmanos contra as minorias cristãs é, sem dúvida, o das conversões. Em um artigo publicado em 29 de agosto de 2007 pela agência ‘AsiaNews’, o estudioso do Islã e jesuíta egípcio Samir Khalil Samir falou de uma “obsessão real e verdadeira pelas conversões” no mundo islâmico.

Como recordou o Pe. Samir, docente na Universidade de São José, em Beirute, há pelo menos 7 países muçulmanos – principalmente a Arábia Saudita, Irã e Nigéria – nos quais se aplica a pena de morte para aqueles que se convertem do islamismo a outras religiões. A conversão é considerada, de fato, “como um ato de apostasia que merece a morte”.

Outros países, entre os quais o “moderado” Egito, condenaram à prisão por insultar o islã ou por ter causado escândalo (‘fitna’), ao tornar pública a mudança de religião. Outra estratégia para se livrar de um convertido incômodo é forçá-lo a emigrar, como no caso do escritor e teólogo egípcio Nasr Hamed Abu Zaid, que sofreu uma “fatwa”, podendo escapar, nos anos 90, para a Holanda.

Assim, concluiu recentemente, com sucesso, um caso muito dramático e simbólico para o nível de perseguição aos convertidos do islamismo no Egito. Trata-se de Maher Ahmad El-Mo’otahssem Bellah El-Gohary, de 53 anos, e de sua filha de 17, Dina Mo’otahssem ( Foto acima). Conforme relatado por ‘Compass Direct News’ (21 de abril), após um inferno que durou vários anos, o homem chegou a Paris, com sua filha, no último dia 30 de março, partindo de Damasco.

Na capital francesa, onde pediram asilo, El-Gohary se dirigiu, em 18 de abril passado, à embaixada americana para pedir asilo também nos EUA, onde já mora com sua segunda esposa (ela também é uma convertida). Os dois cônjuges não se viam desde março de 2009.

Esta situação se desbloqueou graças a uma autorização obtida através dos tribunais para os expatriados, após a “Revolução de 25 de Janeiro”, e graças à queda do presidente Hosni Mubarak. Fugiram para Damasco em 22 de fevereiro, e lá El-Gohary e sua filha também se sentiram ameaçados. Depois de uma recepção muito fria na embaixada dos EUA em Damasco, o convertido se dirigiu, graças ao conselho da embaixada da Santa Sé, para a França, para solicitar um visto de entrada que lhe foi concedido no mesmo dia. “Eu realmente valorizo o que o embaixador francês fez por nós – disse El-Gohary. Ele nos salvou.”

A aproximação do cristianismo de El-Gohary (ou Peter Athanasius, como também é conhecido) começou há quase 40 anos, quando ele frequentava a academia de polícia e dividia o quarto com um aluno pertencente à minoria copta. Os episódios de “bullying” com relação ao seu companheiro cristão suscitaram o interesse do jovem, que não conhecia o cristianismo. Como geralmente acontece nesses casos, cresceu em El-Gohary o desejo de ler a Bíblia, decisão que causou em seus pais um forte desgosto – seu pai é um policial de alto cargo -, porque a consideravam “um livro verdadeiramente péssimo” (CDN, 25 de maio de 2010).

Sua decisão de seguir a Cristo, tomada após uma visão luminosa, acompanhada por um forte sentimento de paz, expôs El-Gohary a pressões cada vez maiores de “bullying” dentro da academia, até mesmo por parte dos seus superiores. Enquanto ele decidia abandonar sua carreira na polícia, sua conversão também levou a uma crise em seu casamento com uma muçulmana, que pediu e obteve o divórcio.

A vida de El-Gohary, que enquanto isso se casou com outra muçulmana (mas que acabou se convertendo), transformou-se em um pesadelo em agosto de 2008, quando denunciou o governo egípcio, exigindo o direito de mudar sua filiação religiosa no documento de identidade. O objetivo era impedir que sua filha fosse considerada “apóstata” e se visse forçada a acompanhar na escola os cursos de religião islâmica ou forçada a casar-se com um muçulmano. No Egito, os filhos são registrados na carteira de identidade com a religião do pai; e as mulheres muçulmanas são proibidas de se casar com um homem de outra religião.

Esta ação suscitou um clamor tal, que pai e filha foram forçados a se esconder e viver em locais secretos. Sofreram agressões verbais (inclusive dos alto-falantes das mesquitas) e físicas (alguns lançaram uma substância ácida na jaqueta de sua filha, felizmente sem causar dano). Mesmo as atividades mais simples, como ir ao supermercado para fazer compras ou visitar uma igreja, tornaram-se perigosas.

Em maio de 2009, o Conselho de Estado decidiu que, mudando de religião, El-Gohary violou a lei islâmica e poderia até sofrer a pena de morte. Em 13 de junho, confiscaram seu passaporte no aeroporto internacional do Cairo, impedindo-o de sair do país. Em 9 de março do ano seguinte, o Tribunal de Justiça do Conselho de Estado, em Gizé, recusou-se a devolver-lhe o documento.

“Eu acho que é uma forma de punição, para dar exemplo a outros muçulmanos, que pretendem se converter”, comentou El-Gohary, falando sobre as ações tomadas em relação a ele (CDN, 25 de maio de 2010). Não obstante, o homem não cedeu e decidiu continuar em sua luta. “Eu quero mostrar às pessoas – disse ele – a quantidade de perseguições que convertidos do islamismo sofrem aqui, e que esta perseguição vem ocorrendo há mais de 1.400 anos.”

A situação foi descrita como “muito, muito difícil” por El-Gohary. Especialmente para a filha adolescente, que passou os últimos anos sem amigos ou colegas, a vida marcada pelo isolamento tem sido muito pesada. “Tenho muito, muito medo – admitiu a jovem há um ano. Eu não entendo por que me tratam assim”, disse a menina, cujo sonho é se tornar estilista.

“Eu escolhi esta religião porque eu gosto dela. Por que me tratam assim?”, disse Dina, que, em novembro de 2009, escreveu uma carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, para chamar a atenção para a perseguição dos cristãos no Egito.

Também para Dina, a fuga do Egito – definida por seu pai como “um milagre de Deus” – e a chegada à França marcam o fim de um longo pesadelo e o início de uma nova vida. Sem dúvida, uma boa notícia nesta época de Páscoa.

(Paul De Maeyer)